Categoria: Investimento imobiliário

Notícias sobre investimentos imobiliários.

  • A queda das taxas de juro, um estímulo para o investimento imobiliário

    A queda das taxas de juro, um estímulo para o investimento imobiliário

    O mercado imobiliário está a atravessar um momento de mudança que oferece grandes oportunidades para compradores e investidores. O interesse pela habitação, em particular, aumentou devido às recentes descidas das taxas de juro implementadas pelo Banco Central Europeu (BCE). No passado dia 12 de setembro, a presidente do BCE, Christine Lagarde, anunciou a segunda redução de 25 pontos base do ano, situando o preço do dinheiro em 3,5%. Uma decisão que permitirá que o Euribor mantenha a sua tendência de descida – abaixo dos 3%, algo que não acontecia desde novembro de 2022 – e continue a tornar os empréstimos hipotecários variáveis mais acessíveis.

    O objetivo é claro: impulsionar o consumo e melhorar as condições de financiamento, especialmente no âmbito dos empréstimos hipotecários. Em Espanha, este ajuste ocorre num contexto de oferta residencial limitada, o que, segundo especialistas, estimulará a procura de habitação e, como consequência, aumentará os preços nas zonas mais competitivas, pressionando o mercado.

    Esta redução beneficiará diretamente os titulares de empréstimos hipotecários variáveis, que poderão ver uma poupança mensal entre 80 e 190 euros, traduzindo-se numa redução anual entre 970 e 2.300 euros. Segundo o relatório “Impacto da descida das taxas no mercado hipotecário“, elaborado pela Fotocasa, esta medida representa uma redução anual de cerca de 10%. Por outro lado, como aponta o portal imobiliário na sua análise, “mais de 20% dos compradores poderão regressar ao mercado após a descida das taxas de juro”.

    A descida das taxas não só aliviará o encargo financeiro das famílias, como também fomentará uma maior dinamização do mercado habitacional, facilitando o acesso a empréstimos mais acessíveis para novos compradores e melhorando a capacidade de pagamento daqueles que já possuem uma hipoteca.

    Investimento por setores

    Um novo cenário de otimismo surge para o setor imobiliário em Espanha, e não apenas impulsionado pela descida das taxas de juro, mas também pelo comportamento dos diferentes segmentos:

    • Os supermercados e os centros comerciais destacam-se como ativos-chave este ano devido aos seus rendimentos estáveis. O investimento em supermercados atingiu 12% do total no setor de retalho, e os centros comerciais mostram sinais de recuperação.
    • O mercado de escritórios continua a mostrar um dinamismo significativo, com um total de 253.000 metros quadrados contratados entre janeiro e junho de 2024 e um crescimento de 5% em Madrid, de acordo com dados da consultora JLL.
    • Além disso, os ativos “living”, como o arrendamento residencial, as residências de estudantes e os ativos de senior living e saúde, estão a ganhar cada vez mais interesse. A procura constante e os rendimentos estáveis do arrendamento residencial, juntamente com a crescente presença de estudantes internacionais e o aumento da esperança de vida, numa população cada vez mais envelhecida, tornam o segmento “living” um dos mais promissores no mercado imobiliário espanhol, que superou os 570 milhões de euros no primeiro semestre de 2024.
    • Por sua vez, o setor de logística em Espanha está a estabilizar-se após uma baixa nos investimentos, enquanto o setor hoteleiro continua a ser um investimento sólido, impulsionado pelo crescimento do turismo em Espanha, tornando-o uma opção atraente para os investidores.

    Sem dúvida, a descida das taxas contribuirá para dinamizar o mercado imobiliário, atraindo mais compradores e investidores. Será, definitivamente, um momento chave para aproveitar as oportunidades e diversificar num contexto de financiamento mais acessível.

    Embora o mercado imobiliário espanhol esteja num momento de crescimento devido à descida das taxas de juro e ao aumento do investimento em alguns setores, continua a enfrentar grandes desafios relacionados com a oferta e a acessibilidade. Precisamente, o setor de promoção imobiliária, reunido recentemente na quarta edição do Congresso Nacional de Habitação em Málaga, pediu à Ministra da Habitação, Isabel Rodríguez, que inaugurou o fórum, um pacto de Estado para resolver o problema do acesso à habitação.

  • O crowdfunding imobiliário cresce 70% em Espanha no que vai de 2024

    O crowdfunding imobiliário cresce 70% em Espanha no que vai de 2024

    Os dados são claros: o crowdfunding imobiliário está em ascensão e tornou-se já uma alternativa consolidada tanto para investidores individuais como para pequenos e médios promotores. E não apenas em Espanha, mas em toda a Europa.

    Segundo os dados que recolhemos a partir da informação pública das principais plataformas, entre janeiro e agosto de 2024, o volume financiado em crowdfunding imobiliário em Espanha cresceu 71% em relação ao ano anterior. Este valor soma-se ao aumento de 84% registado em 2023 em comparação com 2022, o que demonstra a forte tendência ascendente deste modelo de investimento. Face à redução do financiamento bancário para projetos imobiliários, o crowdfunding emergiu como uma solução chave para os promotores e uma oportunidade para os investidores.

    Espanha cresce a um bom ritmo

    A nível global, o crowdfunding imobiliário também está a crescer. Segundo o Relatório de Crowdfunding Imobiliário 2023, elaborado pelo Instituto Politécnico de Milão e Walliance, este setor atingiu em 2023 um financiamento acumulado de 52,7 mil milhões de euros em todo o mundo. O crescimento foi significativo em mercados como França, Alemanha e Itália. No caso da União Europeia, as plataformas líderes arrecadaram mais de 12,4 mil milhões de euros, e espera-se que este valor continue a aumentar em 2024.

    Apesar do crescimento notável do crowdfunding imobiliário em Espanha, este modelo de financiamento ainda tem uma ampla margem de expansão. Estima-se que em 2023 o financiamento alternativo representou aproximadamente 10% do financiamento total do setor imobiliário em Espanha, um valor muito abaixo de países como o Reino Unido, onde o financiamento alternativo representa cerca de 50%.

    No entanto, se a tendência atual se mantiver, Espanha poderá reduzir essa diferença nos próximos anos. A maturação do mercado e o aumento da confiança dos investidores nestas plataformas são indicadores positivos de que o crowdfunding imobiliário continuará a expandir-se.

    A oportunidade do crowdfunding imobiliário

    Tradicionalmente, investir no setor imobiliário exigia grandes somas de dinheiro, limitando o acesso a este tipo de ativos a grandes fundos de investimento ou investidores com elevado capital. Contudo, com a ascensão do crowdfunding imobiliário, agora é possível que pequenos poupadores participem em projetos com investimentos a partir de apenas 500 euros.

    Esta democratização do investimento permitiu que muitos pequenos investidores diversificassem o seu portfólio e acedessem a um setor que anteriormente estava fora do seu alcance. Através de plataformas como a Urbanitae, os investidores podem participar em projetos imobiliários off-market com a possibilidade de obter retornos atrativos – superiores a 13% no caso da Urbanitae.

    Na Urbanitae, constatamos isso diariamente. No final de setembro, aumentámos o nosso financiamento em 60% em comparação com o mesmo período de 2023. Se em julho ultrapassámos a barreira dos 300 milhões de euros financiados com um mês recorde – 22,5 milhões de euros – este mês batemos o recorde de investidores – no projeto Torres Zenit, com 1.925 participantes.

    Financiamento alternativo versus banca tradicional

    Um dos fatores-chave que impulsionou o crescimento do crowdfunding imobiliário em Espanha é a redução do financiamento bancário disponível para promotores imobiliários. Em 2018, o volume de financiamento bancário para promoções residenciais alcançava os 20 mil milhões de euros. No entanto, hoje em dia, esse valor não chega a metade, deixando um vazio no mercado.

    Este contexto criou uma oportunidade única para as plataformas de crowdfunding, que oferecem aos promotores uma alternativa viável e acessível. Os promotores de menor dimensão, que representam a maioria do setor, agora recorrem a estas plataformas para financiar os seus projetos, permitindo-lhes avançar apesar das dificuldades em obter crédito junto da banca tradicional.

    A ascensão do crowdfunding imobiliário em Espanha é um sinal claro de que o mercado está a evoluir. Tanto os investidores como os promotores estão a descobrir as vantagens deste modelo, que permite aceder a uma maior diversidade de projetos com um investimento inicial relativamente baixo. Além disso, a possibilidade de obter retornos atrativos e a flexibilidade que este tipo de financiamento oferece consolidaram o crowdfunding como uma opção de investimento sólida e em crescimento.

    Como líderes de mercado em Espanha e Portugal, não podemos deixar de certificar o sucesso desta forma de investir. Queres juntar-te a nós?

  • O número de proptech em Espanha cai pela primeira vez em 2024

    O número de proptech em Espanha cai pela primeira vez em 2024

    Nas últimas décadas, o setor imobiliário passou por uma transformação profunda. A emergência de novas tecnologias deu origem ao que se conhece como “proptech” (“property technology”), empresas que combinam o setor imobiliário com a inovação tecnológica para melhorar a forma como compramos, vendemos e gerimos propriedades. No entanto, pela primeira vez desde a sua aparição no panorama espanhol, o número de empresas proptech começou a diminuir em 2024, de acordo com o relatório PropTech Trends, elaborado pela PwC em colaboração com TheFringe/Labs e a API da Catalunha.

    Ascensão e estabilização das proptech em Espanha

    Desde 2017, o ecossistema proptech em Espanha registou um crescimento meteórico. Naquele ano, operavam apenas 50 startups neste setor, mas em 2023 o número tinha subido para 548, representando uma importante quota na economia digital do país. Estas empresas dividem-se principalmente em duas categorias: 60% são B2B, ou seja, prestam serviços a outras empresas, e 40% são B2C, focadas diretamente no consumidor.

    O sucesso das proptech nos últimos anos foi impulsionado por vários fatores, entre os quais se destacam a digitalização dos processos imobiliários, a automação de tarefas e a integração de tecnologias emergentes como o big data, a realidade aumentada e a inteligência artificial. Graças a estas ferramentas, as proptech conseguiram melhorar a eficiência e transparência no setor, facilitando uma tomada de decisões mais ágil tanto para empresas como para particulares.

    Contudo, 2024 marcou um ponto de inflexão. Após vários anos de crescimento sustentado, o mercado começou a mostrar sinais de saturação, e os números refletem uma ligeira queda. Nos últimos dois anos, aproximadamente 90 startups desapareceram, 48 delas só em 2023.

    Quais são os fatores que explicam o declínio?

    Esta retração no número de proptech não é exclusiva de Espanha. A diminuição de startups no setor imobiliário tecnológico está a ocorrer a nível global, em parte devido à queda no financiamento de projetos tecnológicos, uma tendência que afeta toda a indústria. Os investidores tornaram-se mais cautelosos, exigindo maiores garantias de rentabilidade antes de investir capital em novas empresas. Além disso, o foco passou de priorizar o crescimento e a expansão para centrar-se na rentabilidade e sustentabilidade dos negócios.

    Outro fator importante foi a correção nas avaliações das startups. Durante os anos de boom, muitas proptech atingiram avaliações muito elevadas que, em alguns casos, não refletiam a realidade do seu negócio. Esta correção impactou negativamente a capacidade de acesso ao capital para muitas delas, especialmente num ambiente macroeconómico incerto, caracterizado pelo aumento das taxas de juro e pela menor disponibilidade de crédito.

    Concentração do ecossistema

    Apesar desta queda, o ecossistema proptech em Espanha continua a ser um dos mais dinâmicos da Europa, concentrando-se principalmente na Catalunha (32%) e em Madrid (29%), com Valência em terceiro lugar (8%). Este fenómeno reflete a forte aposta na inovação nestes centros urbanos, onde as empresas estão a adotar novas tecnologias para se manterem competitivas num mercado cada vez mais complexo.

    Em particular, a Catalunha e Madrid têm atraído maiores investimentos estrangeiros, dado que 12% das proptech que operam em Espanha têm a sua sede noutros países europeus, como França, Itália e o Reino Unido, enquanto 4% provêm de outros mercados internacionais como os Estados Unidos ou Singapura. Isto mostra o crescente interesse das empresas globais em entrar no mercado espanhol e aproveitar as oportunidades que este oferece.

    Desafios para a adoção da tecnologia

    Embora as proptech tenham melhorado significativamente a eficiência do setor, ainda enfrentam importantes barreiras para uma adoção mais generalizada. O custo das soluções tecnológicas é uma das principais preocupações dos profissionais imobiliários, juntamente com a falta de suporte técnico adequado para implementar e manter estas ferramentas. Além disso, muitos profissionais imobiliários admitem que o ecossistema de mais de 500 empresas é difícil de navegar, o que os impede de identificar claramente quais são as soluções mais adequadas às suas necessidades.

    No entanto, o impacto positivo da tecnologia no setor é inegável. 100% dos profissionais do setor admitem que a tecnologia melhorou a sua eficiência, e 50% garantem que o fez de forma significativa. Além disso, oito em cada dez profissionais notaram um aumento na satisfação do cliente desde que integraram novas tecnologias nos seus processos.

    O futuro das proptech em Espanha

    Apesar da recente diminuição do número de startups, o futuro da tecnologia no setor imobiliário é promissor. As expectativas dos profissionais são claras: 73% planeiam adotar novas tecnologias num futuro próximo. A inteligência artificial, os chatbots e a integração de dados mais avançada nos CRM configuram-se como ferramentas essenciais para melhorar a comunicação com os clientes e otimizar os processos de negócio.

    A IA generativa está a ganhar terreno no setor, e mais de 60% da população confia em empresas que utilizam esta tecnologia para tomar decisões baseadas em dados. Num ambiente de crescente complexidade, as proptech oferecem uma solução viável para superar muitos dos desafios atuais do mercado imobiliário, sendo provável que continuem a ser atores-chave na evolução deste setor ao longo do tempo.

    Embora o número de proptech em Espanha tenha diminuído em 2024, a digitalização do setor imobiliário está apenas a começar. As empresas que conseguirem adaptar-se às novas exigências do mercado e oferecer soluções tecnológicas mais acessíveis e eficientes continuarão a traçar o caminho para o futuro do mercado imobiliário.

  • Urbanitae duplica o seu financiamento no terceiro trimestre

    Urbanitae duplica o seu financiamento no terceiro trimestre

    A terminar o mês de setembro, fazemos o balanço na Urbanitae. Embora tenhamos um projeto em aberto para financiamento – e outro já anunciado – podemos afirmar que este foi o nosso melhor setembro até agora.

    Excluindo o Salvia II Tramo II, o financiamento da Urbanitae em setembro atingiu os 13,9 milhões de euros. Este valor representa um aumento de 200% em relação ao mesmo mês de 2023. Setembro não é um mês particularmente forte para nós, mas a boa notícia é que o desempenho nos dois meses anteriores fez disparar os nossos números trimestrais. Entre julho e setembro, financiámos 44,7 milhões de euros, mais do dobro do que no terceiro trimestre do ano passado.

    No final de setembro, teremos aberto ao financiamento seis projetos na Urbanitae: três de mais-valias, dois de dívida e um de rendas – no qual poderão investir na segunda-feira, dia 30. Em termos de segmentos de atividade, poucas novidades: concentrámo-nos na promoção residencial de obra nova, exceto no projeto de rendas em Palma, que é um espaço comercial. Este mês já registámos mais de 4.400 investimentos.

    Málaga, protagonista de setembro

    Dois dos nossos projetos financiados em setembro localizam-se na província de Málaga: um na capital e outro em Marbella. Vários meios de comunicação relataram o financiamento do projeto Bulevar 360, em parceria com a Nuovit. Em setembro, completámos a segunda tranche deste empréstimo destinado ao desenvolvimento de 165 habitações em Málaga. Com este projeto, atingimos também o marco de mais de 4.000 habitações em desenvolvimento em Espanha e Portugal.

    O projeto Salvia II, no qual ainda é possível investir, consiste no desenvolvimento da segunda fase de Salvia: uma promoção de 98 habitações em Marbella, com um dos promotores mais reputados da Andaluzia, o Grupo ABU. Com isto, já ultrapassámos a marca dos trinta projetos financiados na província de Málaga, que assim se consolida como uma das nossas localizações mais ativas em Espanha.

    Em setembro, repetimos a colaboração com a Nuovit e o Grupo ABU, mas também com a Quadratia, que está a desenvolver connosco todo um setor – Allonbay – em Villajoyosa (Alicante). Allonbay Urban é o quarto projeto que financiámos na plataforma com este promotor. Além disso, incorporámos o Grupo Laseca à nossa lista de promotores, que estreou com um projeto de habitações de luxo na zona de El Plantío, em Madrid.

    Por outro lado, em setembro completámos o financiamento da Torre Zenit, em Burgos, graças à participação de 1.925 investidores, estabelecendo um novo recorde.

    Três devoluções

    No mês de setembro, concluímos também a devolução de três projetos. O primeiro foi o Oblit 66, um projeto residencial de nove habitações em Barcelona, gerido pela Panonia Consulting Group. Este projeto foi finalmente encerrado com uma TIR de 7,3%, face a uma previsão de 13%. Este desempenho deveu-se principalmente a atrasos em alguns aspetos da obra e na escritura das últimas habitações. Além disso, a margem do projeto foi impactada pelo aumento dos custos dos materiais de construção ao longo de 2022. No entanto, os investidores conseguiram um retorno total de 22%, três pontos abaixo das estimativas.

    Também devolvemos o investimento do Islas Medas com a Gestilar, menos de um ano após o ter financiado na plataforma. Neste caso, o projeto consistia no desenvolvimento de 46 habitações no Ensanche de Vallecas (Madrid). O projeto chegou à Urbanitae com a obra avançada em 60% e com 20% das reservas, o que permitiu um prazo curto. Dois meses antes do previsto, o capital foi devolvido aos mais de 1.000 investidores que participaram, com um retorno em linha com o esperado – 13% – e uma TIR de 19,3%.

    Aproveitamos para lembrar que em todos os projetos de dívida, como o Islas Medas, o cálculo da TIR é feito a partir da data de formalização do empréstimo. Usamos este critério porque a assinatura do contrato marca o momento em que o dinheiro entra em risco, bem como o início do acréscimo de juros. Por isso, no caso do Islas Medas – que também tinha um prazo inicial curto – a TIR final para o investidor superou em seis pontos o esperado.

    Finalmente, devolvemos um novo projeto de arrecadações com a Grupanxon. Poucas surpresas, como é habitual nestes casos. Puerta del Ángel foi encerrado no prazo previsto, gerando um retorno total de 12,8% em 18 meses para 1.700 investidores.

    Setembro foi, portanto, um bom mês para a Urbanitae – e ainda não acabou. Ainda podes investir connosco este mês, e em breve anunciaremos novos projetos. Vais juntar-te a nós?

  • Urbanitae e Letsgo levantam novamente o pano para ‘O Fantasma da Ópera’

    Urbanitae e Letsgo levantam novamente o pano para ‘O Fantasma da Ópera’

    A magia de um dos musicais mais icónicos do mundo está de volta a Madrid. Hoje, 27 de setembro, O Fantasma da Ópera volta a erguer o pano no Teatro Albéniz, dando início à sua segunda temporada após o retumbante sucesso da estreia. A produção, apoiada por Andrew Lloyd Webber e Antonio Banderas através da sua empresa Amigos Para Siempre (APS), regressa à capital espanhola, trazida pela produtora Letsgo, com Urbanitae como patrocinador principal.

    Temos orgulho em renovar o nosso apoio a este musical depois de uma primeira temporada que atraiu mais de 180.000 espetadores em cerca de 280 atuações em Madrid. Durante o verão, o espetáculo foi transferido para o Teatro Arriaga, em Bilbao, onde continuou a colher sucessos com mais de 35.000 assistentes em 38 representações.

    A proposta de Letsgo e APS revelou-se uma aposta vencedora, não só em termos de público, mas também de crítica. A produção foi reconhecida com prémios importantes na segunda edição dos Prémios Talía, atribuídos pela Academia das Artes Performativas de Espanha. Desde a sua estreia em Londres, em 1986, O Fantasma tornou-se um fenómeno global, encantando mais de 145 milhões de pessoas em 186 cidades, e foi traduzido para 21 línguas diferentes. Com mais de 70 prémios, incluindo 7 Tony Awards e 4 Olivier Awards, é considerado o musical de maior sucesso de todos os tempos e o espetáculo mais antigo em cartaz na Broadway.

    A nova temporada no Teatro Albéniz promete oferecer uma experiência ainda mais impactante. A encenação apoia-se em tecnologia de ponta para recriar o mundo sombrio e fascinante do Fantasma, sem perder a essência que fez desta obra um clássico. Esta combinação de tradição e inovação foi o que atraiu a Urbanitae para fazer parte deste projeto desde o início.

    Comprometidos com a cultura

    Fiéis ao nosso compromisso com a cultura e as artes, na Urbanitae vimos neste musical uma oportunidade para nos conectarmos com os nossos investidores de uma forma diferente. Como líderes em investimento imobiliário, apostamos em iniciativas que reforçam o nosso vínculo com a sociedade e que, ao mesmo tempo, refletem os nossos valores de inovação e proximidade.

    O patrocínio da Urbanitae não se limita apenas a um apoio financeiro. A plataforma anunciou recentemente uma colaboração com o ator Gerónimo Rauch, que interpreta o icónico Fantasma. Rauch, aclamado pelo seu papel em palcos de todo o mundo, é desde julho embaixador da marca Urbanitae.

    Como afirma o nosso CEO, Diego Gallego, “o compromisso da nossa plataforma é oferecer oportunidades únicas de investimento, e O Fantasma da Ópera é uma verdadeira oportunidade para os sentidos. Como empresa, temos o dever de promover projetos enriquecedores como este.”

    O regresso de O Fantasma da Ópera a Madrid é, sem dúvida, um dos eventos culturais imperdíveis da temporada. Convidamo-lo a mergulhar nesta experiência inesquecível, onde a música, a paixão e o talento se combinam para dar vida a uma história que continua a cativar o mundo. Se é investidor da Urbanitae, desfrutará de vantagens exclusivas. Não perca esta oportunidade de viver a magia do teatro!

  • O senior living explora oportunidades de investimento na Espanha

    O senior living explora oportunidades de investimento na Espanha

    Nos últimos anos, o mercado imobiliário tem se concentrado em um segmento chave com grande potencial de crescimento: o senior living. Uma tendência que está ganhando rapidamente tração na Espanha, à medida que cada vez mais pessoas buscam manter sua independência sem abrir mão do conforto e da segurança que precisam à medida que envelhecem. Além das tradicionais residências para idosos ou centros de cuidados, o senior living abrange uma ampla gama de soluções habitacionais para a população mais velha, que incluem cooperativas, moradias com áreas comuns, resorts e apartamentos com múltiplos serviços especializados, especialmente focados na saúde.

    A Espanha é um dos países com maior expectativa de vida no mundo, o que resultou em um aumento significativo no número de pessoas com mais de 65 anos. De acordo com dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), espera-se que, em 2050, mais de 30% da população espanhola pertença a esse segmento demográfico.

    Com uma população cada vez mais envelhecida e o aumento das expectativas de vida, nosso país se encontra em uma posição privilegiada para o desenvolvimento desse tipo de soluções residenciais. À medida que a população envelhece, a demanda por moradias e comunidades especializadas adaptadas às necessidades das pessoas mais velhas, tanto em termos de acessibilidade quanto de serviços, continuará a crescer. Por isso, o senior living se tornou um dos nichos de mercado que atrai cada vez mais promotores, investidores e gestores.

    2024 é apontado como o ano do investimento imobiliário em senior living, devido a razões como as dinâmicas populacionais e a atratividade da Espanha para a demanda internacional de seniors. Essa previsão não é infundada. É tal o compromisso dos promotores com esse tipo de projeto que se estima que o setor residencial para idosos na Espanha receba investimentos de 3 bilhões de euros nos próximos três anos.

    Oportunidades de senior living em curso

    Promotores especializados neste segmento estão atualmente buscando acordos com operadores e capital para implementar esse tipo de projeto. Imobiliárias como Aedas, Neinor e ASG criaram joint ventures específicas e prevêem investir a curto prazo mais de 200 milhões de euros, em média.

    Neinor Homes

    A Neinor Homes se associou recentemente à Octopus Investments – o maior investidor em residências e senior living do Reino Unido – para desenvolver projetos imobiliários na Espanha voltados para impulsionar esse segmento. A joint venture, da qual a Octopus possui 80% e a Neinor 20%, estima investir 200 milhões de euros em uma primeira fase, com o objetivo de criar a maior plataforma independente de senior living no mercado espanhol. A Octopus acaba de abrir um escritório em Madrid para dar continuidade ao seu compromisso conjunto com a Neinor Homes no senior living.

    Outros atores que entraram recentemente no mercado incluem Grupo Gimeno, White Investing, Topcal Investment e MoZaïC Asset Management, empresas que decidiram se unir para investir cerca de 100 milhões de euros em senior living até 2026, por meio de diferentes projetos na costa do Mediterrâneo.

    ASG Homes

    A ASG Homes e a Caser Residencial selaram uma aliança estratégica para lançar a Olife Living & Share, operadora especializada em ativos de living para o segmento sênior. O objetivo é gerenciar cerca de 700 apartamentos residenciais para aluguel nos próximos anos, com um investimento também próximo a 200 milhões de euros.

    Aedas Homes

    A Aedas Homes, por sua vez, prevê mobilizar anualmente entre 200 a 250 milhões de euros em co-investimento com parceiros. Entre esses projetos, a empresa planeja se expandir em novos negócios e busca crescer em áreas como o senior living, além de habitação acessível, co-living ou residências estudantis. A promotora estima manter um investimento próximo a 200 milhões de euros por ano em capital próprio.

    Em resumo, cada vez mais players decidem embarcar em projetos relacionados ao senior living devido ao seu grande potencial na Espanha. Um país que também apresenta grande atratividade para estrangeiros, graças ao seu bom clima, excelente qualidade de vida e uma infraestrutura de saúde sólida. Essa realidade abre ainda mais o leque de oportunidades para desenvolver complexos de senior living que atendam também a um perfil internacional.

    Com uma demanda crescente e a oportunidade de criar projetos inovadores, esse segmento representa hoje uma das tendências mais promissoras no mercado imobiliário espanhol.

  • A habitação dispara no sudeste de Madrid

    A habitação dispara no sudeste de Madrid

    Nos últimos meses, a zona sudeste de Madrid tem registado um forte aumento no preço das habitações, consolidando-se como uma das áreas de maior crescimento na capital. Este aumento é o resultado de uma combinação de fatores que iremos analisar ao longo deste artigo.

    De acordo com os dados da Activum Real Estate, com mais de 25 anos de experiência no setor imobiliário, os preços das habitações no sudeste de Madrid mostram uma tendência ascendente sustentada em várias zonas, impulsionada principalmente por uma elevada procura de habitações e pela consolidação de áreas residenciais emergentes na periferia de Madrid.

    Aumentos de até 9% nos preços das habitações

    De acordo com o relatório, o preço das habitações no sudeste de Madrid aumentou entre 4% e 9% na primeira metade de 2024. O bairro com o maior aumento foi Los Berrocales, com uma subida de 8,4%; seguido de El Cañaveral, com 6,3%; Los Ahijones, com 5,7%, e Vallecas, com 4,6%.

    No entanto, tendo em conta estes dados, é importante destacar que, embora Vallecas tenha registado o menor aumento no preço das habitações, continua a ser o bairro mais caro do sudeste de Madrid. Ao mesmo tempo, Los Berrocales – o bairro onde o aumento foi maior – é o mais barato da região.

    A descida da oferta, combinada com a elevada procura, tem sido um fator-chave na valorização desta área. Isto explica, em parte, o facto de estas percentagens serem superiores à média espanhola nesta primeira metade do ano, que se situa em 4,16%, segundo dados da Idealista. Neste sentido, os quatro bairros também superam o ritmo de crescimento da Comunidade de Madrid no seu conjunto (5,61%).

    El Cañaveral consolida-se como um bairro residencial

    Em El Cañaveral, bairro onde o preço dos imóveis aumentou 148% nos últimos oito anos, comprar uma casa atualmente custa em média 300.000 euros. Algumas habitações com três quartos chegam a custar 350.000 euros, e as de quatro quartos podem atingir os 450.000 euros.

    Da mesma forma, a oferta de habitações disponíveis diminuiu devido à crescente consolidação do bairro, com fatores como a melhoria das comunicações e o desenvolvimento contínuo de infraestruturas, como a chegada de novas linhas de transporte público e a criação de áreas verdes e comerciais. De acordo com a Activum, o número de propriedades à venda passou de mais de 2.000 nos anos anteriores à pandemia para menos de 900 unidades disponíveis no ano passado.

    Tendências no mercado imobiliário do sudeste de Madrid

    Tendo em conta estes dados, tudo indica que o mercado imobiliário do sudeste de Madrid continuará a sua tendência ascendente nos próximos meses. A consolidação de bairros como El Cañaveral e o desenvolvimento de novas áreas residenciais como Los Cerros ou Berrocales continuarão a ser atraentes tanto para compradores como para investidores.

    Além disso, a crescente escassez de oferta, juntamente com a alta procura, sugere que a subida dos preços se manterá. As habitações com dois quartos são agora as mais procuradas, enquanto as de quatro quartos representam uma pequena parte do mercado.

    Em relação a isto, tem-se observado um fenómeno de redução do tamanho médio das habitações disponíveis no sudeste de Madrid. Atualmente, a área média das novas construções diminuiu 17% desde 2015, passando de 119 m² para 99 m².

    Em resumo, o sudeste de Madrid está a passar por um momento de transformação e valorização sem precedentes. O aumento dos preços reflete não só o crescente interesse por esta área, mas também tem gerado melhorias urbanísticas e o desenvolvimento de infraestruturas chave, que estão a atrair cada vez mais a atenção de compradores e investidores imobiliários.

  • Como investir em um fundo monetário

    Como investir em um fundo monetário

    Se você está planejando seus primeiros passos no mundo dos investimentos, talvez esteja interessado em optar por produtos de baixo risco. Nesta categoria estão os fundos monetários, que combinam um perfil conservador com uma alta liquidez. Este tipo de fundo tornou-se uma ferramenta fundamental para pequenos e grandes investidores que buscam proteger seu capital sem abrir mão de uma rentabilidade superior àquela que poderiam obter com contas de poupança tradicionais. Neste artigo, explicamos como investir em um fundo monetário e o que você precisa saber antes de fazê-lo.

    O que é um fundo monetário?

    Como mencionamos, um fundo monetário é um tipo de fundo de investimento que investe em ativos monetários de curto prazo, como títulos do Tesouro, obrigações corporativas de alta qualidade e depósitos bancários. Seu principal objetivo é fornecer um investimento seguro com liquidez imediata, tornando-o uma alternativa atraente às contas de poupança e aos depósitos a prazo.

    Vantagens dos fundos monetários

    1. Baixo risco: Ao investir em ativos de alta qualidade e com prazos curtos, os fundos monetários apresentam um nível de risco consideravelmente menor em comparação com outras opções de investimento, como ações ou até mesmo alguns fundos de renda fixa.
    2. Liquidez imediata: A maioria dos fundos monetários permite retirar dinheiro a qualquer momento, tornando-os uma excelente opção para quem busca acesso rápido ao seu capital sem penalidades.
    3. Diversificação: Embora se concentrem em ativos de baixo risco, esses fundos oferecem uma diversificação automática dos investimentos, o que ajuda a reduzir ainda mais o risco para o investidor.
    4. Estabilidade: Em tempos de volatilidade nos mercados financeiros, os fundos monetários geralmente mantêm seu valor e fornecem retornos estáveis, tornando-os atraentes durante períodos de incerteza econômica.

    Quais são os riscos associados ao investimento em um fundo monetário?

    Embora os fundos monetários sejam considerados investimentos de baixo risco, eles não estão completamente isentos de perigos. Alguns dos principais riscos incluem:

    Risco de crédito

    Embora os ativos em que investem sejam de elevada qualidade, existe a possibilidade de os emitentes da dívida não conseguirem cumprir as suas obrigações.

    Risco de taxa de juro

    As alterações das taxas de juro podem afetar a rentabilidade do fundo. Se as taxas subirem — como aconteceu nos últimos dois anos — os preços dos ativos em que o fundo investe podem descer, o que teria impacto no desempenho.

    Risco de inflação

    Embora os fundos monetários ofereçam estabilidade, as suas rentabilidades tendem a ser mais baixas do que as de outros instrumentos de investimento, o que pode fazer com que as rentabilidades reais (ajustadas à inflação) sejam reduzidas ou até negativas em certos períodos.

    Como investir em um fundo monetário?

    Investir em um fundo monetário é um processo simples e acessível para a maioria dos investidores. Aqui estão os passos básicos:

    1. Escolhe uma plataforma de investimento

    Existem várias plataformas que permitem aceder a fundos monetários, como a MyInvestor, uma das mais populares em Espanha. Pesquisa qual é a melhor plataforma para ti, de acordo com as tuas necessidades.

    2. Seleciona o fundo adequado

    Há múltiplas opções no mercado, pelo que é crucial fazer uma pesquisa prévia. Considera fatores como as comissões, a rentabilidade histórica e a política de investimento do fundo. Em 2024, alguns dos melhores fundos monetários destacaram-se pela consistência e pelos baixos custos.

    3. Tem em conta o teu horizonte temporal

    Os fundos monetários são ideais para investimentos de curto prazo devido à sua liquidez e estabilidade. Se procuras rentabilidade num prazo mais longo, poderás considerar outros tipos de fundos de investimento.

    4. Monitoriza o teu investimento

    Embora os fundos monetários sejam de baixo risco, é importante acompanhar a sua evolução e o contexto económico para garantires que continuam alinhados com os teus objetivos financeiros.

    Qual é a rentabilidade de um fundo monetário?

    A rentabilidade de um fundo monetário é geralmente baixa em comparação com outras opções de investimento, mas costuma ser superior à de uma conta de poupança. A rentabilidade depende de fatores como as taxas de juro e a política de investimento do fundo. Em um ambiente de taxas de juro baixas, os retornos podem ser reduzidos, mas quando as taxas aumentam, os fundos monetários tendem a oferecer retornos melhores.

    Em 2024, espera-se que alguns dos fundos monetários mais competitivos continuem oferecendo rentabilidades atraentes em comparação com contas de poupança tradicionais.

    Alternativas: ETFs monetários

    Além dos fundos tradicionais, os ETFs monetários são outra opção para investir em ativos de curto prazo. Esses fundos negociados em bolsa oferecem maior flexibilidade e, em alguns casos, menores taxas. No entanto, como os ETFs estão sujeitos a flutuações de mercado, podem ser menos estáveis do que os fundos monetários tradicionais.

    No geral, investir em um fundo monetário é uma opção atraente para quem busca estabilidade, liquidez e baixo risco. Embora sua rentabilidade possa não ser tão alta quanto outros investimentos, oferecem uma alternativa sólida para a poupança de curto prazo. Com plataformas confiáveis e uma ampla gama de opções disponíveis no mercado, esses fundos são uma escolha chave para diversificar portfólios e gerenciar o dinheiro de forma eficiente sem assumir grandes riscos.

    Perguntas frequentes

    Que comissões são razoáveis num fundo monetário?

    Um TER abaixo de 0,30% é competitivo; acima de 0,50% perde atratividade. Verifica as comissões de gestão, de depositário e os custos da plataforma (em euros) face ao teu investimento.

    Diferença entre fundo monetário e fundo obrigacionista

    Uma das dúvidas mais comuns é a diferença entre um fundo monetário e um fundo obrigacionista. A principal distinção está no tipo de ativos e na sua duração:

    • Os fundos monetários investem em ativos de curto prazo (menos de um ano), o que os torna mais líquidos e menos voláteis.
    • Os fundos obrigacionistas podem incluir obrigações com maturidades mais longas, o que pode permitir maior rentabilidade, mas também implica mais risco.

    Diferença entre fundo monetário e depósito

    Os depósitos bancários garantem o capital investido e pagam um juro fixo durante um período determinado. Por outro lado, os fundos monetários não garantem o capital nem uma rentabilidade fixa, embora a probabilidade de perdas seja muito baixa. Além disso, oferecem maior flexibilidade, pois normalmente permitem aceder ao dinheiro sem penalizações.

    Em que devo reparar ao comparar dois fundos monetários?

    Analisa a duração média, a qualidade de crédito, o custo total, a transparência da carteira e a consistência do histórico. Dá prioridade a políticas claras e a custos ajustados.

  • 7 erros comuns ao investir em imóveis

    7 erros comuns ao investir em imóveis

    Investir em imóveis é uma das estratégias mais antigas e convencionais para gerar riqueza a longo prazo. No entanto, apesar de ser uma das apostas mais seguras para proteger suas economias, não está isento de riscos. Os erros podem ser caros e afetar significativamente a rentabilidade de um investimento.

    Portanto, neste artigo, vamos analisar alguns dos erros comuns que os investidores costumam cometer ao entrar no mercado imobiliário e como evitá-los.

    1. Não realizar uma análise de mercado adequada

    Ao investir dinheiro poupado, devemos considerar que também estamos dedicando parte do nosso esforço e tempo, então isso não deve ser feito sem analisar a situação do mercado na área onde você deseja investir. A realidade é que cada mercado imobiliário é diferente e o que funciona em uma cidade pode não ser lucrativo em outra. Fatores como as tendências dos preços de aluguel ou as taxas de juros devem ser avaliados com cuidado.

    Para evitar isso, é necessário dedicar tempo para pesquisar e entender o mercado específico onde você escolhe investir, analisar possíveis cenários futuros e, se necessário, buscar a orientação de um especialista local.

    2. Superestimar o fluxo de caixa

    Muitos investidores inicialmente assumem que suas propriedades gerarão uma renda constante e estável, sem considerar os possíveis custos. Despesas como reparos, manutenção, impostos sobre a propriedade podem variar dependendo da localização, das apólices de seguro, da gestão da propriedade – se queremos que alguém a administre por nós – ou de uma agência.

    Para evitar isso, o ideal é fazer um cálculo realista da renda e das despesas, com uma margem para imprevistos. Para não cometer erros, é fundamental não superestimar a renda nem subestimar os custos.

    3. Não considerar a localização como um fator chave

    A localização de uma propriedade influencia diretamente seu valor, potencial de valorização e facilidade de aluguel ou venda. Investir em uma propriedade mal localizada pode resultar em baixas taxas de ocupação e dificuldades para vender no futuro.

    Para evitar isso, você deve avaliar a localização, considerando a segurança, os planos de desenvolvimento futuros, as perspectivas de crescimento, a qualidade das escolas… Uma boa localização pode ser determinante em comparação com outros fatores menos positivos ao alugar ou vender.

    4. Falta de diversificação

    Nunca é demais lembrar que colocar todo o capital em uma só cesta não é a melhor estratégia. Isso significa que investir todo o capital em uma única propriedade ou uma única localização pode expô-lo a riscos que poderiam ser minimizados.

    Para evitar isso, uma alternativa é investir em diferentes tipos de propriedades (residenciais, comerciais, industriais) e em diferentes localizações, ou você também pode considerar o crowdfunding imobiliário.

    5. Não planejar a longo prazo

    Embora o mercado imobiliário seja um investimento a longo prazo, alguns investidores entram no mercado com uma mentalidade de curto prazo, esperando obter lucros rápidos, como a valorização instantânea ou o “house flipping” (comprar, renovar e vender rapidamente). No entanto, essa abordagem é mais arriscada e nem sempre é lucrativa, especialmente em mercados voláteis ou durante desacelerações econômicas.

    Para evitar isso, é necessário definir objetivos a longo prazo e elaborar uma estratégia para alcançá-los. Considerar fatores como crescimento patrimonial, renda passiva ou valorização da propriedade é importante. Além disso, manter uma visão a longo prazo e evitar decisões impulsivas baseadas em flutuações de mercado é essencial.

    6. Ignorar as leis e regulamentações locais

    Cada país, até mesmo cada cidade, tem suas próprias regulamentações, o que tem um impacto evidente nos investimentos imobiliários. Considerar todos os tipos de questões, desde leis de zoneamento até regulamentações fiscais é crucial para evitar problemas futuros que podem levar a multas, litígios ou perdas financeiras.

    Para evitar isso, é importante estar bem informado sobre as leis e regulamentações locais. Se necessário, você também pode consultar um advogado ou um consultor especializado para garantir o cumprimento de todas as normas.

    7. Subestimar a importância do financiamento

    Alguns investidores subestimam a importância de obter um financiamento adequado e acabam com empréstimos que não atendem às suas necessidades, o que pode afetar a rentabilidade do investimento.

    Para evitar isso, uma boa opção seria pesquisar e comparar diferentes opções, considerando fatores como taxas de juros, prazos de amortização e condições do empréstimo. Um bom financiamento pode fazer a diferença entre um investimento lucrativo e um erro completo.

    Conclusão

    Investir em imóveis pode ser uma boa maneira de construir patrimônio com menor risco. No entanto, é importante estar ciente dos erros comuns que podem surgir ao longo do caminho e, acima de tudo, lembrar que não deve ser uma decisão impulsiva, mas uma decisão que leva em consideração muitos fatores antes de dar o passo. Como sempre, contar com a orientação de profissionais e realizar um planejamento meticuloso será a chave para tomar decisões acertadas.

  • Cresce o interesse em investimento em hospitalidade em Portugal

    Cresce o interesse em investimento em hospitalidade em Portugal

    O investimento imobiliário no sul da Europa demonstrou sinais de resiliência e recuperação no primeiro semestre de 2024, com um aumento de 5% nos volumes de investimento em comparação com o mesmo período de 2023. De acordo com a consultora imobiliária Cushman & Wakefield, um total de 8,3 mil milhões de euros foi investido na região durante este período, destacando-se os mercados de Espanha, Itália e Portugal.

    Apesar das dinâmicas variadas entre estes países, o setor da hospitalidade tem sido o mais procurado em cada um deles, seguido por um interesse crescente no setor do retalho. Por outro lado, setores como a logística e o living continuaram a atrair investidores, embora o seu crescimento esteja limitado pela falta de oferta que cumpra os padrões institucionais e por uma lacuna nas expectativas de compradores e vendedores.

    Espanha: impulso na hospitalidade e no retalho

    Em Espanha, o investimento imobiliário no primeiro semestre de 2024 atingiu um volume superior a 4 mil milhões de euros. Embora este valor represente uma ligeira diminuição de 15% em comparação com o mesmo período do ano anterior, é importante destacar que o contexto macroeconómico mudou significativamente. O primeiro trimestre de 2023 foi caracterizado por níveis mais baixos de taxas de juro, o que facilitou o investimento no país. No entanto, à medida que as taxas de juro subiram ao longo de 2024, a atividade de investimento tem sido mais cautelosa.

    O setor da hospitalidade tem sido o principal motor do investimento em Espanha, com um volume de 1,7 mil milhões de euros. Este aumento deve-se à forte procura turística e à estabilidade dos rendimentos gerados por este setor. O retalho, por sua vez, captou 1,1 mil milhões de euros, impulsionado pelo ressurgimento do comércio a retalho físico e pela recuperação do consumo interno, fortalecendo assim os seus fundamentais.

    O setor residencial também manteve um bom ritmo, especialmente em projetos habitacionais em grandes cidades como Madrid e Barcelona. Além disso, o país assistiu a um aumento dos movimentos de capital destinados a transformar edifícios de escritórios obsoletos em hotéis ou residências. Em Madrid, foram registados 300 milhões de euros neste tipo de operações de mudança de uso, refletindo uma tendência clara para a revitalização urbana.

    No entanto, setores como a logística e os escritórios sofreram devido à falta de oferta de ativos de qualidade e às diferenças nas expectativas de preços entre compradores e vendedores, apesar de ambos os setores apresentarem sólidos fundamentais. A escassez de produtos alinhados com as expectativas dos investidores institucionais travou o crescimento nestes mercados.

    Itália: recuperação moderada e diversificação

    A Itália registou uma recuperação moderada no mercado imobiliário no primeiro semestre de 2024, com um volume de investimento de 3,5 mil milhões de euros. Este valor representa um aumento de 50% em comparação com o mesmo período de 2023, que foi um dos mais baixos da última década. A diversificação foi a chave para este crescimento, com os investidores à procura de oportunidades numa variedade de classes de ativos.

    O setor da hospitalidade liderou os investimentos, seguido pelo setor dos escritórios, que captou mais de 800 milhões de euros. Apesar de uma ligeira diminuição em comparação com o trimestre anterior, o setor dos escritórios continua a atrair o interesse dos investidores devido à estabilidade dos seus fundamentais.

    Tal como em Espanha, os setores logístico e living em Itália demonstraram um forte interesse por parte dos investidores. No entanto, a falta de oferta de qualidade e a discrepância nas expectativas de preços entre compradores e vendedores limitaram o volume de transações. Apesar destes desafios, espera-se que o interesse em ativos alternativos e oportunidades de valor acrescentado continue a impulsionar o investimento no segundo semestre de 2024 e em 2025.

    Portugal: atividade moderada e expectativas de recuperação

    O mercado imobiliário em Portugal registou uma diminuição de 9% no volume de investimento durante o primeiro semestre de 2024, atingindo um total de 670 milhões de euros. Apesar desta queda, o interesse no setor da hospitalidade foi notável, consolidando-se como um dos setores mais atrativos para os investidores.

    O retalho também demonstrou dinamismo, sendo o setor com o maior número de transações no primeiro semestre, com várias negociações ainda em curso. Além disso, observou-se um crescente interesse no segmento de Purpose-Built Student Accommodation (PBSA), que aumentou a sua participação na categoria de “outros” ativos.

    Tal como em Espanha e Itália, o setor logístico em Portugal enfrenta uma escassez de ativos de qualidade, o que limitou o volume de transações neste segmento. No entanto, espera-se que o segundo semestre de 2024 traga uma recuperação impulsionada por sólidos fundamentais económicos e uma maior atividade no mercado ocupacional.

    Perspetivas para a segunda metade de 2024

    À medida que avançamos para a segunda metade de 2024, o investimento imobiliário no sul da Europa enfrenta tanto desafios como oportunidades. Os setores da hospitalidade e do retalho continuarão a atrair investidores, enquanto os setores logístico e residencial continuarão a procurar superar as limitações de oferta.

    Embora o aumento das taxas de juro tenha arrefecido o mercado em comparação com anos anteriores, o apelo dos ativos imobiliários como refúgio seguro continua a ser forte. Com expectativas de que a diferença entre compradores e vendedores se reduza, espera-se que o mercado continue a oferecer oportunidades de investimento atrativas em toda a região.

  • 5 províncias concentram 43% da oferta de habitação nova em Espanha

    5 províncias concentram 43% da oferta de habitação nova em Espanha

    A nossa história diz que em Espanha preferimos ter casa própria, embora comprar uma habitação não seja uma tarefa fácil para a maioria dos espanhóis. Os preços estão a aproximar-se de níveis históricos e continuarão a subir, de acordo com as previsões dos especialistas.

    O crescimento foi mais moderado no segundo trimestre do ano, conforme indica a Estatística Registral Imobiliária publicada pelo Colégio de Registadores. Durante este período, registou-se um aumento trimestral de 2,9%, atingindo os 2.057 euros por metro quadrado. Este aumento deve-se principalmente à subida do custo da habitação usada (3,8%), enquanto o da habitação nova cresceu apenas 0,3%. Este aumento marca já quatro trimestres consecutivos de subidas.

    Por sua vez, o preço médio anual registado no final do segundo trimestre também superou os 2.000 euros por metro quadrado, situando-se em 2.004 euros, o nível mais alto desde meados de 2008. No caso da habitação nova, o preço médio estabeleceu-se nos 2.194 euros, o que representa um novo recorde histórico. No caso da habitação usada, com 1.958 euros por metro quadrado, atingiram-se os preços médios mais elevados desde o final de 2008.

    De acordo com as previsões da Sociedad de Tasación para o mercado residencial, o preço médio dos apartamentos novos deverá atingir um novo máximo no final deste ano, situando-se nos 2.979 euros por metro quadrado, o que implicará um aumento de 3,8% em relação ao ano anterior.

    Oferta insuficiente

    De acordo com a entidade de avaliação, a produção de nova construção concentra-se principalmente nas localizações de maior procura, de modo que cinco províncias (Madrid, Barcelona, Málaga, Sevilha e Alicante) representam 43% da oferta de habitação que chega ao mercado. Se somarmos outras províncias como Valência, Baleares, Navarra, Múrcia e Cádis, atingimos 59% de toda a nova construção em Espanha, concentrando-se a maior parte deste segmento em apenas 10 províncias.

    E embora estes mercados mostrem um maior dinamismo, a oferta mantém-se insuficiente perante uma procura cada vez mais forte, muito superior ao volume de produto acabado que chega ao mercado. Este desequilíbrio gera uma maior pressão sobre os preços das novas construções, conforme indicado pela Sociedad de Tasación.

    Desafios e oportunidades

    Num contexto como o atual, o mercado de novas construções em Espanha não está isento de desafios. Os elevados custos de construção, as complexas regulamentações urbanísticas e a escassez de terrenos em áreas urbanas são obstáculos que os promotores devem superar. Além disso, a incerteza económica global pode influenciar a procura nos próximos anos.

    Contudo, as perspetivas são positivas. A digitalização, a inovação na construção e o contínuo interesse por parte de compradores nacionais e estrangeiros indicam que a nova construção continuará a ser um pilar fundamental do mercado imobiliário em Espanha.

  • Investir em planos de pensões em 2026: vantagens e desvantagens.

    Investir em planos de pensões em 2026: vantagens e desvantagens.

    Todos nós já ouvimos falar, em algum momento, de planos de pensões. De facto, esse é talvez um dos seus principais atrativos: a sua ampla disponibilidade. Tanto para quem está a começar como para quem já sabe como construir a sua carteira de investimento, os planos de pensões apresentam vantagens e desvantagens. Neste artigo, ajudamos-te a perceber as principais.

    Substituir: O que são os planos de pensões e como funcionam?

    Investir em planos de pensões é uma estratégia comum para quem procura garantir um futuro financeiro estável na altura da reforma. Trata-se de instrumentos de poupança de longo prazo concebidos para complementar a pensão pública através de contribuições periódicas. Estes produtos financeiros foram desenhados para incentivar a poupança de longo prazo, oferecendo benefícios fiscais e a possibilidade de um rendimento adicional na velhice. Mas como funcionam exatamente?

    Funcionam de forma semelhante a um fundo de investimento, embora com um regime fiscal e de liquidez diferente. O depositante ou participante — o investidor — faz a sua contribuição, e os gestores do plano decidem onde esse dinheiro é investido. Embora existam diferentes tipos de planos consoante o perfil de risco do investidor, de forma geral os planos de pensões investem de maneira mais conservadora do que um fundo de investimento convencional. Darão, por exemplo, mais peso ao rendimento fixo do que ao rendimento variável (ações).

    Mas essa não é a principal diferença face aos fundos de investimento tradicionais. Por estarem concebidos para fomentar a poupança de longo prazo e, com isso, aumentar a segurança financeira após a reforma, os governos tendem a favorecer este tipo de investimento. Como? Aqui entra uma das suas vantagens.

    Benefícios fiscais no IRPF

    Uma das principais vantagens dos planos de pensões é o tratamento fiscal atrativo que oferecem. As contribuições para estes planos são deduzidas da base tributável do IRPF, o que pode representar uma poupança fiscal significativa para o investidor. Isto é especialmente útil para quem está em escalões de rendimento mais elevados, já que a dedução pode reduzir consideravelmente a carga fiscal.

    Na maior parte dos casos, a contribuição máxima para um plano de pensões é de 1.500 euros por ano (limite em vigor em 2026). Por exemplo, uma contribuição anual de 1.500 € com uma taxa marginal de 37% representaria uma poupança fiscal de 555 € na declaração de IRS/IRPF. São essas contribuições, que podem ser periódicas ou feitas de uma só vez — até ao máximo de 1.500 euros —, que podem beneficiar de dedução na declaração e reduzir a nossa base tributável. Isto é relevante porque é a base tributável que determina a taxa aplicável no imposto sobre o rendimento. Pode acontecer que, ao descontar aquilo que tenhamos contribuído para o plano de pensões, não só paguemos menos imposto, como também paguemos proporcionalmente menos por passar a aplicar-se uma taxa marginal mais baixa. Ainda assim, a lei estabelece também um limite máximo para o montante que pode ser deduzido.

    Poupança disciplinada a longo prazo

    Esta característica é, na verdade, outra vantagem, embora também implique inconvenientes. Os planos de pensões incentivam uma poupança disciplinada, uma vez que o dinheiro investido não pode ser retirado facilmente antes da reforma sem penalizações, salvo nos casos excecionais previstos na legislação. Isto garante que o capital se mantém e cresce ao longo do tempo, proporcionando uma fonte de rendimento mais segura para a reforma. A ideia de um plano de pensões é reservar esse dinheiro para a reforma, pelo que o seu levantamento para outros fins é bastante dificultado. Daí resulta a desvantagem seguinte.

    Falta de liquidez

    Uma das maiores desvantagens dos planos de pensões é a sua falta de liquidez. As contribuições ficam bloqueadas até à reforma, salvo em casos excecionais como doença grave ou desemprego de longa duração. Isto significa que os investidores não podem aceder ao seu dinheiro caso precisem dele antes do tempo, o que pode ser um inconveniente em situações de emergência.

    Fiscalidade do resgate do plano de pensões

    Além disso, é preciso ter cuidado no momento de retirar o dinheiro — aquilo a que chamamos resgate do plano de pensões. Precisamente por causa da fiscalidade aplicável, a tentação de recuperar todo o dinheiro de uma só vez, quando se verificam as condições para isso, pode sair muito cara. Porquê? Os planos de pensões tributam como rendimentos do trabalho, ou seja, como se fossem salário. Isto implica que o montante resgatado se soma à base geral tributável do IRPF no ano correspondente. Quanto mais recebermos, mais elevada será a taxa aplicada. Por isso, é geralmente aconselhável receber o fundo sob a forma de renda — em essência, em levantamentos periódicos.

    Rentabilidade limitada

    Como sabemos, a rentabilidade é a outra face do risco. Assim, estamos novamente perante uma relação vantagem/desvantagem. A rentabilidade dos planos de pensões pode ser limitada em comparação com outras formas de investimento, especialmente quando comparada com investimentos em ações a longo prazo ou com ativos imobiliários. Isto porque, devido à natureza conservadora de muitos planos de pensões, que costumam investir em ativos de baixo risco, os rendimentos podem ser inferiores aos de alternativas como o investimento imobiliário direto ou o crowdfunding imobiliário.

    Comissões e custos dos planos de pensões

    Este é um claro ponto negativo dos planos de pensões. Já sabemos que os custos e as comissões são inimigos da rentabilidade. Os planos de pensões costumam implicar comissões de gestão e outros encargos comparativamente elevados, que podem reduzir a sua rentabilidade no longo prazo.

    A título de exemplo, em Espanha, 1,50% e 0,20% são as comissões máximas estabelecidas por lei para as comissões de gestão e de depósito, respetivamente. Contudo, dentro desses limites, as entidades financeiras podem fixar as comissões que considerem adequadas. Por isso, é fundamental avaliar bem estes custos antes de investir, já que uma diferença nas comissões pode afetar — e muito — o capital acumulado no final do período de poupança.

    Alternativas aos planos de pensões com maior rentabilidade e liquidez

    Crowdfunding imobiliário como alternativa aos planos de pensões

    Uma alternativa interessante aos planos de pensões é o crowdfunding imobiliário. Esta forma de investimento permite aos pequenos investidores participar em projetos imobiliários coletivos com uma barreira de entrada mais baixa. Entre os benefícios está a possibilidade de obter rendimentos atrativos através do investimento em imóveis, um ativo historicamente seguro e valorizável. Além disso, oferece maior liquidez do que os planos de pensões tradicionais.

    Investimento imobiliário face aos planos de pensões

    O investimento imobiliário de longo prazo continua a ser uma das estratégias mais populares para a criação de património ao longo do tempo. Comparado com os planos de pensões, o investimento imobiliário oferece maior controlo sobre o ativo, bem como a possibilidade de gerar rendimentos passivos através do arrendamento. Além disso, ao contrário dos planos de pensões, os imóveis podem ser vendidos ou refinanciados em caso de necessidade de liquidez.

    Fundos de investimento e ETF como alternativa aos planos de pensões

    Outra alternativa é investir em fundos de investimento ou em ETF, que oferecem maior flexibilidade e acesso a uma ampla gama de ativos. Estes veículos permitem aos investidores ajustar a sua estratégia de acordo com o seu perfil de risco e horizonte temporal, mantendo ao mesmo tempo a diversificação e a gestão profissional. Ao contrário dos planos de pensões, permitem dispor do capital com maior flexibilidade.

    Vale a pena investir em planos de pensões?

    Investir em planos de pensões tem vantagens claras, como benefícios fiscais e uma poupança disciplinada, mas também apresenta desvantagens, como a falta de liquidez e a rentabilidade limitada. É fundamental avaliar estes aspetos juntamente com outras estratégias de investimento, como o crowdfunding para pequenos investidores e o investimento imobiliário. Antes de investir, é recomendável analisar os planos de pensões em conjunto com outras alternativas disponíveis e avaliar o seu enquadramento numa estratégia financeira global.

    Perguntas frequentes

    Vale a pena investir num plano de pensões em 2026?

    Depende do teu perfil fiscal e do teu horizonte temporal. Os planos de pensões podem ser interessantes se estiveres num escalão elevado de IRPF e quiseres reduzir a tua base tributável hoje. No entanto, deves ter em conta a sua falta de liquidez e a tributação como rendimento do trabalho no momento do resgate. São mais adequados para estratégias de poupança de longo prazo do que para objetivos intermédios.

    Quanto posso deduzir por investir num plano de pensões?

    Atualmente, o limite geral de contribuição individual com direito a redução no IRPF é de 1.500 euros por ano. Esse montante reduz a tua base tributável, o que pode gerar uma poupança fiscal relevante se estiveres num escalão elevado. Existem limites superiores nos planos de emprego (planos empresariais).

    Como tributa o resgate de um plano de pensões?

    O dinheiro resgatado tributa como rendimento do trabalho, tal como o salário. Isto significa que se soma aos teus rendimentos no ano em que o recebes e pode aumentar a tua taxa marginal. Por isso, costuma ser mais eficiente do ponto de vista fiscal resgatá-lo sob a forma de renda periódica, em vez de num pagamento único.

    Quando se pode resgatar um plano de pensões?

    Pode ser resgatado em caso de reforma, incapacidade, dependência, doença grave ou desemprego de longa duração. Além disso, as contribuições com mais de dez anos de antiguidade podem ser resgatadas, embora esta possibilidade dependa do ano da contribuição e da regulamentação em vigor.

    Que riscos tem investir em planos de pensões?

    Embora tenham geralmente um perfil conservador, os planos de pensões não garantem rentabilidade. O seu desempenho depende dos ativos em que investem (rendimento fixo, ações, mistos). Além disso, os principais riscos são a falta de liquidez e o impacto fiscal do resgate se este não for devidamente planeado.

    É melhor um plano de pensões ou um fundo de investimento?

    A principal diferença é fiscal. O plano de pensões permite dedução no momento da contribuição, mas tributa como rendimento do trabalho no resgate. Já os fundos de investimento não permitem dedução à entrada, mas tributam como mais-valias e permitem transferências entre fundos sem impacto fiscal imediato. A escolha depende da tua situação fiscal e do teu horizonte temporal.

    Que comissões tem um plano de pensões?

    Em Espanha, a comissão máxima de gestão está limitada por lei (até 1,50%, consoante o tipo de plano), e a comissão de depósito costuma ter um limite de 0,20%. Ainda assim, as comissões podem afetar significativamente a rentabilidade no longo prazo, pelo que convém compará-las antes de investir.

    Que alternativas existem aos planos de pensões?

    Existem outras opções para planear a reforma, como fundos de investimento, carteiras diversificadas, ativos imobiliários ou veículos de investimento coletivo. Cada alternativa apresenta diferentes níveis de liquidez, fiscalidade e rentabilidade esperada.

  • Escritórios e lojas: os ativos mais rentáveis do setor imobiliário

    Escritórios e lojas: os ativos mais rentáveis do setor imobiliário

    O imobiliário sempre foi um dos investimentos mais sólidos e seguros. A compra de um ativo para posterior aluguer tende a oferecer rendibilidades mais elevadas do que outros tipos de produtos. Adquirir uma casa própria para alugar é a opção mais frequente, mas não é a única alternativa interessante na hora de investir em imobiliário. Outros imóveis oferecem rendibilidades semelhantes ou até superiores. É o caso dos escritórios e das lojas comerciais, que se destacam como os ativos mais rentáveis, segundo dados do portal Idealista referentes ao segundo trimestre de 2024.

    Esta análise, que relaciona os preços de venda e aluguer de diferentes produtos imobiliários para calcular a sua rentabilidade bruta, determina que os escritórios proporcionam uma rentabilidade de 11,9%. Por sua vez, as lojas comerciais oferecem um retorno de 9,7% e os imóveis residenciais, com 7,5%, alcançam o terceiro lugar no ranking dos ativos mais rentáveis. Finalmente, os garagens posicionam-se com uma rentabilidade de 6,2%.

    Sevilha: a cidade mais rentável para investir em escritórios

    Em relação aos escritórios, Sevilha, com 13,4%, é a capital onde se pode obter o maior lucro com este tipo de imóvel. Seguem-se Saragoça (9,5%), Vitória (9,5%), Burgos (9,4%) e Lérida (9%). Abaixo de 9% estão Valladolid (8,8%), Córdoba (8,6%), Almería (8,6%), Santander (8,1%), Castellón de la Plana (8,1%), Alicante e Oviedo (8% em ambas as cidades). As grandes capitais ficam abaixo de 8%, com Barcelona a 7,9% e Madrid a 7,7%.

    No lado oposto, Orense (6,3%), Bilbao (6,4%), San Sebastián e Salamanca (6,6% em ambos os casos) são os que registram menor rentabilidade.

    Após sofrer aumentos constantes de desocupação devido à pandemia e ao crescimento do teletrabalho, o setor de escritórios está a recuperar força, e perante a atual escassez de habitação, emerge com força, motivado pela reconversão de escritórios em propriedades residenciais.

    Lojas comerciais: os ativos mais rentáveis em quase todas as capitais

    Idealista confirma que “as lojas comerciais são o produto que maior rentabilidade tem em quase todas as capitais”. Assim, com uma rentabilidade bruta de 11,1%, Murcia e Saragoça apresentam o retorno mais substancial. Seguem-se de perto cidades como Ávila (10,8%), Oviedo (10,7%), Lérida (10,5%), Girona (10,4%), Guadalajara e Santa Cruz de Tenerife (10% em ambos os casos). Barcelona atinge uma rentabilidade de 8,3% e Madrid, de 8,2%.

    No extremo oposto, Palma (6,8%), Jaén (7,1%), Salamanca (7,4%), Teruel (7,6%), Albacete e Valência (7,7% em ambos os casos) registam os menores percentuais de rentabilidade.

    Lérida: a cidade mais rentável para investir em habitação

    Atualmente, apesar de grandes cidades como Madrid ou Barcelona serem locais essenciais do ponto de vista do investimento residencial, cada vez mais o interesse dos investidores está a deslocar-se para locais mais pequenos.

    Segundo os dados do primeiro trimestre de 2024, Lérida é a cidade mais rentável para investir em aluguer, obtendo uma rentabilidade média bruta de 8,1%. Seguem-se Múrcia (8%) e Huelva (7,6%), e com rentabilidades superiores a 7% destacam-se Castellón de la Plana (7,4%), Jaén (7,4%), Segóvia (7,3%), Almería (7,2%), Santa Cruz de Tenerife e Cuenca (7,1% em ambos os casos).

    San Sebastián é a cidade onde a rentabilidade é menor (3,9%), seguida por Cádiz (4,7%), Pamplona (4,8%), A Coruña (4,8%) e Palma (4,9%). Por sua vez, a rentabilidade de uma habitação em Madrid atinge 5,3% e em Barcelona sobe até 6%.

    Garagens: o produto com menor rentabilidade

    As garagens são os ativos imobiliários que oferecem a menor rentabilidade, embora em algumas cidades continuem a ser uma alternativa muito interessante. Em Múrcia (9,8%) atinge-se a maior rentabilidade, seguida de Ávila (8,6%), Castellón (8%) e Lérida (6,8%). Em Barcelona chega a 6,3%, enquanto em Madrid a taxa de retorno situa-se em 5,4%.

  • O Aumento do Investimento Comercial em Espanha em 2024

    O Aumento do Investimento Comercial em Espanha em 2024

    Espanha tem testemunhado um notável aumento no investimento comercial. Este crescimento não tem sido apenas responsabilidade de investidores locais, mas também de fundos internacionais que veem no mercado espanhol uma boa oportunidade. Além da atratividade do nosso país para o mercado internacional, há vários fatores que explicam por que o investimento comercial em Espanha está a tornar-se uma opção cada vez mais interessante.

    O setor retalhista apresenta resultados positivos. De acordo com a Savills, as vendas cresceram 9,6% em 2023, enquanto as afluências aumentaram 7,4%. Os outlets, os parques comerciais de média dimensão e os centros comerciais lideram as visitas; desporto, saúde e beleza, e equipamentos para o lar lideram as vendas. Entre janeiro e maio de 2024, a consultora prevê uma expansão de 3,9% nas vendas e de 3,4% nas afluências.

    Fatores-chave no aumento do investimento comercial em Espanha

    Recuperação e estabilidade económica

    A economia espanhola mostra um cenário cada vez mais estável. Esta situação favoreceu um ambiente propício ao investimento em geral no nosso país e, em particular, no setor comercial. Os investidores, tanto nacionais como internacionais, identificaram Espanha como um mercado com alto potencial de crescimento, onde os ativos comerciais oferecem oportunidades de rentabilidade atrativas.

    Aumento do turismo e do consumo

    Espanha continua a ser um dos destinos turísticos mais visitados do mundo. Em 2024, espera-se que o país receba 83,7 milhões de visitantes internacionais, superando o último recorde de 2019, de 83,5 milhões. Sem dúvida, este será um dos motores do crescimento do PIB nacional este ano, que, segundo o Fundo Monetário Internacional (FMI), será de 2,4% para este ano.

    Nesse sentido, cidades como Madrid, Barcelona, Valência e nas principais áreas costeiras, o investimento em lojas e centros comerciais foi favorecido por um aumento do consumo.

    Diversificação do portefólio imobiliário

    Como estratégia de diversificação, o setor comercial tornou-se uma tática chave. Ao investir no setor imobiliário, também é favorável rentabilizar os ativos comerciais para garantir um equilíbrio entre risco e retorno.

    Da mesma forma, face à maior volatilidade do setor residencial, as lojas apresentam uma menor dependência da regulação das rendas e uma maior estabilidade dos fluxos de rendimento.

    Oportunidades no mercado comercial

    Lojas em zonas prime

    As localizações prime, como as principais ruas comerciais de Madrid e Barcelona e outras grandes cidades de Espanha, são sem dúvida as mais procuradas, devido ao constante afluxo de consumidores e à preferência das grandes marcas por estas localizações.

    Entre as ruas mais procuradas ano após ano estão a Calle Preciados e a Calle Serrano em Madrid; o Portal de l’Àngel, e o Passeig de Gràcia em Barcelona, com as lojas mais caras do país devido ao afluxo tanto de turistas como de residentes.

    Outras ruas valorizadas para o setor comercial em Espanha são a Calle Colón em Valência, a Gran Vía em Bilbao, a Calle Marqués de Larios em Málaga ou a Calle Tetuán em Sevilha.

    Centros comerciais e retail parks

    Os centros comerciais, que sofreram um revés durante a pandemia, demonstraram uma resiliência surpreendente. A combinação de retalho e entretenimento continua a ser atrativa, tanto que registaram, no último ano, números recordes e níveis de investimento em aumento.

    Como sinais da sua sólida recuperação, durante o primeiro trimestre do ano, a taxa média de ocupação das lojas em centros comerciais e retail parks atingiu 94,4%, a mais alta desde 2018. E no que diz respeito às vendas, superam em 19,4% os níveis de 2019. Ainda não se alcançou a posição pré-pandémica, no entanto, o primeiro trimestre deste ano registou um aumento de 2,8%, aproximando-se muito.

    Perspetivas para o futuro

    O aumento do investimento comercial em Espanha parece estar numa trajetória ascendente. Espera-se que a tendência positiva continue, impulsionada pela estabilidade económica, atratividade internacional e evolução contínua do setor retalhista e logístico.

    Com estas perspetivas favoráveis, Espanha perfila-se como uma das alternativas mais promissoras para a Europa, oferecendo retornos sólidos e oportunidades de desenvolvimento num ambiente económico estável e em constante evolução.

  • Urbanizações de luxo: estes são os complexos mais procurados e exclusivos

    Urbanizações de luxo: estes são os complexos mais procurados e exclusivos

    O mercado imobiliário de luxo em Espanha cresceu 8%, destacando-se assim da tendência de estabilização dos preços da habitação, segundo a The Simply Rent, agência imobiliária especializada em propriedades premium. Estes especialistas apontam dois fatores principais por detrás desta evolução positiva: o peso do investimento de cidadãos estrangeiros em urbanizações de luxo e a perceção destas como um valor seguro face a uma possível volatilidade económica.

    Estes ativos estão distribuídos por todo o país, mas as Baleares, Madrid, Catalunha e as províncias de Málaga e Cádis erguem-se como grandes epicentros do residencial de luxo.

    Como primeira residência ou casa de férias, em todas estas zonas podemos encontrar um grande número de propriedades com preços que ultrapassam os três milhões de euros. As “milhas de ouro” dos centros urbanos acolhem cada vez mais este tipo de habitações. No entanto, competem em atratividade com urbanizações exclusivas próximas das grandes capitais ou em zonas costeiras, que proliferaram nos últimos anos. Quais são os complexos mais desejados entre os investidores de luxo? Destacamos oito locais que se destacam pela sua consolidação, prestígio internacional e preço médio.

    La Moraleja. Alcobendas, Madrid.

    Os seus famosos residentes fizeram desta urbanização provavelmente a mais conhecida. Com uma extensão aproximada de 950 hectares, as suas primeiras construções datam dos anos 40 do século passado. Hoje reúne cerca de 1.050 moradias unifamiliares independentes e cerca de 400 moradias geminadas. O portal Idealista assegura que a valorização do terreno nesta urbanização não deixou de crescer nos últimos oito anos, situando-se atualmente em 6.040 euros/m2, com um crescimento anual de 6%. Este elevado preço é acessível apenas a um número reduzido de compradores. No entanto, graças ao financiamento participativo, também está ao alcance de pequenos investidores. Um bom exemplo disso são as operações de crowdfunding realizadas pela Urbanitae nos últimos anos: Casa de la Cascada, Veredilla ou esta impressionante moradia unifamiliar desenhada por Vicens & Ramos.

    La Finca. Pozuelo de Alarcón, Madrid.

    Fundada pelo promotor imobiliário Luis García-Cereceda, La Finca compete com La Moraleja em Madrid desde os anos 80 como residência de desportistas, políticos, atores e cantores. O complexo compreende mais de 1.000 habitações distribuídas por uma superfície de 1,2 milhões de m2 e um conceito que tem a segurança, privacidade e qualidade como bandeira. O Fotocasa calcula que o preço por metro quadrado nesta zona é de 5.685 euros/m2, refletindo um aumento anual de 9,73%.

    La Zagaleta. Benahavís, Málaga.

    Este local é um clássico no topo dos rankings das zonas mais caras de Espanha. La Zagaleta começou na década de 90, liderada por um grupo de investidores liderado por Enrique López Pérez. Quase 900 hectares nos contrafortes da Serranía de Ronda, que hoje albergam 420 casas rodeadas por abetos e carvalhos centenários. O Idealista calcula um valor atual de 6.693 euros/m2, representando um aumento de 7,2% em relação ao ano passado.

    Finca Cortesín. Casares, Málaga

    Menos conhecida, mas não menos exclusiva, a Finca Cortesín reúne em 216 hectares uma oferta que combina residencial para compra e aluguer, campo de golfe e um dos complexos hoteleiros mais valorizados do país. Idealizado nos anos 80 pela família López Casares, este empreendimento residencial localiza-se estrategicamente entre Marbella e Sotogrande. A evolução do preço do terreno aqui tem sido considerável; segundo o portal Indomio, atualmente está em 3.124 euros/m2, um aumento de 34,19%. E foi precisamente a Finca Cortesín uma das urbanizações de luxo pioneiras a apostar no crowdfunding como fórmula de financiamento imobiliário. Urbanitae, em conjunto com o promotor Caledonian, realizou um projeto de financiamento no valor de mais de 3 milhões de euros.

    Sotogrande. San Roque, Cádis

    Com mais de seis décadas de história e 20 km2 de costa, Sotogrande ganhou reconhecimento dentro e fora das nossas fronteiras. O seu promotor foi Joseph McMicking, um empresário filipino-americano que se inspirou para o seu desenvolvimento na exclusiva urbanização Forbes Park de Manila. Os dados do Idealista indicam que oferece um preço médio de 3.059 euros/m2, com um crescimento de 7,8% em relação a 2023.

    Pedralbes. Barcelona

    Neste caso, falamos de um dos bairros mais emblemáticos da cidade catalã, situado na entrada sudoeste e residência de figuras reconhecidas. Nas suas tranquilas ruas estendem-se mansões com amplos jardins, num ambiente que também alberga edifícios reconhecidos, como a Finca Güell. O preço médio dos terrenos é de 6.713 euros/m2, registando um crescimento anual de 3,63%.

    Ciutat Diagonal. Esplugues de Llobregat, Barcelona

    A urbanização Ciutat Diagonal, com o conceito de cidade-jardim, começou nos anos 40. Localizada perto da montanha, oferece vistas panorâmicas de Barcelona que conquistaram várias celebridades. A segurança e a privacidade são as suas principais vantagens, aliadas a imóveis com designs arrojados. Atualmente, o preço médio do terreno é de 3.763 euros/m2, refletindo uma grande estabilidade em relação ao ano anterior.

    Son Vida. Maiorca

    Mais de meio século de história e cinco milhões de metros quadrados a norte da cidade de Palma. É composta por cerca de 500 vivendas, muitas delas com vista para o mar, com preços que variam entre os 2 milhões de euros e os 65 milhões, segundo a Engel & Völkers. O Idealista estima que o custo do terreno é de 7.343 euros/m2, mantendo alguma estabilidade nos últimos dois anos. A maioria dos seus residentes são estrangeiros, com predominância de cidadãos alemães e apenas cerca de 10% de espanhóis.

  • A rentabilidade de investir na costa

    A rentabilidade de investir na costa

    O mercado imobiliário costeiro em Espanha tem sido historicamente um dos mais atrativos para os investidores, tanto nacionais como internacionais. Com os seus quilómetros de praias, um clima privilegiado e uma procura turística constante, as propriedades na costa espanhola oferecem uma combinação única de prazer pessoal e potencial de rentabilidade. Neste artigo, explicamos a rentabilidade de investir na costa.

    As zonas costeiras de Espanha, especialmente em regiões como a Costa del Sol, a Costa Blanca e a Costa Brava, têm assistido a um crescimento constante na procura de propriedades. Este interesse provém não só dos espanhóis, mas também de estrangeiros, particularmente de países do norte da Europa, atraídos pelo sol e por um estilo de vida descontraído. Esta procura sustentada tem sido um dos fatores-chave que impulsionou os preços para cima e manteve a rentabilidade dos investimentos imobiliários nestas áreas.

    Na última década, apesar das flutuações no mercado imobiliário global, as propriedades na costa espanhola demonstraram ser relativamente resilientes. Os preços das habitações em muitas zonas costeiras seguiram uma tendência ascendente, especialmente em áreas com uma infraestrutura bem desenvolvida e uma oferta limitada de novas construções.

    Segundo a Tecnitasa, os preços dos aluguéis de apartamentos na costa aumentaram 10% este ano, e 40% mais do que em 2020. As províncias de Cantábria, Las Palmas e Santa Cruz de Tenerife registaram os maiores aumentos. Por outro lado, a avaliadora Tinsa indica que o preço das habitações nas ilhas e na costa está aos níveis de 2008. Se a média de aumento no primeiro trimestre foi de 3,3%, nos municípios costeiros o aumento foi de 5,7% em termos anuais.

    A experiência da Urbanitae

    Se acrescentarmos, ainda, a dimensão do luxo, o atrativo multiplica-se. Os imóveis de alto padrão destacam-se pela sua imunidade às crises. De facto, tratam-se de propriedades cujos compradores raramente recorrem ao financiamento bancário, o que elimina a incerteza associada às taxas de juro.

    Na Urbanitae, financiámos mais de 70 projetos imobiliários em zonas costeiras, cerca de 45% do total. Destes, já devolvemos o investimento em 14. Se nos restringirmos aos projetos residenciais (13), a rentabilidade total média alcançada pelos cerca de 4.300 investidores que participaram foi de 25,8%, em comparação com uma previsão média de 24%. A rentabilidade média TIR nestes projetos foi de 12,6%.

    Dois destes projetos, em El Puerto de Santa María, tiveram um resultado extremamente positivo, com rentabilidades de 47,6% e 58%, respetivamente: Pinares I e II. No blog, contamos também o sucesso do projeto Huertos 70, um residencial em Nerja (Málaga). Neste caso, tratava-se de um empréstimo de 800.000 euros ao Grupo ADU para desenvolver uma promoção de 17 habitações. A rentabilidade total para o investidor foi de 19,8% (11% TIR).

    Os dados demonstram a rentabilidade de investir na costa em Espanha, especialmente para aqueles que procuram diversificar a sua carteira de investimentos com ativos tangíveis. A combinação de uma alta procura turística, a possibilidade de rendimentos provenientes de alugueres de férias e a valorização do valor das propriedades torna este mercado atrativo. No entanto, como em qualquer investimento, é crucial realizar uma análise exaustiva e considerar todos os fatores antes de tomar uma decisão. Com a estratégia adequada, os investimentos na costa espanhola podem oferecer retornos sólidos e sustentáveis a longo prazo.

  • É melhor investir de uma só vez ou gradualmente?

    É melhor investir de uma só vez ou gradualmente?

    Ao entrar no mundo dos investimentos, uma das primeiras perguntas que surge é se é melhor investir as suas poupanças gradualmente ou se é mais rentável fazê-lo de uma só vez. A resposta a esta questão depende de vários fatores, incluindo a situação financeira pessoal, os objetivos de investimento, o horizonte temporal e a tolerância ao risco. Neste artigo, poderá descobrir as vantagens e desvantagens de ambas as estratégias para que possa tomar uma decisão mais informada.

    Vantagens de investir de uma só vez

    • Rentabilidade imediata e maximização de oportunidades: Ao investir todo o seu dinheiro de uma só vez, tem a possibilidade de aproveitar as oportunidades do mercado desde o primeiro momento. Se o mercado se comportar favoravelmente, pode alcançar uma rentabilidade considerável sem ter que esperar.
    • Simplicidade na execução: Esta abordagem é algo mais simples que outras. Não precisa de continuar a investir mais tarde, o que significa que pode tomar menos decisões no futuro e requerer menos acompanhamento contínuo.

    Desvantagens de investir de uma só vez

    • Exposição ao risco de mercado: Investir tudo de uma só vez significa que o seu capital está completamente exposto a qualquer queda do mercado. Se o mercado recuar pouco depois do seu investimento, poderá experimentar perdas significativas.
    • Falta de flexibilidade financeira: Ao comprometer todo o seu capital numa única aplicação, limita a sua capacidade de responder a mudanças inesperadas nas suas circunstâncias pessoais ou no mercado, como o surgimento de melhores oportunidades de investimento.

    Vantagens de investir gradualmente

    • Mitigação da volatilidade: Investir em pequenas quantidades ao longo do tempo pode ajudá-lo a suavizar as flutuações do mercado. Isto é especialmente útil em mercados voláteis, pois distribui o risco por diferentes pontos de entrada.
    • Flexibilidade e controlo: Pode ajustar os seus investimentos de acordo com as condições do mercado e a sua situação económica ou pessoal. Esta estratégia permite-lhe adaptar-se melhor a mudanças inesperadas no mercado ou nas suas finanças.

    Desvantagens de investir gradualmente

    • Rentabilidade potencialmente inferior em mercados ascendentes: Se o mercado estiver numa tendência ascendente prolongada, investir gradualmente pode resultar numa menor rentabilidade em comparação com ter investido tudo de uma só vez.
    • Compromisso contínuo e disciplina: Requer uma disciplina constante para continuar a investir regularmente, independentemente das flutuações do mercado, o que pode ser um desafio para alguns investidores.

    Escolher a melhor estratégia para si depende de vários fatores. Alguns investidores optam por uma combinação de ambas as estratégias, investindo o seu capital imediatamente e distribuindo o resto ao longo do tempo. O importante é que o investidor tome decisões informadas, alinhadas com os objetivos financeiros, o perfil de risco e o horizonte temporal.

  • Como está a evoluir o mercado hipotecário?

    Como está a evoluir o mercado hipotecário?

    O mercado hipotecário avança timidamente na sua recuperação, embora não esteja isento de flutuações. Segundo os últimos dados sobre hipotecas publicados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), referentes ao mês de maio, a assinatura de hipotecas voltou a números negativos após ter visto uma ligeira recuperação em abril. Se no quarto mês do ano as operações aumentaram 28%, registando o melhor mês de abril em 14 anos (34.264 hipotecas), os valores de maio (27.435) desceram 18,2%. A Andaluzia (5.496), Madrid (5.494) e a Catalunha (5.241) foram as regiões que registaram o maior número de hipotecas constituídas sobre habitações em maio deste ano.

    Entretanto, as transações de compra e venda de imóveis caíram 21,5%, aguardando novas reduções nas taxas de juro. Maio terminou com 44.013 operações e abril terminou com 53.091, a segunda melhor marca do ano. Estes números evidenciam as dificuldades de acesso à habitação, com cada vez menos oferta disponível para venda e condições de financiamento muito exigentes.

    Por seu lado, o Banco Central Europeu (BCE) acaba de anunciar que manterá as taxas de juro estáveis nos atuais 4,25% e só em setembro voltará a avaliar a decisão de fazer cortes ou não. Muitos futuros proprietários estão atentos à evolução do índice de referência para avançar na compra de uma casa e solicitar um empréstimo hipotecário. E é que a redução das taxas de juro será a chave para a recuperação do mercado hipotecário em 2024.

    Perfil dos solicitantes de empréstimos hipotecários

    Mas, quem assina as hipotecas em Espanha? De acordo com um estudo recente realizado pelo Conselho Geral do Notariado, por ocasião do quinto aniversário da Lei que regula os contratos de crédito imobiliário (LCCI), a faixa etária em que mais hipotecas são contratadas em Espanha situa-se entre os 35 e os 44 anos (33,4% do total). Segue-se o grupo com idades compreendidas entre 45 e 54 anos, com 29,6%, e entre 25 e 34 anos, com 20,9%.

    As conclusões desta análise indicam também que no primeiro trimestre do ano 51,8% dos futuros contratantes de empréstimos hipotecários eram homens e 48,2% mulheres. E em 53,9% dos casos as hipotecas foram solicitadas por duas pessoas.

    Além disso, 89,7% dos signatários de atas notariais de transparência anteriores às hipotecas eram de origem nacional, em comparação com 10,3% de estrangeiros. Neste caso, o relatório anual do mercado hipotecário em 2023 do Idealista revela que os estrangeiros que mais assinaram hipotecas em 2023 foram os britânicos, com 15,5% do total, seguidos pelos alemães (14,1%) e pelos suíços (9%). É importante destacar que as condições das hipotecas para os não-residentes são mais restritivas do que para os residentes, uma vez que, em vez de cobrir 80% do valor da avaliação do imóvel, cobrem entre 70% e 60%.

    O esforço para comprar uma casa está a aumentar

    Hoje em dia, aceder a uma habitação em Espanha requer muito mais esforço do que há várias décadas. Um esforço que disparou especialmente nos últimos anos, a tal ponto que os espanhóis dedicam o salário integral de 6,7 anos (81 meses) ao pagamento da hipoteca, segundo o estudo “Relação entre salários e a compra de habitação em 2023, realizado pelo Fotocasa e InfoJobs. As Ilhas Baleares são a região onde a maior parte do salário bruto é dedicada ao pagamento de uma propriedade (12 anos). Os residentes em Ciudad Real, por outro lado, dedicam 2,8 anos.

  • O despertar das “residências de marca” na Europa

    O despertar das “residências de marca” na Europa

    As alianças entre marcas de luxo e o setor imobiliário estão na moda. São as residências de marca, que introduzem um novo conceito de habitações de super luxo na Europa. Segundo a consultora imobiliária Savills, há mais de 1.300 projetos residenciais prime ligados a grandes marcas em todo o mundo: mais de 690 projetos concluídos e outros 600 que se prevê sejam entregues até 2030.

    Espanha destaca-se como o país europeu com mais propriedades deste tipo em curso, acima de países como a Grécia e outros mercados como França ou Croácia. O nosso país conta atualmente com seis projetos concluídos e 12 em curso (271 unidades concluídas e 448 por construir).

    As residências de marca geralmente operam em conjunto com marcas hoteleiras internacionais, mas não são apenas estas empresas que apostam neste negócio. Observa-se assim uma clara diversificação com a entrada de marcas de moda, design, tecnologia, desporto e automóveis, que expandem o panorama de investimento e compra. A consultora constata o crescimento exponencial deste tipo de habitações ligadas a marcas premium ou a hotéis de cinco estrelas, com preços que variam entre três e até vinte milhões de euros.

    Uma nova alternativa de investimento imobiliário

    As residências de marca são desenvolvimentos de luxo que oferecem uma ampla gama de serviços que acrescentam valor à experiência e cuja exclusividade gera um maior atrativo para o investimento. É por isso que, na última década, este segmento registou um crescimento espetacular de mais de 160%, tanto em destinos de férias como urbanos, onde ganha cada vez mais popularidade, com uma faturação de mais de 30 mil milhões de euros.

    Embora Madrid e Barcelona sejam os mercados urbanos mais atraentes para a realização destes projetos, a Costa do Sol é o epicentro das residências de marca na Europa. A maioria dos projetos está localizada em Marbella, Benahavís e Alcaidesa (Cádiz) e estão ligados a marcas premium como Dolce & Gabbana, Elie Saab, Fendi, Angsana, Fairmont, Four Seasons, Karl Lagerfeld ou Lamborghini.

    Na capital, o desenvolvimento Four Seasons Canalejas revolucionou o conceito de habitação de luxo na capital e já tem um novo projeto à vista para Madrid após o sucesso deste último. As suas 22 residências privadas exclusivas foram vendidas em 2021 a uma média de 18.000 euros e onde o recorde superou o montante total de 11 milhões por uma penthouse. Outro dos grandes projetos de luxo na capital de Madrid, o Mandarin Oriental Residences de Madrid, no distrito de Salamanca, já vendeu praticamente todas as suas unidades com preços que chegam a superar os 25.000 euros por metro quadrado.

    Previsões de crescimento

    Para o futuro, espera-se que o mercado das residências de marca continue a crescer, impulsionado pela demanda contínua de propriedades de luxo e pela busca de experiências de vida exclusivas. O relatório “Global Branded Residences 2023”, elaborado pela Knight Frank, prevê um crescimento a nível global neste segmento de 55% até 2026, com um aumento anual de 12% em novos projetos. O número de projetos evoluirá a dois dígitos anuais, com Ritz-Carlton e Four Seasons como operadores com maior quota de mercado na atualidade. Estes resultados confirmam que as residências de marca são um mercado em crescimento a nível global. A América do Norte lidera em projetos, seguida pela Ásia-Pacífico e Europa, onde ainda há uma ampla margem para o crescimento.

    O aumento deste tipo de produto é motivado, entre outros fatores, pelo aumento da riqueza mundial ou pela recuperação das viagens de longa distância dos últimos anos, segundo a consultora.

    As residências de marca são, portanto, uma nova alternativa de investimento imobiliário que vem demonstrar que o setor residencial de luxo espanhol atravessa um momento próspero em Espanha e que atrai cada vez mais o interesse de investidores, promotores e clientes.

    Para os investidores e compradores de alto nível, as residências de marca não são apenas um símbolo de status, mas também um investimento seguro e atraente.

  • Impacto do Turismo no Mercado Imobiliário

    Impacto do Turismo no Mercado Imobiliário

    O turismo tem sido historicamente um motor importante para as economias locais, gerando emprego, investimento e dinamizando setores chave como a hotelaria e os serviços. Desempenha um papel fundamental na economia, estabelecendo o ano passado um recorde ao receber mais de 85 milhões de visitantes internacionais. Esta afluência maciça não só afeta a economia local dos lugares visitados, mas o turismo também tem um impacto significativo no mercado imobiliário de Espanha, que procuramos analisar neste artigo.

    Aumento da procura de habitação e valorização das propriedades

    Segundo dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), o número de imóveis registados para uso turístico aumentou 9% nos últimos quatro anos. Este incremento leva os proprietários a optarem por alugueres a curto prazo, através de plataformas como Airbnb e Vrbo, obtendo assim rendimentos muito superiores aos dos alugueres tradicionais a longo prazo.

    O atractivo de algumas áreas específicas levou a um aumento no valor de mercado das propriedades. Cidades como Málaga, com um crescimento de 7% no preço da habitação em 2023, mostram como o turismo pode elevar a procura e os preços das propriedades, tal como noutras cidades turísticas como Barcelona, Palma de Maiorca ou Madrid, que está no top três do ranking das cidades europeias com maior potencial de investimento e desenvolvimento imobiliário.

    Por outro lado, é importante destacar que em 2023, o investimento estrangeiro no mercado imobiliário espanhol atingiu os 10.000 milhões de euros, segundo o Banco de Espanha. O clima privilegiado e a diversidade cultural de Espanha têm atraído investidores internacionais, especialmente britânicos, alemães e franceses, que compram propriedades como segunda residência e como investimento imobiliário.

    Gentrificação e deslocamento de residentes

    Não há dúvida de que o turismo tem um impacto positivo no mercado imobiliário, atuando como motor de desenvolvimento e crescimento económico. A consultora PwC realizou um estudo para avaliar o impacto económico do turismo residencial em Espanha; os resultados desta análise revelam que os turistas chegam a contribuir até 6.351 milhões de euros ao PIB e, além disso, estima-se que o turismo residencial gera mais de 105.000 empregos a tempo completo.

    No entanto, embora a crescente procura de propriedades tenha favorecido o movimento da economia em Espanha, também podemos ver o lado negativo deste impacto. O uso dos locais turísticos provoca, por um lado, o deslocamento da população local, fazendo com que, em bairros centrais, os residentes tenham que se mudar para bairros mais económicos. Ao mesmo tempo, os comércios tradicionais e serviços locais são substituídos por negócios orientados para os turistas, afetando a identidade do local.

    Medidas regulatórias em Espanha

    Para mitigar os efeitos negativos e maximizar os benefícios do turismo no mercado imobiliário, foram implementadas algumas políticas em Espanha. Em primeiro lugar, a regulamentação do aluguer de férias em cidades como Barcelona, San Sebastián e Sevilha, onde foi estabelecido um limite no número de licenças para imóveis turísticos e intensificadas as inspeções para assegurar o cumprimento da normativa.

    Da mesma forma, estão a ser promovidas iniciativas para preservar o património cultural e natural, limitando o acesso a certas áreas e promovendo o turismo sustentável, como em Málaga, onde foram implementadas políticas que promovem um turismo sustentável.

    Em suma, o aumento dos alugueres de férias tem um impacto significativo no mercado imobiliário espanhol. Assim, tendo claro que é uma das chaves da nossa economia, enquanto continuar a atrair milhões de turistas todos os anos, a gestão inteligente e equilibrada dos recursos imobiliários é essencial para garantir um crescimento sustentável e favorável também para os residentes.

  • O setor hoteleiro, motor do investimento no segundo trimestre

    O setor hoteleiro, motor do investimento no segundo trimestre

    O segmento hoteleiro consolida a sua posição como foco de investimento e impulsiona o investimento imobiliário em Espanha. Segundo dados do relatório publicado pela BNP Paribas Real Estate relativo ao segundo trimestre do ano, o investimento alcançou 2.376 milhões de euros de abril a maio, o que representa um aumento de 7,3% em relação ao período entre janeiro e março de 2024.

    No entanto, o investimento no primeiro semestre do ano foi 10,7% inferior ao registrado no mesmo período do ano anterior (4,6 mil milhões de euros). No entanto, apesar deste ajuste no volume de investimento, “a economia espanhola continua muito sólida, demonstrando uma elevada resiliência face à incerteza global e às condições financeiras mais rigorosas”, conforme aponta Borja Ortega, CEO da BNP Paribas Real Estate.

    O segundo trimestre de 2024 foi um período chave para o mercado imobiliário, marcado por oportunidades interessantes para os investidores. Uma tendência positiva está a consolidar-se, o que favorecerá os números dos próximos meses. “Um primeiro ajustamento nas taxas de juro confirmou uma mudança de tendência muito esperada entre os investidores, uma vez que está a gerar uma estabilização nos rendimentos”, afirmam na consultora. Assim, prevê-se um aumento no volume de operações e investimento que será mais evidente no final do ano ou no início de 2025.

    O setor hoteleiro avança em relação ao retail

    O apelo turístico do nosso país está a despertar cada vez mais o interesse de inúmeros investidores no setor hoteleiro em Espanha. A BNP Paribas Real Estate aponta que o volume de investimento alcançado neste segmento entre abril e junho (1.034 milhões de euros) representa o valor trimestral mais elevado dos últimos 12 meses.

    Durante o primeiro semestre do ano foram contabilizadas operações no valor de quase 1,4 mil milhões de euros. Apesar do dinamismo registado, ao comparar o investimento do primeiro semestre com o do mesmo período do ano anterior, nota-se uma diminuição de 26%. Esta queda pode ser explicada pelo fato de terem sido registadas duas aquisições por parte do fundo soberano de Abu Dhabi AIDA, no valor aproximado de 1 mil milhões de euros, durante o segundo trimestre de 2023.

    No segundo trimestre, a compra do hotel Six Senses em Ibiza pelo Grupo Statuto por um valor total de 200 milhões de euros foi a transação mais importante. Além disso, destaca-se também a compra de dois hotéis em Espanha pelo veículo de investimento Moon GC&P Investments, em Tenerife e Menorca, com uma transação avaliada em 216 milhões de euros.

    Por outro lado, segundo o último relatório de ‘Investimento Hoteleiro em Espanha’ elaborado pela equipa de hotéis da Colliers, referente ao primeiro semestre do ano, um em cada três euros investidos em hotéis foi destinado ao segmento de luxo. As Ilhas Baleares lideraram o investimento com 30% do total e Barcelona ocupa a segunda posição em termos de volume de transações, com um total de 13 operações e 300 milhões de euros.

    Entretanto, a Espanha consolida-se como a segunda potência turística mundial, apenas atrás dos Estados Unidos, segundo o “Índice de Desenvolvimento de Viagens e Turismo 2024” (TTDI) elaborado pelo Fórum Económico Mundial. Por isso, não é surpreendente que o nosso país se destaque entre os destinos mais desejados para investir no setor imobiliário.

    Por sua parte, o retail manteve-se estável no segundo trimestre, com um volume aproximado de 463,3 milhões de euros entre abril e junho, com Madrid a concentrar 53% das operações assinadas. No primeiro semestre, o investimento situa-se em 1,295 mil milhões de euros, confirmando o retorno de capital ao setor do retail, com um aumento de 262% em relação ao primeiro semestre de 2023.

    Enquanto isso, o segmento logístico ocupa a terceira posição, com um investimento registrado de 348 milhões de euros no segundo trimestre. As previsões para a segunda parte do ano também são positivas para este segmento, e espera-se um volume global para o próximo ano próximo de 1,5 mil milhões de euros.

    Os fundos institucionais alcançam 46% do investimento

    Em termos de tipos de investidores, os Fundos Institucionais continuam a ser o tipo de investidor principal do segundo trimestre do ano, com um volume aproximado de 1 mil milhões de euros e uma quota de mercado de 46%.

    Segundo dados do relatório publicado pela BNP Paribas Real Estate, os Patrimónios Privados (Family Offices) atingem uma quota de mercado de 19% sobre o total do investimento e 33% do número de operações; enquanto as Empresas Imobiliárias e as Socimis representam 18% de todo o volume trimestral, com um volume aproximado de 407 milhões de euros.