Categoria: Aprenda a investir

Quanto poupar e onde investir. Lições para aprender a montar um plano financeiro simples e inteligente.

  • Crowdfunding imobiliário vs investimento tradicional: quais as diferenças e quando vale a pena cada um

    Crowdfunding imobiliário vs investimento tradicional: quais as diferenças e quando vale a pena cada um

    Durante muito tempo, investir em imobiliário significava comprar uma casa e arrendá-la para obter um rendimento estável. Mas, nos últimos anos, o setor mudou. As plataformas digitais e os modelos de financiamento participativo tornaram possível que qualquer pessoa invista no mercado imobiliário sem ter de comprar uma propriedade completa. É o que se conhece como crowdfunding imobiliário, uma forma de investimento que veio para ficar e que convive cada vez mais com o investimento tradicional.

    Ambas as opções partilham um objetivo comum —gerar rentabilidade a partir do valor do imobiliário—, mas diferem no funcionamento, acessibilidade e grau de envolvimento.

    Crowdfunding imobiliário: investimento coletivo e digital

    O crowdfunding imobiliário permite que vários investidores participem juntos em projetos imobiliários, contribuindo com pequenas quantias de capital através de plataformas online reguladas. Cada participante financia uma parte do projeto — seja uma promoção, uma reabilitação ou um imóvel para arrendamento — e recebe uma rentabilidade proporcional ao seu investimento.

    Além disso, o crowdfunding em Espanha é supervisionado pela CNMV, o que oferece um enquadramento transparente e seguro. Em plataformas como Urbanitae, os projetos são analisados cuidadosamente antes de serem publicados e classificados por tipo:

    • Projetos de mais-valia (equity), em que o investidor participa nos lucros obtidos pela promoção e posterior venda do ativo.
    • Projetos de dívida, em que o capital é emprestado a um promotor em troca de uma taxa de juro fixa.
    • Projetos de rendas, centrados na geração de rendimentos periódicos através de arrendamento.

    Este modelo democratiza o acesso ao investimento imobiliário: já não é preciso ter grandes poupanças nem gerir um crédito à habitação. Com um pequeno investimento, qualquer investidor pode entrar em operações diversificadas, em diferentes localizações e com vários níveis de risco e duração.

    Investimento tradicional: controlo e compromisso a longo prazo

    O investimento imobiliário tradicional continua a ser o caminho mais conhecido. Implica comprar um imóvel diretamente, assumir custos de manutenção, impostos e gestão — seja para arrendar, renovar ou vender mais tarde.

    A sua principal vantagem é o controlo total: o proprietário decide o uso do imóvel e pode beneficiar tanto das rendas mensais como da valorização a longo prazo. No entanto, requer capital elevado e uma gestão ativa, que pode ser complexa. Além disso, o mercado atual apresenta desafios adicionais, como o aumento dos custos de financiamento, os limites ao arrendamento ou a pressão fiscal em determinadas zonas.

    Por isso, muitos pequenos investidores procuram alternativas que lhes permitam continuar a investir no setor com mais flexibilidade, menor risco e sem as responsabilidades da gestão direta.

    Crowdfunding ou investimento tradicional?

    Não existe uma fórmula única para investir em imobiliário: ambas as opções fazem sentido, mas respondem a perfis e objetivos distintos. O investimento tradicional continua a ser atrativo para quem deseja manter o controlo direto sobre um ativo e vê a propriedade como um projeto de longo prazo. Comprar, renovar ou arrendar um imóvel permite obter rendimentos periódicos, embora exija capital elevado, tempo e a assunção da gestão e dos riscos associados ao imóvel.

    Neste âmbito, a Urbanitae Direct Investments introduz uma evolução relevante: permite investir diretamente em imóveis selecionados – novos ou em segunda mão – em condições mais favoráveis do que as do mercado e com acompanhamento integral durante todo o processo de compra. Isto reduz significativamente a complexidade e o risco tradicionalmente associados ao investimento imobiliário individual, facilitando o acesso a esta via mesmo para quem não deseja gerir uma propriedade por conta própria.

    O crowdfunding imobiliário, por outro lado, oferece uma forma mais acessível de participar no setor. Permite investir montantes reduzidos e sem hipoteca, delegando toda a gestão a profissionais. Em vez de concentrar o risco num único imóvel, o investidor pode distribuir o capital por diferentes projetos – de mais-valias, dívida ou rendimentos – e escolher os prazos e níveis de risco que melhor se adequem ao seu perfil. Além disso, sob supervisão da CNMV, plataformas como a nossa garantem processos estruturados, análises prévias rigorosas e acompanhamento contínuo de cada operação.

    Por isso, mais do que competir, o investimento direto e a co-investimento coletivo complementam-se. Muitos investidores combinam ambos os modelos: mantêm um imóvel em propriedade como ativo estável, aproveitam oportunidades diretas com apoio profissional através do Direct Investments e, ao mesmo tempo, diversificam a sua carteira participando em projetos imobiliários coletivos. Esta combinação oferece rentabilidade, flexibilidade e acesso a oportunidades antes reservadas a grandes investidores, adaptando-se melhor à nova forma de entender o investimento no setor.

    Conclusão

    O mercado imobiliário já não se divide entre “comprar ou não comprar”. Hoje, graças ao crowdfunding, é possível participar no setor de forma colaborativa, profissional e transparente. O investimento tradicional mantém o seu valor para quem procura controlo e património tangível, mas o crowdfunding imobiliário representa a evolução natural do setor: uma forma moderna de gerar rentabilidade com menor risco, mais acesso e mais informação.

    Em suma, ambas as opções podem coexistir. O essencial é compreender as diferenças, definir objetivos claros e escolher o modelo que melhor se adapta ao perfil e ao momento de cada investidor.

  • Diferenças entre debt e equity: duas formas de investir em crowdfunding imobiliário

    Diferenças entre debt e equity: duas formas de investir em crowdfunding imobiliário

    O crowdfunding imobiliário consolidou-se como uma forma atrativa de investir no setor sem necessidade de comprar um imóvel ou dispor de grandes poupanças. Dentro deste modelo, existem diferentes formas de participar, e as duas mais comuns são investimento em debt e investimento em equity. Ambas oferecem oportunidades interessantes, mas apresentam características diferentes em termos de rentabilidade, risco e horizonte temporal.

    Neste artigo, analisamos as principais diferenças, que tipo de investidor se adapta melhor a cada opção e como combinar ambas as estratégias dentro de uma carteira imobiliária equilibrada.

    O Que É o Investimento em Debt no Crowdfunding Imobiliário?

    Investir em debt significa emprestar dinheiro a um promotor para financiar parte de um projeto imobiliário, recebendo um juro fixo acordado. É uma forma de investimento mais previsível, uma vez que a rentabilidade e o prazo são conhecidos desde o início. Os projetos na Urbanitae costumam durar entre seis e vinte e quatro meses, permitindo rodar o capital com frequência e manter liquidez.

    Os projetos de debt caracterizam-se por retorno fixo e menor exposição ao mercado, uma vez que o lucro não depende da venda do imóvel. A sua principal vantagem é a estabilidade, embora a rentabilidade potencial seja mais limitada. Podem ocorrer atrasos na devolução se o promotor não cumprir os prazos, mas em plataformas reguladas como Urbanitae, os projetos são analisados e supervisionados cuidadosamente para minimizar este risco.

    Um exemplo típico seria financiar parcialmente a construção de um edifício residencial. O promotor utiliza o capital para avançar a obra e, ao final do prazo, devolve o investimento com os juros acordados. Este tipo de operação representa a essência do investimento de curto prazo em crowdfunding: rendimentos definidos, horizonte curto e gestão totalmente delegada.

    O Que É o Investimento em Equity no Crowdfunding Imobiliário?

    No equity, o investidor torna-se sócio do projeto em vez de credor. Ele aporta capital para o desenvolvimento de um ativo e participa nos lucros gerados quando o imóvel é vendido ou alugado. A rentabilidade não é fixa, pois depende do sucesso do projeto, o que implica um horizonte mais longo e um risco ligeiramente maior, mas também mais potencial de lucro.

    Este tipo de investimento costuma durar entre dois e quatro anos e adapta-se a quem deseja construir patrimônio e acompanhar todo o processo imobiliário, desde a compra do terreno até a venda final. Na Urbanitae, um projeto equity poderia ser o desenvolvimento de uma promoção de habitação na costa ou a reabilitação de um edifício. É o exemplo mais claro de investimento a longo prazo: maior compromisso temporal em troca de retorno potencialmente superior.

    Debt ou Equity: Qual Escolher?

    A escolha entre debt e equity depende principalmente do perfil do investidor e dos objetivos de investimento. Quem prioriza segurança e retornos previsíveis sente-se geralmente mais confortável com debt, especialmente se está dando os primeiros passos no crowdfunding imobiliário. Juros fixos e prazos mais curtos proporcionam tranquilidade e visibilidade, tornando este tipo de projeto uma boa porta de entrada no setor.

    O equity, por sua vez, pode ser mais atraente para investidores experientes ou dispostos a assumir um pouco mais de risco em troca de rentabilidade potencialmente superior. O desempenho depende do sucesso do projeto, mas também oferece a satisfação de participar ativamente na criação de valor e na evolução completa do desenvolvimento.

    Na realidade, não é necessário escolher apenas um. Muitos investidores combinam debt e equity na mesma carteira, aproveitando as vantagens de cada modelo. Esta estratégia mista adapta-se bem a diferentes momentos do mercado e ajuda a equilibrar risco e retorno. Por isso, plataformas como a Urbanitae oferecem ambos os tipos de projetos, permitindo criar uma carteira flexível que combine rendimentos periódicos com potencial de crescimento. Num ambiente de investimento cada vez mais dinâmico, esta diversidade é fundamental para investir com critério e construir uma base sólida ao longo do tempo.

    Conclusão

    Debt e equity não são caminhos opostos, mas ferramentas complementares dentro da mesma estratégia de investimento. Cada um responde a uma fase diferente do ciclo financeiro e a uma forma diferente de encarar o risco. Debt representa a busca por estabilidade, liquidez e resultados rápidos; equity incorpora a visão de longo prazo, a criação de valor e a possibilidade de rentabilidades superiores.

  • Vantagens fiscais de investir em equity com Urbanitae

    Vantagens fiscais de investir em equity com Urbanitae

    Ao comparar projetos de equity e dívida na Urbanitae, os investidores normalmente pensam primeiro em rentabilidade e prazo. No entanto, outro fator crucial impacta o resultado final: o momento em que os impostos são pagos.

    Ambos os tipos de projeto são tributados dentro da base de poupança, mas a forma como a tributação é aplicada pode afetar significativamente o retorno líquido, especialmente em reinvestimentos consecutivos.

    Em projetos de dívida, os impostos são pagos com mais frequência

    Projetos imobiliários de dívida geram rendimentos através de juros, considerados rendimentos de capital. Estes devem ser declarados quando recebidos, geralmente no vencimento do empréstimo, juntamente com o capital.

    Em alguns casos, os juros são pagos periodicamente, o que obriga o investidor a pagar impostos várias vezes ao longo do projeto. Isso reduz o capital disponível para reinvestimento.

    A alíquota é progressiva, variando de 19% a 30%, conforme a faixa de rendimento.

    Em projetos de equity, os lucros são tributados apenas uma vez

    Nos projetos de equity ou de valorização de capital, o investidor participa do capital da sociedade do projeto. Os lucros são obtidos apenas na venda do ativo ou na liquidação da sociedade.

    Em vez de receber pagamentos periódicos, todo o investimento — incluindo os lucros — permanece reinvestido durante a execução do projeto. A tributação ocorre somente no final.

    Isso cria um efeito de capitalização contínua, permitindo que o capital cresça sem interrupções.

    A principal diferença não está em quantas vezes se paga impostos durante um projeto, mas em como a tributação influencia investimentos consecutivos.

    Adiar o pagamento de impostos permite que o investidor em equity mantenha mais capital em operação por mais tempo, aumentando a rentabilidade acumulada e a eficiência fiscal.
    Por outro lado, investimentos em dívida reduzem a base de reinvestimento a cada pagamento de imposto.

    Duas estratégias, dois resultados

    ConceitoInvestidor A. Dois projetos de dívida consecutivos (15% em 18 meses cada)Investidor B. Um projeto de equity em 3 anos (TIR 15%)
    Investimento inicial10.000€10.000€
    TributaçãoTributa duas vezes (cada vez que recebe)Tributa apenas uma vez (no final do projeto)
    1ª operaçãoRecebe 11.500€ → paga 285€ → reinveste 11.215€
    2ª operaçãoRecebe 12.897€ → paga 319€
    Ganho líquido acumulado+2.578€+4.212€
    Capital final líquido12.578€14.212€
    Eficiência fiscalBase de reinvestimento reduzida duas vezesCapital cresce sem interrupções durante todo o período

    Pagar impostos mais tarde significa que os lucros continuam investidos, gerando retornos. Esse diferimento funciona como um impulsionador de performance, maximizando a rentabilidade líquida ao longo do tempo.

    Além disso, o equity simplifica a gestão fiscal, pois exige apenas uma declaração no final do projeto.

    Rentabilidade, tempo e eficiência fiscal

    Além do efeito numérico, este modelo apresenta outra vantagem: simplifica a gestão do investidor. Enquanto em projetos de dívida você recebe juros periódicos (que devem ser declarados a cada pagamento), no equity há apenas um ganho a declarar no final do projeto.

    Embora a dívida ofereça estabilidade e prazos mais curtos, quando um investidor realiza vários projetos no mesmo horizonte temporal, a tributação favorece o equity: você paga impostos apenas uma vez, permitindo que todo o capital — incluindo os lucros — se acumule durante mais tempo.

    Como explica José María Gómez-Acebo, Diretor de Relações Institucionais da Urbanitae: “Quando você investe em projetos de equity, os juros trabalham para você durante todo o ciclo. Você não os retira nem os fragmenta: deixa-os crescer até o final, e isso faz toda a diferença.”

    Principais vantagens do investimento em equity

    Investir em projetos de equity com a Urbanitae permite:

    • Pagar impostos apenas no final do projeto
    • Evitar erosão de capital devido a tributações repetidas
    • Beneficiar da capitalização contínua dos lucros
    • Obter potencialmente maior rentabilidade líquida

    O tempo como aliado do investidor

    Enquanto a dívida oferece prazos mais curtos e previsibilidade, o equity transforma o tempo em uma vantagem estratégica. Ao permitir que os lucros cresçam sem interrupção, a eficiência fiscal se torna um fator-chave para a performance a longo prazo.

    Deixar o investimento amadurecer totalmente antes de pagar impostos faz com que o tempo trabalhe a favor do investidor, e não contra ele. https://crowd.urbanitae.com/4ofBIju

  • Construir uma carteira de investimentos passo a passo (e adaptá-la para 2025)

    Construir uma carteira de investimentos passo a passo (e adaptá-la para 2025)

    Investir já não consiste apenas em escolher um produto com boa rentabilidade. Num contexto em que a inflação, as taxas de juro e a inovação financeira mudam constantemente, construir a tua carteira de investimentos em 2025 tornou-se uma competência essencial. Não se trata apenas de distribuir o dinheiro por diferentes opções, mas de desenhar uma estratégia que faça sentido para ti: o teu perfil de risco, os teus objetivos e o teu horizonte temporal.

    1. Compreende o teu ponto de partida: objetivos, risco e horizonte

    Toda a carteira começa com uma pergunta básica: para que estás a investir? Não é o mesmo poupar para a reforma, para comprar uma casa em cinco anos ou para gerar rendimentos passivos a médio prazo. Cada objetivo exige uma combinação diferente de ativos e uma exposição distinta ao risco.

    O perfil de risco determina quanto consegues tolerar a volatilidade. Um investidor conservador procurará preservar o capital e obter rendimentos estáveis; um moderado aceitará pequenas flutuações em troca de rendimentos superiores; e um perfil dinâmico priorizará o crescimento, mesmo que isso implique assumir mais incerteza.

    Definir também o horizonte temporal é essencial. A curto prazo (menos de três anos), recomenda-se focar em investimentos seguros e líquidos. A longo prazo (mais de sete anos), podes incluir ativos com maior potencial de crescimento, como fundos de ações ou projetos imobiliários com mais-valias.

    2. Escolhe os ativos adequados ao teu perfil

    Uma boa carteira não se constrói por intuição, mas sim com equilíbrio. O ideal é combinar ativos que se comportem de forma diferente perante os ciclos económicos. Em 2025, as oportunidades de investimento dividem-se em três grandes blocos:

    • Ativos tradicionais, como a renda fixa e a renda variável. As obrigações estão a recuperar atratividade graças às taxas de juro mais elevadas, enquanto os fundos indexados continuam a ser uma opção eficiente para participar nos mercados globais.
    • Ativos alternativos, como o imobiliário, que trazem estabilidade e descorrelação. O crowdfunding imobiliário, por exemplo, permitiu que pequenos investidores participassem em projetos com diferentes horizontes e estruturas (dívida ou capital), combinando segurança e rentabilidade.
    • Liquidez estratégica, que garante flexibilidade. Manter uma parte do capital disponível permite aproveitar oportunidades sem ter de vender outros ativos em momentos desfavoráveis.

    Plataformas como a Urbanitae oferecem acesso a projetos imobiliários cuidadosamente selecionados, que podem integrar-se numa carteira diversificada para acrescentar estabilidade ou rentabilidade adicional, dependendo do tipo de investimento escolhido.

    3. Constrói uma estrutura coerente e revê as tuas decisões

    Uma carteira eficaz não se define pela quantidade de produtos que contém, mas sim pela sua coerência. Em vez de perseguir rendimentos passados, o importante é que cada ativo tenha um propósito dentro do conjunto. Se um fundo serve para proteger da inflação, outro pode equilibrar o risco com rendimentos estáveis e outro aproveitar tendências de crescimento a longo prazo.

    Também é fundamental rever e ajustar periodicamente. Os mercados mudam — e os teus objetivos pessoais também. Rever a tua carteira uma ou duas vezes por ano permite reequilibrar pesos, retirar lucros ou reforçar áreas com melhor perspetiva. Não se trata de reagir a cada movimento do mercado, mas de manter o rumo com disciplina.

    4. Investe com mentalidade estratégica, não emocional

    O maior inimigo do investidor não é o mercado, mas as decisões impulsivas. Uma carteira bem desenhada deve dar-te tranquilidade para manter o plano mesmo quando houver volatilidade. Em vez de tentar adivinhar o melhor momento para investir, foca-te na constância: investir de forma periódica, manter horizontes realistas e evitar reagir ao ruído.

    O investimento inteligente em 2025 será aquele que combine análise, método e propósito. Saber por que estás a investir em cada ativo — e não apenas quanto esperas ganhar — permitirá sustentar a estratégia ao longo do tempo.

    Conclusão

    Construir uma carteira de investimentos passo a passo significa compreender os teus objetivos, conhecer os teus limites e estruturar o teu capital com lógica. Num contexto em que a inovação financeira abre novas oportunidades, combinar ativos tradicionais com alternativas como o imobiliário participativo permite criar uma carteira sólida, rentável e adaptada ao teu perfil.

    O segredo não está em adivinhar o futuro, mas em preparar a tua carteira para qualquer cenário. E em 2025, isso passa por ter um plano claro, investir com racionalidade e apoiar-te em ferramentas que ofereçam transparência, diversificação e acesso real à economia real.

  • Investir em imóveis: por que a Urbanitae faz a diferença?

    Investir em imóveis: por que a Urbanitae faz a diferença?

    O melhor momento para investir em imóveis

    No contexto atual, o setor imobiliário destaca-se novamente pela sua solidez. Apesar das taxas de juro ainda elevadas e de um ciclo económico moderado, continua a ser um dos ativos mais atrativos para investidores graças à sua tangibilidade, estabilidade e rentabilidade. Sendo um ativo físico, gera confiança nos investidores; além disso, funciona como proteção contra a inflação e a volatilidade dos mercados. Em termos de rentabilidade, além dos rendimentos de aluguer, os imóveis tendem a valorizar-se ao longo do tempo, posicionando-se como um investimento seguro. O principal obstáculo a um investimento tão rentável como o imobiliário é geralmente o elevado capital necessário para começar, o que limita a participação de investidores particulares neste tipo de projetos.

    Neste cenário, o crowdfunding imobiliário democratizou o acesso a projetos de alta qualidade geridos por profissionais. A Urbanitae estabeleceu-se como a plataforma líder na Europa. Em 2024, canalizou 178 milhões de euros em 66 projetos e devolveu mais de 110 milhões aos seus investidores, sem registar perdas de capital. Desde a sua autorização pela CNMV em 2019, manteve um crescimento contínuo, concentrando cerca de 60% do mercado e alcançando uma rentabilidade média anual superior a 12%. Após fechar 2024 com 178 milhões de euros investidos em 66 projetos, a empresa devolveu mais de 110 milhões de euros aos investidores; até à data, nenhum projeto sofreu perdas de capital. Além disso, iniciou com sucesso a sua expansão internacional, liderando o mercado português e entrando em França com o projeto Levallois-Perret, financiado em menos de meia hora.

    Por que investir com a Urbanitae?

    A Urbanitae é uma plataforma de crowdfunding cujo diferencial é que permite investir em projetos imobiliários a partir de 500 €, facilitando a participação de todos os tipos de investidores. Investir não tem custos adicionais e o prazo médio estimado é de 25 meses, permitindo um retorno rápido. Graças à estrutura de crowdfunding, os investidores podem obter maior diversificação, participando em vários projetos com diferentes retornos, localizações e prazos, evitando concentrar todo o capital num único tipo de ativo.

    O processo para começar a investir na plataforma é simples, intuitivo e totalmente online, permitindo que qualquer pessoa se torne investidor imobiliário. Basta registar-se e, após a ativação da conta, é possível começar a investir nos projetos disponíveis através de três modalidades: dívida, equity e mais-valia. Na modalidade dívida (debt), o investidor atua como credor, fornecendo capital em troca de uma taxa de juro fixa e prazo de devolução definido, oferecendo retornos mais previsíveis e menor risco. Na modalidade equity, o investidor torna-se sócio do projeto, adquirindo uma participação direta na sociedade que o executa. Esta opção implica assumir algum risco, mas também permite obter uma parte do lucro total gerado ao final da operação. A estratégia de mais-valia consiste em investir em projetos imobiliários com o objetivo de obter ganhos a curto ou médio prazo através da valorização do ativo. Baseia-se no ciclo comprar, reformar e vender ou comprar, construir e vender, participando como sócio de capital do promotor. Desta forma, o investidor obtém uma rentabilidade ligada ao valor acrescentado gerado pela melhoria ou construção do imóvel e ao aumento da procura no mercado.

    Com a Urbanitae, o investidor tem acesso a vantagens concretas. Em primeiro lugar, a possibilidade de participar em projetos localizados em zonas prime e grandes cidades — oportunidades normalmente fora do alcance de pequenos investidores. Além disso, a plataforma é totalmente online, permitindo registar-se, explorar os projetos disponíveis e decidir em quais investir de forma simples e segura.

    Trata-se de uma plataforma tecnológica de ponta que também oferece total transparência e acompanhamento contínuo: cada utilizador dispõe de uma área privada onde pode consultar, em tempo real, o progresso das obras e a estimativa atualizada de rentabilidade. As opções disponíveis na Urbanitae são variadas, tanto no tipo de imóvel, como na localização e rentabilidade — mas todas partilham a segurança de terem sido selecionadas por uma equipa de especialistas do setor.

    Urbanitae: experiência e histórico

    Um dos principais fatores de sucesso da Urbanitae é a rigorosa seleção dos projetos, que passam por um processo de aprovação criterioso baseado numa auditoria completa. Esta auditoria permite conhecer a situação real do ativo antes do investimento. Avaliam-se os riscos potenciais, passivos ou outras irregularidades em diferentes áreas: legal (contratos, licenças, litígios), financeira e fiscal (contas, dívidas, impostos), técnica (estado e licenças do ativo), etc. Cada proposta deve receber a aprovação unânime do Comité de Investimentos, composto por especialistas da plataforma e profissionais independentes.

    Graças a esta abordagem rigorosa, a Urbanitae concluiu agora a devolução de quase 70 projetos, nenhum dos quais resultou em perdas para os investidores. Além disso, a TIR média alcançada supera os 12%, apesar das muitas dificuldades enfrentadas por uma parte significativa dos nossos projetos de equity — inflação, aumento dos custos de construção, perturbações nas cadeias de abastecimento, etc.

    Projetos atualmente disponíveis para investimento na Urbanitae

    Na linha destas oportunidades de elevado potencial, a plataforma mantém várias operações particularmente atrativas abertas a financiamento.
    É o caso dos projetos Casa Coral e Casa Coragem, que consistem no desenvolvimento de duas moradias de luxo numa das melhores localizações da Costa del Sol. O principal atrativo de ambos reside no esquema de remuneração do investidor, que estabelece uma TIR preferencial de 14%. Ou seja, no final do projeto, os investidores da Urbanitae recuperam primeiro o seu capital e um retorno de 14% de TIR. Só depois o promotor recupera o seu capital e recebe um retorno igual, também de 14%.
    Quanto aos projetos em si, tratam-se de excelentes oportunidades por várias razões. O track record do gestor, Casas Fintech, na zona é excecional: vendeu 15 moradias cumprindo prazos e preços previstos. A comercialização está a cargo da Solvilla, provavelmente a melhor da região. E o produto é exclusivo — moradias de autor para as quais existe uma procura insatisfeita muito significativa.
    Além disso, continua disponível o investimento no projeto Navia, uma operação de dívida para desenvolver um retail park em Vigo. Este projeto marca a nossa estreia na Galiza e reforça a nossa aposta no segmento comercial, tanto para este ano como, sobretudo, para o próximo. Mais de 50% do parque já está arrendado a operadores de primeira linha e a comercialização está praticamente concluída. O investimento é estruturado através de um empréstimo até 5 milhões de euros, com uma rentabilidade anual de 10,5%, um prazo estimado de 15 meses e um mínimo de 6. O empréstimo conta com hipoteca de primeiro grau e outras garantias, e existe já um contrato de compra futura assinado, o que aumenta a visibilidade da saída.

  • Como começar a investir: 7 passos para fazê-lo com segurança

    Como começar a investir: 7 passos para fazê-lo com segurança

    Começar a investir nunca foi tão acessível: apps móveis, informações em tempo real e uma infinidade de produtos financeiros democratizaram o acesso à poupança e ao investimento. No entanto, essa facilidade também traz um risco: sobreexposição a informações superficiais, tendências passageiras e expectativas pouco realistas.

    A diferença em 2025 não está apenas no o que investir, mas no como. As condições atuais — inflação ainda elevada na Europa, taxas de juros em processo de ajuste e mercados imobiliários tensos nas grandes cidades — exigem que os novos investidores adotem uma visão mais estratégica e busquem opções mais acessíveis.

    Os 7 aspetos-chave antes de investir

    1. Defina claramente os seus objetivos

    Investir para a reforma não é o mesmo que poupar para comprar uma casa em cinco anos. Antes de mover um euro, estabeleça prazos e metas. Esta etapa determina o nível de risco que pode assumir e quais produtos são mais adequados.

    2. Compreenda a relação risco-retorno

    Um erro comum dos iniciantes é pensar apenas no retorno. O risco é o outro lado da moeda: quanto maior o retorno potencial, maior a volatilidade. O essencial é encontrar um equilíbrio que se encaixe no seu perfil.

    3. Construa uma reserva de liquidez

    Investir sem um fundo de emergência é como navegar sem colete salva-vidas. Uma reserva mínima de três a seis meses de despesas permite investir sem medo de recomeçar do zero em momentos difíceis.

    4. Diversifique além do óbvio

    Diversificar não significa apenas ter ações de várias empresas ou fundos diferentes. Também implica diversificação por geografias, setores e tipos de ativos. Hoje, o acesso a ativos alternativos, como crowdfunding imobiliário, permite que pequenos investidores participem de projetos que antes eram exclusivos de grandes capitais.

    5. Conheça os custos ocultos

    Comissões, impostos, taxas de gestão… 1% ao ano pode parecer pouco, mas a longo prazo reduz significativamente a rentabilidade. Analisar bem os custos faz parte de investir com inteligência.

    6. Evite o “ruído do mercado”

    O excesso de informação pode ser tão perigoso quanto a falta dela. Notícias diárias, rumores nas redes sociais ou movimentos de curto prazo podem levar a decisões impulsivas. A chave é separar o sinal do ruído e confiar em fontes confiáveis.

    7. Invista no que você entende

    O interesse por novas tecnologias ou criptomoedas pode ser contagioso, mas se você não entende como funcionam, não deve investir nelas. Investir exige conhecimento, não fé cega ou seguir o sucesso de outros.

    Opções de investimento para iniciantes em 2025

    Três caminhos são especialmente interessantes para quem está começando:

    • Fundos indexados e ETFs: acessíveis, diversificados e com baixas taxas. Confira este guia para começar.
    • Crowdfunding imobiliário: projetos selecionados que permitem participação com valores reduzidos no setor imobiliário, tradicionalmente refúgio em tempos de incerteza, em plataformas confiáveis como Urbanitae.
    • Títulos indexados à inflação: produtos que ganham relevância em contextos de preços em alta.

    Conclusão

    Investir do zero em 2025 exige muito mais do que baixar um app, clicar ou ler no X as novas tendências que estão fazendo outros ganharem muito dinheiro. Significa ter um plano, entender os riscos e aproveitar as novas alternativas do mercado, como o investimento coletivo em imóveis, sempre adaptado à sua situação.

    O melhor conselho para iniciantes é começar com decisão, com objetivos claros e uma mentalidade de longo prazo. No investimento, mais do que velocidade, o que realmente importa é consistência e conhecimento.

  • “Falar sobre dinheiro também é educação financeira”

    “Falar sobre dinheiro também é educação financeira”

    No passado 16 de outubro, a Urbanitae participou, juntamente com o Confidencial Digital, numa mesa-redonda sobre educação financeira. Queríamos criar um espaço de reflexão sobre o estado da educação financeira em Espanha, as suas carências estruturais e o seu papel como ferramenta de autonomia pessoal.

    O debate, moderado por Fernando Alonso, sócio da finReg360, reuniu representantes do setor financeiro e da consultoria: Leonardo López (ODDO BHF), Jorge González-Iglesias (Gibobs Allbanks), Carlos García Ciriza (Aseafi), Sara Carbonell (Banco BIG), Victoria Torre (Self Bank) e Jaime Albella (CFA Society Spain). A Urbanitae esteve representada pelo nosso CEO, Diego Bestard. Estes são alguns dos temas que surgiram na conversa.

    A cultura do dinheiro (e do silêncio)

    Durante a sua intervenção, Diego Bestard destacou que a educação financeira em Espanha não só é escassa, como continua a ser um tema do qual se evita falar. “Nos Estados Unidos é comum conversar sobre dinheiro em família, na escola ou com amigos. Aqui continua a ser um tabu. O dinheiro não é ensinado nem discutido, e isso tem consequências”, sublinhou.

    Enquanto que noutros países os alunos estudam disciplinas de economia já aos 13 anos, em Espanha “a economia doméstica e a gestão básica das finanças pessoais continuam ausentes do currículo escolar”, recordou.

    Na sua opinião, a educação financeira deveria ser ensinada como uma disciplina principal, ao nível do inglês ou da matemática. Mas também deve ser entendida como uma mudança cultural: “Não basta aprender o que é o juro composto; é preciso naturalizar a conversa sobre dinheiro.”

    Poupar, investir e planear

    A falta de educação financeira tem um impacto direto na capacidade das pessoas para poupar, investir e planear o futuro. Muitos espanhóis não dispõem de uma estratégia financeira nem aproveitam as ferramentas de investimento existentes para rentabilizar a poupança.

    “Não é preciso ser economista, mas todos deveríamos ter noções de finanças pessoais. Gerir rendimentos, despesas e poupanças deveria ser tão básico como saber ler ou escrever”, apontou o nosso CEO.

    Vários especialistas concordaram em destacar a tendência dos espanhóis para o curtoprazismo, ainda muito enraizado. Por exemplo, ao escolher sistematicamente depósitos bancários, quando existem opções seguras e rentáveis que permitem construir património a longo prazo.

    Entre as causas deste comportamento, Diego apontou a falta de planeamento, a confiança excessiva no sistema público de pensões e a fraca formação fiscal. “Em Espanha existe uma sensação de rede social — Estado, família, amigos — que, embora positiva, reduz o incentivo para planear a longo prazo”, explicou.

    Fenda digital e novas gerações

    Um dos temas mais comentados foi a inclusão digital. Embora as gerações mais jovens se movimentem com facilidade no ambiente digital, ainda existe uma parte significativa da população que encontra dificuldades em gerir as suas finanças online.

    Ainda assim, Bestard quis destacar o papel positivo da tecnologia: “A digitalização democratizou o acesso ao investimento. Hoje qualquer pessoa pode investir de forma simples, segura e transparente, sem necessidade de conhecimentos avançados.”

    Mas nem tudo são vantagens. As novas gerações mostram mais curiosidade e interesse em investir e entender o dinheiro, mas essa inquietação deve ser acompanhada de formação e critério. “A curiosidade é boa, mas sem conhecimento pode levar a erros. A educação financeira tem de canalizar essa energia e transformá-la em decisão informada.”

    Espanha e Europa: duas velocidades

    Espanha continua atrás de outros países europeus em matéria de educação financeira. Os intervenientes coincidiram no diagnóstico: um sistema educativo que não prioriza a formação prática, uma cultura que evita falar de dinheiro e uma confiança excessiva de que o Estado resolverá as necessidades económicas futuras.

    Apesar de tudo, há espaço para otimismo e uma sensação de oportunidade. Nota-se uma mudança de tendência nas novas gerações. “Há mais interesse, mais consciência e mais vontade de aprender. O importante agora é colocar-lhes à disposição as ferramentas adequadas”, comentou Bestard.

    O nosso compromisso com a educação financeira

    Na Urbanitae acreditamos que a educação financeira é chave para democratizar o investimento e fomentar a autonomia económica. Por isso lançámos a Urbanitae Academy, uma plataforma gratuita que ajuda qualquer pessoa — investidor ou não — a adquirir conhecimentos básicos sobre poupança, risco e investimento imobiliário.

    Continuamos a trabalhar em novos conteúdos e cursos que serão lançados antes do final do ano, com o objetivo de continuar a promover uma cultura financeira mais aberta, consciente e acessível a todos.

  • Investir a curto, médio ou longo prazo: como escolher a melhor estratégia

    Investir a curto, médio ou longo prazo: como escolher a melhor estratégia

    Toda estratégia de investimento deve partir de uma pergunta fundamental: para que precisas desse dinheiro e quando o vais precisar? A resposta determinará não só o tipo de ativo que escolhas, mas também o horizonte temporal mais adequado ao teu perfil. Investir a curto, médio ou longo prazo não é apenas uma questão de tempo, mas sim de equilíbrio entre rentabilidade, liquidez e risco.

    Neste artigo abordamos os pontos-chave de cada horizonte de investimento, as suas vantagens e desvantagens, e como escolher o mais adequado em função dos teus objetivos. A ideia é que cada investidor selecione o tipo de operação que melhor se adapta à sua situação pessoal e ao seu apetite pelo risco.

    Qual a diferença entre curto, médio e longo prazo?

    O investimento a curto prazo refere-se normalmente a operações com um horizonte inferior a 12 meses. O objetivo costuma ser preservar liquidez ou aproveitar uma oportunidade pontual, com uma recuperação relativamente rápida do capital. Os riscos são mais baixos quando se trata de ativos estáveis, embora a rentabilidade também possa ser limitada.

    O investimento a médio prazo abrange períodos entre 1 e 3 anos. Este horizonte permite assumir um pouco mais de risco e aceder a oportunidades com maior rentabilidade, sem que o capital fique imobilizado durante demasiado tempo. É uma estratégia habitual para quem pretende fazer crescer o património sem perder flexibilidade.

    O investimento a longo prazo, por sua vez, estende-se para além dos 3 anos. Aqui, o investidor dá prioridade à criação de valor sustentado, assumindo que não necessitará do capital a curto prazo. Em troca, pode optar por ativos mais rentáveis ou operações que requerem mais tempo para consolidar-se, como desenvolvimentos imobiliários completos ou estratégias de geração de rendimento estável.

    Tabela comparativa: curto prazo vs médio prazo vs longo prazo

    CritérioCurto prazoMédio prazoLongo prazo
    HorizonteMenos de 12 meses1 a 3 anosMais de 3 anos
    ObjetivoLiquidez e estabilidadeCrescer com flexibilidadeConstruir património e gerar rendimento
    LiquidezAltaMédiaBaixa
    RiscoBaixo a médioMédioMédio a alto
    RentabilidadeModeradaMédiaMédia a alta
    ExemplosBilhetes do Tesouro / dívida de curto prazo, depósitos a prazo, dívida de curto prazoObrigações, fundos mistos/balanceados, dívida a 12–24 mesesEquity imobiliário, renda (arrendamento), projetos de desenvolvimento
    Quando escolherSe podes precisar do dinheiro em breveSe procuras crescer sem imobilizar demasiadoSe priorizas objetivos de longo prazo

    Qual é a melhor opção para ti?

    Não existe uma resposta universal. A melhor opção depende do teu perfil de risco, dos teus objetivos financeiros e do teu horizonte temporal. Se procuras segurança e precisas de dispor do dinheiro em pouco tempo, provavelmente interessar-te-á optar por investimentos a curto prazo, com rentabilidade moderada e menor exposição. Se estás numa fase de crescimento patrimonial, poderás considerar operações de médio prazo, com alguma rentabilidade adicional. E se a tua prioridade é construir um património que gere rendimentos sustentados ou valorize o capital a longo prazo, o horizonte longo pode oferecer melhores resultados ajustados ao risco.

    Além disso, uma estratégia diversificada por prazos pode ajudar-te a equilibrar estabilidade, crescimento e disponibilidade de capital. Por exemplo, podes manter uma parte do teu investimento em projetos a curto prazo para assegurar liquidez, outra em operações de médio prazo com bom potencial de rentabilidade, e uma terceira em investimentos a longo prazo orientados para rendimentos recorrentes.

    Em todos os casos, convém ter em conta a tua situação financeira atual, as tuas necessidades de liquidez futuras e a tua tolerância ao risco. A Urbanitae oferece-te informação detalhada e clara em cada projeto, para te ajudar a tomar decisões informadas e ajustar a tua carteira em função destes critérios.

    Exemplos de carteiras por perfil de investidor

    PerfilCurtoMédioLongoObjetivo principalO que incluir
    Conservador60–70%20–30%10%Liquidez e estabilidadeDívida garantida com LTV baixo, bilhetes do Tesouro, depósitos a prazo
    Equilibrado30–40%40–50%20–30%Crescer com flexibilidadeDívida a 12–24 meses com plano de saída definido, projetos “ponte” (bridge)
    Dinâmico15–20%35–45%35–45%Capitalização (compounding) e criação de valorDívida com IRR esperado mais elevado e marcos claros, equity em desenvolvimentos e arrendamento a longo prazo

    Aviso: Estes exemplos são meramente ilustrativos e não constituem uma recomendação de investimento personalizada. Não devem ser seguidos à risca: adapta a estratégia aos teus objetivos, ao teu horizonte temporal, às tuas necessidades de liquidez e à tua tolerância ao risco.

    Conclusão

    Escolher bem o prazo de um investimento é tão importante como escolher o ativo. Compreender as diferenças entre investir a curto, médio e longo prazo permite-te construir uma estratégia equilibrada e adaptada aos teus objetivos reais. Graças a plataformas como a Urbanitae, hoje podes aceder a projetos bem estruturados em cada uma destas categorias, com informação transparente e a possibilidade de diversificar conforme as tuas necessidades.

    Investir com visão não é apenas procurar rentabilidade, mas sim alinhar cada decisão com o momento financeiro em que te encontras. O prazo importa, e geri-lo bem pode marcar a diferença entre um investimento bem-sucedido e uma oportunidade mal aproveitada.

  • Dia da Educação Financeira: investir com conhecimento é investir melhor

    Dia da Educação Financeira: investir com conhecimento é investir melhor

    Na próxima segunda-feira, 6 de outubro, celebra-se uma nova edição do Dia da Educação Financeira, promovida pela CNMV, pelo Banco de Espanha e pelo Ministério da Economia. Desde 2015, esta iniciativa procura sensibilizar para a importância de possuir conhecimentos básicos e ferramentas úteis para tomar decisões responsáveis em matéria de poupança e investimento.

    Na Urbanitae partilhamos essa visão e acreditamos que a educação financeira é a base para investir bem. Porque um bom investimento não consiste apenas em escolher um produto, mas em compreender os riscos, o horizonte temporal, os custos e as expectativas de rentabilidade que estão por detrás de cada decisão. O nosso objetivo é que o investidor disponha sempre da máxima informação para poder decidir com confiança.

    A transparência é um dos pilares da Urbanitae. Por isso, cada projeto que publicamos inclui informação detalhada sobre o plano de negócio, os prazos, a estratégia de saída, os riscos associados e as garantias. Além disso, realizamos um acompanhamento rigoroso de cada operação, mantendo os investidores informados em todas as fases do projeto.

    Urbanitae Academy: a formação que se adapta a si

    Mas o nosso compromisso com a educação financeira vai além da informação sobre os projetos. Em 2024 lançámos a Urbanitae Academy, uma plataforma de formação em investimento que se adapta a diferentes perfis e níveis de experiência.

    A Academy foi concebida para que qualquer pessoa possa aprender a investir com confiança, passo a passo. Lá podem encontrar-se conteúdos sobre os fundamentos básicos do investimento, gestão do risco, estratégias de diversificação ou o funcionamento do co-investimento imobiliário. Tudo com uma abordagem prática, acessível e progressiva.

    Já publicámos um primeiro curso sobre investimento imobiliário inteligente — que aborda os fundamentos do investimento, a gestão do risco, o investimento em bens imóveis, entre outros temas — e continuamos a trabalhar em novos conteúdos mais especializados, pensados para quem pretende aprofundar-se em áreas avançadas do investimento imobiliário e das finanças pessoais.

    Com a Urbanitae Academy queremos democratizar a educação financeira e incentivar cada vez mais pessoas a preocupar-se com o seu futuro económico. Porque quanto mais cedo começarmos a planear, mais fácil será alcançar a tranquilidade financeira que todos procuramos.

    VÍDEO: https://youtu.be/6T9MyHYmtYQ

    O tempo é ouro no investimento

    O Dia da Educação Financeira é uma oportunidade para recordar que as finanças pessoais não podem ser deixadas para a última hora. O planeamento é fundamental, e o tempo joga sempre a favor do investidor que começa cedo.

    Num contexto em que a sustentabilidade das pensões está cada vez mais pressionada, dispor de ferramentas de investimento e de formação é vital. Na Urbanitae trabalhamos para que os nossos investidores tenham ambas: projetos de investimento sólidos, máxima transparência e uma plataforma de educação financeira como a Academy, que os acompanha em cada etapa.

    Porque investir com conhecimento não é apenas investir melhor: é investir com futuro.

    O tempo é ouro no investimento

    O Dia da Educação Financeira é uma oportunidade para recordar que as finanças pessoais não podem ser deixadas para a última hora. O planeamento é fundamental, e o tempo joga sempre a favor do investidor que começa cedo.

    Num contexto em que a sustentabilidade das pensões está cada vez mais pressionada, dispor de ferramentas de investimento e de formação é vital. Na Urbanitae trabalhamos para que os nossos investidores tenham ambas: projetos de investimento sólidos, máxima transparência e uma plataforma de educação financeira como a Academy, que os acompanha em cada etapa.

    Porque investir com conhecimento não é apenas investir melhor: é investir com futuro.

  • Investimento imobiliário, bolsa ou criptomoedas? Rentabilidades na última década

    Investimento imobiliário, bolsa ou criptomoedas? Rentabilidades na última década

    Dentro do leque de possibilidades, há três tipos de ativos que se destacam pela sua popularidade: o investimento em imobiliário, Bolsa e criptomoedas. Investir deixou de ser um terreno exclusivo das grandes fortunas e passou a ser uma opção cada vez mais comum para o público em geral e os investidores de retalho. Embora os três partilhem protagonismo, não estão associados ao mesmo nível de risco nem apresentaram a mesma rentabilidade ao longo dos últimos 10 anos.

    A evolução do setor imobiliário

    O setor imobiliário consolidou-se como um dos mais atrativos para investir, tanto para capital nacional como internacional. De facto, este ano, segundo a consultora Colliers, Espanha posicionou-se pela primeira vez entre os cinco países que mais investimento internacional captaram em commercial real estate. Dentro deste mercado, a habitação continua a ser um dos ativos mais procurados, pela sua função de refúgio face às crises económicas, uma vez que tende a manter ou até aumentar o seu valor perante fatores como a inflação ou a volatilidade dos mercados financeiros.

    Um dos critérios mais esclarecedores para analisar a evolução do setor imobiliário na última década é a diferença no custo por metro quadrado, por exemplo, em Madrid; pois permite comparar no tempo e entre zonas distintas, independentemente do tamanho total da habitação. Segundo o portal Idealista, após a crise de 2008, que afetou especialmente o setor imobiliário e provocou uma forte queda nos preços, iniciou-se a recuperação em 2015, com um valor médio de 2.735 € por metro quadrado. Posteriormente, manteve-se estável até 2018, atingindo os 3.644 € por metro quadrado, impulsionado por uma maior procura, baixas taxas de juro e o atrativo do investimento imobiliário. No entanto, estes “anos de vacas gordas” terminaram em 2020, quando a irrupção da pandemia paralisou a economia global, reduziu a mobilidade e gerou incerteza, afetando o setor e provocando quedas significativas no valor dos imóveis devido à escassa procura e ao excesso de oferta.

    A recuperação chegou em 2021, com uma tendência de subida e um crescimento médio anual de 9,2%, até atingir 4.952 euros/m², segundo o portal imobiliário. Este aumento sustentado deveu-se à escassez de oferta, ao aumento do custo dos materiais de construção, ao crescimento do arrendamento turístico e à pressão do investimento estrangeiro, gerando a atual situação de tensão no acesso à habitação em todo o país. Uma situação que não parece mudar a curto prazo. Especialistas como a CBRE, no seu último relatório semestral, indicam que as avaliações mais elevadas continuam a concentrar-se no setor residencial. A consultora destaca que, apesar da incerteza e da volatilidade do contexto, o interesse dos investidores continuará elevado, enquanto a falta de oferta continuará a provocar correções em alta nos preços.

    Entre os ativos imobiliários alternativos, a Urbanitae, plataforma líder em crowdfunding imobiliário, acumula uma rentabilidade média superior a 12% desde o seu lançamento em 2019. Desde então, a proptech impulsionou mais de 220 projetos com um volume superior a 510 milhões de euros através de mais de 210.000 investimentos. Nestes seis anos, a Urbanitae devolveu aos seus investidores mais de 105 milhões de euros, consolidando-se como uma opção diferenciada e real para quem procura investir ou diversificar a sua carteira através de ativos imobiliários alternativos com uma rentabilidade interessante.

    Rentabilidade e comportamento da Bolsa espanhola

    Segundo a CaixaBank Research, a bolsa espanhola tem sido historicamente mais volátil e sofreu quedas mais acentuadas em tempos de crise quando comparada com mercados europeus mais diversificados. No entanto, desde as fortes quedas entre 2008 e 2012, resultantes da crise financeira que afetou negativamente a bolsa devido ao colapso dos mercados, à queda da confiança dos investidores, à falta de crédito e à recessão económica, o Ibex 35 tem vindo a recuperar progressivamente. Entre 2015 e 2020, manteve-se num intervalo relativamente estável, com oscilações entre os 6.482 pontos (mínimos registados durante a pandemia) e os 9.700. A partir de 2023 iniciou uma subida intensa, consolidada em 2024 e 2025.

    Assim, nos últimos dez anos, passou de 9.500 pontos, registados em setembro de 2015, para quase 16.000 pontos este ano, o que representa uma variação percentual de 64,7%. No entanto, ao calcular a rentabilidade média até 2024, esta mal ultrapassa os 2%.

    As criptomoedas

    Mas, se há um ativo que está “na moda”, são as criptomoedas. O seu crescimento, contudo, não tem estado isento de riscos nem de polémica, uma vez que é um ativo altamente volátil, cujas subidas e descidas o tornam uma opção não adequada para todos os investidores.

    O maior crescimento observa-se no Bitcoin. Embora tenha sido criado em 2008, num contexto de crise financeira global, só em 2010 o seu uso deixou de ser experimental, com um valor de cerca de 40 dólares. Em 2014, em plena recuperação pós-crise, um Bitcoin valia 300 €. Em 2021, o preço rondava os 64.000 €, e chegou a ultrapassar os 100.000 € em 2025. Isto significa que alguns investidores obtiveram lucros notáveis, enquanto outros sofreram perdas significativas em períodos curtos, o que, em muitos casos, gerou pânico e vendas massivas.

    O que se pode afirmar sobre o Bitcoin é que, devido à sua mineração limitada a 21 milhões de unidades, continua a reproduzir o seu ciclo através dos halving, o que tem trazido alguma tranquilidade a parte dos investidores.

    No primeiro halving, realizado a 28 de novembro de 2012, a criptomoeda passou de cerca de 12 dólares para 1.150 em dezembro de 2013, multiplicando o seu preço quase por cem. O segundo halving, a 9 de julho de 2016, elevou o valor de 650 dólares para quase 20.000 no final de 2017 — um aumento de 54 vezes. O terceiro halving, ocorrido a 11 de maio de 2020, impulsionou o preço de 8.600 dólares para 64.000 em abril de 2021, marcando um máximo histórico e multiplicando a cotação por 13. Quanto ao quarto halving, e apesar do prolongado “inverno cripto” que durou mais de um ano com quedas de até 60%, o Bitcoin ainda mostra um crescimento de 7,5 vezes em relação ao anterior.

    Por outro lado, ao longo da última década, diversos acontecimentos geopolíticos deixaram a sua marca na evolução do preço do Bitcoin. Durante o primeiro mandato de Donald Trump, iniciado em 2016, a falta de clareza regulatória e as suas declarações críticas em relação às criptomoedas geraram episódios de volatilidade, embora o contexto económico tenha favorecido a especulação que culminou nos máximos alcançados em 2017. Em setembro de 2021, El Salvador marcou um precedente mundial ao adotar o Bitcoin como moeda legal, impulsionando inicialmente a sua cotação, embora também tenha provocado correções devido às dúvidas sobre a sua aplicação real.

    Por fim, entre 2022 e 2023, a aprovação dos primeiros ETF de Bitcoin à vista nos Estados Unidos atraiu capital institucional e consolidou o seu estatuto como ativo financeiro desregulado. Em 2025, Donald Trump voltou a colocar o Bitcoin no centro do debate global ao propor a criação de uma reserva estratégica nacional, reforçando a perceção do ativo como um potencial valor de Estado — e até lançou o seu próprio memecoin, o $Trump, que, na verdade, não teve grande sucesso.

  • 4 métricas-chave para investir com acerto

    4 métricas-chave para investir com acerto

    Quando se trata de investimentos, especialmente no setor imobiliário, um dos maiores obstáculos costuma ser a terminologia. Por isso trazemos-te 4 métricas básicas que deves conhecer antes de investir. Conceitos como TIR, cash flow, rentabilidade ou Cash-on-Cash podem parecer técnicos ao início, mas são fundamentais para avaliar se um investimento se adequa aos teus objetivos financeiros e ao teu perfil de risco.

    Neste artigo revemos as quatro métricas chave que vale a pena compreender antes de investir. Todas estão explicadas de forma acessível e prática, com o objetivo de que qualquer investidor — principiante ou mais experiente — possa tomar decisões informadas. Compreender estes termos não só te ajudará a analisar melhor cada projeto, como também a interpretar corretamente as oportunidades de investimento.

    TIR: a rentabilidade ajustada ao tempo

    A taxa interna de rentabilidade (TIR) é uma das métricas mais utilizadas para avaliar a rentabilidade de um investimento. Representa o rendimento médio anual esperado ao longo de toda a duração do projeto, tendo em conta tanto as entradas como as saídas de capital.

    Em outras palavras, a TIR indica a que ritmo cresceria o capital investido se todos os fluxos intermédios fossem reinvestidos à mesma taxa. É especialmente útil para comparar investimentos com diferentes durações ou estruturas. Por exemplo, na Urbanitae a TIR é uma das principais referências apresentadas em cada projeto, pois resume de forma clara a rentabilidade esperada.

    Um projeto com uma TIR de 12 % implica, teoricamente, que o dinheiro investido se valorizará a esse ritmo anual durante o tempo que durar o investimento. Convém, no entanto, recordar que a TIR se baseia em projeções e, embora seja muito útil para comparar, não garante resultados futuros.

    Cash-on-Cash (CoC): o que realmente recebes

    Enquanto a TIR é uma métrica mais teórica e baseada em simulações, o Cash-on-Cash Return (CoC) reflete a rentabilidade real anual em dinheiro que recebes em relação ao teu investimento inicial. É particularmente útil quando se analisam projetos que geram fluxos de caixa regulares, como arrendamentos.

    Por exemplo, se investires 10.000 € e receberes 800 € num ano em rendimentos líquidos, o teu CoC será de 8 %. Ao contrário da TIR, não tem em conta o valor de revenda nem fluxos futuros, mas apenas o retorno imediato, ano após ano.

    Esta métrica é muito valorizada por investidores que procuram liquidez ou rendimentos periódicos, pois permite saber qual o retorno em dinheiro que podem esperar enquanto o investimento permanece ativo. Em projetos imobiliários de arrendamento ou em desenvolvimentos com pagamentos intercalares, o CoC ajuda a avaliar se o retorno operacional está alinhado com as expectativas.

    Rentabilidade bruta e líquida: o que se promete e o que realmente fica

    Quando falamos de rentabilidade imobiliária, é importante distinguir entre dois conceitos: a rentabilidade bruta e a líquida. A rentabilidade bruta é simplesmente a percentagem que representa o lucro sobre o capital investido, sem considerar despesas, impostos ou comissões. É o primeiro número normalmente comunicado como atrativo inicial do projeto.

    No entanto, a rentabilidade líquida é a que realmente interessa ao investidor. É o resultado de subtrair todos os custos associados ao projeto (gestão, impostos, encargos financeiros, etc.) ao rendimento bruto. Em plataformas como a Urbanitae, todos os projetos apresentam de forma clara as projeções de rentabilidade e os custos associados, permitindo calcular uma estimativa razoável do lucro final.

    Compreender esta diferença é crucial para avaliar de forma realista o retorno esperado. Uma rentabilidade bruta atrativa pode reduzir-se significativamente se os custos forem elevados ou se os prazos se prolongarem além do previsto.

    Cash flow: o ritmo financeiro do projeto

    O cash flow ou fluxo de caixa indica o movimento real de dinheiro que entra e sai de um investimento ao longo do tempo. Em projetos imobiliários pode haver cash flow negativo no início (fase de aporte de capital e custos de obra) e cash flow positivo no fim (com a venda do ativo ou a geração de rendimentos de arrendamento).

    Analisar o cash flow permite compreender quando recuperarás o teu investimento e em que momentos podes esperar retornos. Isto é especialmente relevante se precisares de planear a tua liquidez pessoal ou se estiveres a comparar projetos com prazos distintos.

    A Urbanitae disponibiliza esta visão detalhada nos seus projetos, com gráficos e calendários que mostram como evoluirão os fluxos ao longo do ciclo do investimento. Assim podes saber se a oportunidade se enquadra no teu planeamento financeiro.

    Conclusão

    Investir com critério não significa prever o futuro, mas compreender o que está por detrás de cada número. Conhecer e interpretar métricas como a TIR, o Cash-on-Cash, a rentabilidade líquida ou o fluxo de caixa permite-te avaliar cada oportunidade com maior objetividade e ajustar as tuas expectativas à realidade de cada projeto.

    Graças a plataformas como a Urbanitae, hoje é possível aceder a investimentos imobiliários profissionais com informação clara, métricas normalizadas e ferramentas que facilitam a tomada de decisões. Aprender a utilizar estes indicadores não só melhora a tua capacidade como investidor, como também ajuda a construir uma estratégia coerente, rentável e adaptada ao teu perfil.

  • Investimento sustentável e responsável em 2025: tendência real ou simples moda?

    Investimento sustentável e responsável em 2025: tendência real ou simples moda?

    Durante anos, a sustentabilidade no mundo do investimento foi vista como algo acessório. Interessante, sim, mas não necessariamente rentável. Isso mudou. Em 2025, falar de investimento responsável já não é uma questão de imagem, mas de rentabilidade futura, redução de riscos e adaptação regulamentar. A eficiência energética, o impacto social e os critérios ESG estão a tornar-se variáveis fundamentais na avaliação de qualquer projeto, especialmente no setor imobiliário.
    Esta mudança não é apenas impulsionada por uma maior sensibilidade social, mas também por uma realidade regulatória e económica: os edifícios que não cumprirem os padrões de sustentabilidade previstos para os próximos anos perderão valor. E quem investir hoje em projetos eficientes, bem concebidos e responsáveis estará melhor posicionado. Plataformas como a Urbanitae já estão a incorporar estas tendências na sua estratégia, apostando em projetos que respondem a uma procura real de futuro.

    Novos motores de mudança

    O que até há pouco tempo se associava apenas à consciência ambiental está a entrar de forma plena na lógica financeira. Em Espanha, o parque habitacional continua a ser maioritariamente antigo: mais de 80 % dos edifícios têm uma classificação energética baixa. As novas normas europeias exigem que, em menos de uma década, as habitações que não cumpram determinados níveis de eficiência não possam ser arrendadas nem vendidas sem obras de reabilitação.
    Isto abriu duas linhas claras de oportunidade: a reabilitação energética de ativos já existentes e o desenvolvimento de edifícios sustentáveis de raiz. Ambas geram valor não só por responsabilidade ambiental, mas também porque reduzem custos operacionais, garantem o cumprimento legal e aumentam a atratividade para o utilizador final.
    Ao mesmo tempo, os investidores — também os particulares — começam a valorizar mais do que nunca fatores como os custos energéticos futuros, a resiliência perante crises climáticas ou de abastecimento, ou a capacidade de um ativo manter o seu valor a longo prazo. Isto está a reconfigurar a análise tradicional de riscos e a transformar a sustentabilidade numa clara vantagem competitiva.

    Não é uma moda, é o novo padrão

    Falar de sustentabilidade já não chega: a chave está em como é incorporada. Os edifícios que reduzem emissões, consomem menos energia, integram sistemas inteligentes e se adaptam melhor às exigências regulamentares estão a ser mais valorizados. Não apenas no papel, mas em preços de mercado, taxas de ocupação e custos operacionais.
    Além disso, os projetos com enfoque responsável estão a demonstrar uma maior estabilidade a longo prazo. Têm menor rotatividade de inquilinos, menos despesas imprevistas e melhor aceitação social e financeira. Para muitos investidores, isto significa não só alinhar investimento e valores, mas também proteger o seu capital num contexto mais complexo.
    Por isso, longe de ser uma moda passageira, a sustentabilidade já está a definir a forma como os projetos são concebidos, financiados e investidos. O mercado está a premiar essa antecipação e quem não se adaptar terá dificuldades em manter a rentabilidade dos seus ativos nos próximos anos.

    Conclusão

    A sustentabilidade deixou de ser um “extra” para se tornar uma condição. O investidor que procura valor em 2025 não vai olhar apenas para a rentabilidade esperada, mas também para a eficiência, regulamentação e resiliência. A boa notícia é que já existem hoje ferramentas e plataformas — como a Urbanitae — que permitem participar em projetos com critérios ESG desde fases muito iniciais e com análises rigorosas.
    Investir de forma responsável não significa abdicar da rentabilidade. Pelo contrário: significa compreender que o valor de um ativo não se mede apenas em margens, mas na sua capacidade de resistir ao tempo, responder a novas exigências e continuar a gerar rendimentos quando outros começarem a falhar. Essa é a direção que o mercado já tomou. A questão agora não é se é rentável ser sustentável, mas se é rentável não o ser.

  • Investimentos de curto prazo: como alcançar rentabilidade com estratégia

    Investimentos de curto prazo: como alcançar rentabilidade com estratégia

    Os investimentos de curto prazo ocupam um espaço essencial na estratégia de qualquer aforrador ou investidor que procure rentabilizar o seu capital sem o comprometer durante longos períodos. Seja para otimizar a gestão da liquidez ou como antesala de decisões de investimento mais ambiciosas, o investimento de curto prazo exige uma combinação de prudência, agilidade e uma correta avaliação do risco.

    Mas nem todas as alternativas são válidas para quem procura rentabilizar o seu dinheiro num curto período de tempo. Algumas opções prometem segurança e liquidez. Outras, embora populares, podem revelar-se mais complexas ou arriscadas. Vejamos as principais alternativas disponíveis – e as que convém evitar – para investir com cabeça e bem informado.

    O que entendemos por curto prazo?

    Geralmente, um investimento financeiro considera-se de curto prazo quando o seu horizonte temporal se situa entre algumas semanas e, no máximo, doze meses. O seu objetivo não é tanto construir património, mas sim preservar o capital, gerar uma rentabilidade modesta ou ganhar tempo enquanto se decide o destino final dos fundos.

    O curto prazo impõe, portanto, condições claras: liquidez, baixo risco e previsibilidade. Este intervalo temporal distingue-se dos investimentos de médio prazo, que se realizam entre um e cinco anos, e dos de longo prazo, que têm uma duração superior a cinco anos.

    Principais ativos de curto prazo

    OpçãoHorizonte típicoRiscoLiquidezVantagem-chavePonto de atenção
    Conta remuneradaSemanas a mesesMuito baixoImediataSimplicidadeA taxa pode variar
    Depósito a prazo3–12 mesesMuito baixoLimitadaTaxa acordadaPenalização por resgate antecipado
    Bilhetes do Tesouro3–12 mesesBaixoAlta (mercado secundário)Vencimento definidoPreço se vender antes do vencimento
    Fundo monetário1–12 mesesBaixoResgate em 1–2 diasEstabilidadeComissões e hora de corte
    Renda fixa de curto prazo6–24 mesesBaixo–médioAltaPotencial de retorno extraSensível às taxas de juro
    Crowdfunding imobiliário de curto prazo6–18 mesesMédioMenorPotencial de rentabilidadeRisco do projeto

    Onde faz sentido investir a curto prazo?

    Como em qualquer investimento, o sucesso não está garantido — sobretudo a curto prazo. Mas estas opções são razoáveis.

    1. Depósitos bancários e contas remuneradas

    São a fórmula clássica para quem prioriza a segurança. O seu principal atrativo é a rentabilidade conhecida antecipadamente e a liquidez imediata. Embora o rendimento possa ser baixo, sobretudo em contextos de taxas de juro reduzidas, são uma ferramenta eficaz para perfis conservadores ou para fundos necessários a curto prazo.

    2. Bilhetes do Tesouro

    Estes ativos de dívida pública de curto prazo – emitidos a 3, 6, 9 ou 12 meses – constituem uma alternativa de risco muito baixo, adequada para investidores que desejam estacionar o seu dinheiro durante um período breve sem abdicar totalmente da rentabilidade. Podem ser adquiridos a partir de 1.000 euros e negociam-se facilmente no mercado secundário caso seja necessário recuperar o capital antes do vencimento.

    3. Fundos de investimento conservadores

    Alguns fundos investem exclusivamente em ativos de rendimento fixo de curto prazo, como obrigações corporativas de alta qualidade ou dívida soberana com vencimentos próximos. A sua volatilidade é reduzida e têm elevada liquidez: é comum ter o dinheiro disponível entre um e três dias após a ordem de reembolso. Podem ser uma opção interessante para investidores que procuram uma rentabilidade ligeiramente superior à de um depósito, sem assumir um risco elevado.

    4. Crowdfunding imobiliário de curta duração

    O crescimento do crowdfunding abriu a porta a projetos imobiliários de duração limitada – alguns de apenas alguns meses – com rentabilidades atrativas. Embora não esteja isento de risco, este veículo permite, com plataformas como a Urbanitae, diversificar, entrar com montantes moderados e participar no mercado imobiliário sem necessidade de comprar um ativo completo – embora também seja possível fazê-lo.

    Benefícios no curto prazo

    • Elevada liquidez com acesso rápido ao dinheiro em contas remuneradas e fundos monetários.
    • Visibilidade do vencimento em depósitos a prazo e bilhetes do Tesouro, útil para alinhar datas de despesas.
    • Estabilidade do valor em monetários e renda fixa de curto prazo, com menor volatilidade do que a bolsa.
    • Simplicidade operacional e acompanhamento claro, adequado para gerir tesouraria e objetivos próximos.
    • Diversificação acessível com tickets baixos e muitas emissões na carteira.
    • Potencial adicional ao combinar crowdfunding imobiliário de curto prazo dentro de uma alocação prudente.

    Onde não convém investir se pensa a curto prazo?

    O melhor ativo quando falamos de investimento é o tempo. Pelo menos, para a maioria dos investidores. Por isso, não é aconselhável encarar estes investimentos como um caminho rápido para o lucro.

    1. Bolsa

    Apesar da sua liquidez, os mercados bolsistas apresentam uma elevada volatilidade em prazos curtos. Prever o comportamento das ações em poucas semanas ou meses é extremamente difícil, mesmo para investidores experientes. O risco de sofrer perdas significativas antes de conseguir sair do investimento é bastante elevado neste caso.

    2. Rendimento fixo a longo prazo

    Apesar de poder parecer seguro, as obrigações de longa duração acarretam riscos importantes se não forem mantidas até ao vencimento. As flutuações das taxas de juro afetam muito mais estes títulos, que podem sofrer quedas relevantes na sua cotação no mercado secundário. Isto torna-os inadequados para estratégias de curta duração.

    3. Fundos de investimento com elevada exposição ao risco

    A liquidez destes fundos pode induzir em erro: o facto de ser possível resgatar o dinheiro rapidamente não significa que o seu valor seja estável. Fundos com forte exposição a ações, dívida de baixa qualidade ou setores voláteis não são recomendáveis para horizontes curtos, salvo se houver elevada tolerância ao risco e à possível perda de capital.

    Como se enquadra o curto prazo numa estratégia global?

    Os investimentos de curto e longo prazo não devem ser vistos como excludentes, mas sim como partes complementares de uma estratégia financeira sólida. O curto prazo pode cumprir funções tão diversas como proteger capital enquanto se aguardam outras decisões, cobrir necessidades futuras de liquidez ou responder a condições específicas do mercado.

    O investidor deve, no entanto, ser honesto consigo mesmo: que nível de risco está disposto a assumir? Em que prazo poderá necessitar do capital? Qual é o verdadeiro objetivo do investimento? Só a partir destas respostas será possível escolher o instrumento adequado. Num contexto em que a inflação pode corroer o poder de compra mesmo em poucos meses, ter o capital bem colocado – e não simplesmente imobilizado – pode fazer toda a diferença.

    Perguntas frequentes

    O que faço se as taxas de juro subirem ou descerem?

    Com subidas rápidas, reveja a escada de vencimentos e reinvista em prazos mais curtos para captar melhores taxas. Com descidas, priorize custos baixos e evite concentrar tudo num único vencimento.

    Que comissões convém vigiar?

    • Depósitos a prazo: penalização por resgate/cancelamento antecipado.
    • Bilhetes do Tesouro: comissões do canal/intermediário e custos de custódia/guarda.
    • Fundos: despesa total anual (TER) e custos da plataforma.
    • Crowdfunding: comissões do projeto e despesas associadas.

    Quais são os principais riscos dos investimentos de curto prazo?

    • Risco de taxa de juro, que pode mexer com os preços da renda fixa, sobretudo se vender antes do vencimento.
    • Risco de inflação, que reduz a rentabilidade real quando as taxas normalizam.
    • Custos de gestão, custódia e plataforma, que pesam mais em horizontes curtos.
    • Penalizações por cancelamento/resgate em depósitos com vencimento fechado.
    • Risco de crédito do emissor: probabilidade de incumprimento baixa, mas existente em dívida e em projetos de crowdfunding.
    • Liquidez não garantida no crowdfunding imobiliário, com possível espera até ao fecho do projeto.
  • O 2.º trimestre fecha com o maior aumento de investimento dos últimos três anos

    O 2.º trimestre fecha com o maior aumento de investimento dos últimos três anos

    O setor imobiliário espanhol registou níveis recorde com o maior aumento de investimento durante o segundo trimestre do ano. Assim o indica o mais recente relatório da BNP Paribas Real Estate, que aponta para um aumento de 52 % em relação ao trimestre anterior e de 106 % em termos homólogos, atingindo os 4.582 milhões de euros. Trata-se do valor mais elevado desde o terceiro trimestre de 2022.

    Este forte dinamismo deve-se ao novo papel que a Espanha desempenha no contexto europeu, posicionando-se como um destino prioritário tanto para capital nacional como estrangeiro.

    No que diz respeito à distribuição por segmentos neste período, os ativos alternativos lideraram o investimento com 1.204 milhões de euros (26 % do total), seguidos de perto pelo setor hoteleiro, com 1.171 milhões (26 %). A seguir surgem os escritórios, com 793 milhões (17 %); o residencial, com 665 (14 %); o retalho, com 542 (12 %); e o logístico, com 201 (5 % do volume total).

    Os sucessivos ajustes das taxas de juro, as boas perspetivas macroeconómicas e a solidez da procura por parte dos utilizadores colocam a Espanha como um dos mercados mais atrativos da zona euro, segundo a consultora. No primeiro semestre, o investimento ascende a 7.583 milhões de euros, o que representa uma melhoria de 52 % face ao mesmo período de 2024.

    As ilhas concentram quase 30 % das operações hoteleiras

    O setor hoteleiro consolida-se como um dos mais promissores dentro do mercado imobiliário, com um capital mobilizado que supera os 1.110 milhões de euros, impulsionado em grande parte pelo crescimento do turismo. A Espanha continua a receber um número crescente de visitantes, e alguns especialistas preveem que em 2025 se atinjam os 98 milhões de turistas, o que representaria um aumento de 4 % face ao ano anterior.

    O clima favorável, a qualidade da oferta hoteleira e as perspetivas económicas positivas estão a impulsionar o crescente interesse dos investidores neste segmento. Só na primeira metade do ano, as transações hoteleiras somaram 1.610 milhões de euros, com um crescimento homólogo de 16 %.

    Entre os destinos mais relevantes destacam-se Baleares e Canárias, que concentraram 28 % de todas as transações, e a Catalunha, que liderou o ranking como a comunidade autónoma com maior fluxo de capital. Neste contexto, destaca-se especialmente a compra de três hotéis em Arona (Tenerife) por 430 milhões de euros, a maior operação do semestre nesta categoria de ativos.

    Esta tendência também se reflete nos resultados do inquérito Hotel Investor Survey 2025 da CBRE, que coloca a Espanha como o destino europeu de maior interesse para os investidores pelo segundo ano consecutivo.

    Madrid lidera o investimento residencial

    O setor residencial continua também a apresentar um desempenho destacado, segundo a BNP Paribas Real Estate. Durante o segundo trimestre foram registadas 27 operações, com um total transacionado de 1.336 milhões de euros, mais 25 % do que em 2024.

    Um dos motores deste crescimento é o aumento das mudanças de uso, especialmente de escritórios para habitações de alto padrão. A consultora sublinha que “a compra de imóveis de escritórios para os transformar em habitações de luxo” está na origem de muitas das transações atuais. Um exemplo claro é a aquisição, por parte do fundo Argis, de um complexo de escritórios no distrito madrileno de Chamartín, que será reconvertido em 71 habitações.

    Do ponto de vista geográfico, Madrid lidera claramente o mercado, concentrando 52 % das operações, seguida por Barcelona, com 34 %. Em ambas as cidades, os fundos de investimento foram os principais protagonistas.

    O High Street impulsiona o investimento em retalho

    No que respeita ao segmento de retalho, a BNP Paribas estima um investimento de 542 milhões de euros no segundo trimestre e um total acumulado de 1.588 milhões na primeira metade do ano. Destaca-se a aquisição do centro comercial Espacio Mediterráneo, em Cartagena, por parte da Lighthouse, por um valor de 135 milhões de euros.

    O relatório também assinala a boa dinâmica do segmento High Street, que concentrou 48 % das operações. Esta tendência reflete uma recuperação do comércio físico, com um investimento 22 % superior ao de 2024, deixando para trás as dúvidas geradas nos últimos anos devido às mudanças nos hábitos de consumo.

    Neste sentido, a Savills destaca que os parques comerciais inaugurados nos últimos cinco anos se adaptaram ao novo consumidor, integrando mais operadores de lazer e restauração para melhorar a experiência de compra. A consultora prevê que, durante o resto do ano, sejam largamente superados os níveis de investimento de 2024, com operações previstas no valor de até 2.000 milhões de euros. Os centros comerciais surgem como os ativos mais procurados pelos investidores, tanto em volume como em número de transações.

  • Investir com a Urbanitae passo a passo: módulo 4 da Academy

    Investir com a Urbanitae passo a passo: módulo 4 da Academy

    A Urbanitae Academy continua a crescer. Depois de aprenderes os fundamentos do investimento, compreenderes os riscos e explorares os diferentes tipos de investimento imobiliário, o módulo 4 da Academy foca-se no mais prático: como investir em projetos da Urbanitae. Se já concluíste os módulos anteriores e estás a pensar dar o passo para o teu primeiro investimento, este conteúdo é para ti.

    Lembra-te que a Urbanitae Academy está em fase beta e que o acesso é preferencial para os nossos investidores. O curso está disponível em espanhol e inglês, e por agora recomendamos que o faças a partir de um computador para uma melhor experiência.

    Tal como os restantes módulos da Academy, este quarto módulo está alojado na Kwantic, uma plataforma de aprendizagem de última geração que permite personalizar o teu percurso formativo. Depois de te registares com o teu e-mail e palavra-passe, terás acesso direto a todos os conteúdos do curso.

    O que vais aprender neste módulo?

    O módulo 4 ensina-te a navegar facilmente pela plataforma da Urbanitae, a compreender o processo de seleção de projetos, a comparar os diferentes tipos de investimento disponíveis – mais-valias, dívida e rendas – e a calcular a rentabilidade estimada de cada projeto.

    Eis alguns dos principais pontos abordados:

    • O valor que a Urbanitae oferece enquanto plataforma de crowdfunding imobiliário.
    • Como os projetos são selecionados: desde a análise do promotor até à validação técnica, financeira e comercial.
    • Como os investimentos são protegidos: uso de sociedades veículo (SPV), participação do promotor, garantias hipotecárias e muito mais.
    • Como comparar projetos: diferenças entre equity, dívida e projetos de rendimento.
    • Como medir a rentabilidade: CoC, rentabilidade total estimada e TIR.
    • Como te registares e começares a investir passo a passo.

    O processo, explicado com total transparência

    Um dos aspetos mais relevantes do módulo é a explicação das medidas que a Urbanitae toma para reduzir o risco dos investimentos. Desde a rigorosa seleção dos projetos até ao uso de garantias reais e à exigência de que o promotor invista capital próprio, todas as decisões visam alinhar os interesses dos investidores e maximizar a segurança.

    Além disso, o módulo mostra-te como avaliar diferentes projetos com recurso a métricas como a rentabilidade total estimada ou a TIR – taxa interna de rentabilidade. Vais também compreender melhor como interpretar os diferentes cenários de rentabilidade apresentados em cada projeto.

    Que tipo de investidor és tu?

    O módulo 4 inclui ainda uma atividade final que te ajuda a identificar o teu perfil de investidor e a descobrir que tipo de projetos são mais adequados para ti: desde perfis conservadores que priorizam a estabilidade até perfis mais agressivos que procuram maiores rendimentos assumindo mais risco.

    Dá o próximo passo

    A Urbanitae Academy não se limita a formar-te: prepara-te para investires com critério e segurança. Se já definiste os teus objetivos financeiros e conheces a tua tolerância ao risco, este módulo vai ajudar-te a transformar conhecimento em ação.

    📚 Ainda não te registaste? Espreita a versão beta da Urbanitae Academy.

  • Tens dúvidas sobre o risco ao investir? A Urbanitae Academy ajuda-te a esclarecê-las

    Tens dúvidas sobre o risco ao investir? A Urbanitae Academy ajuda-te a esclarecê-las

    Risco ao investir Urbanitae Academy é o tema do segundo módulo, totalmente dedicado a compreender o que implica investir e como gerir o risco. Que riscos corro ao investir? Como posso proteger-me? E se não fizer nada com as minhas poupanças? Estas são perguntas frequentes entre quem está a começar e tem dúvidas sobre o risco… e também entre muitos que já investem há algum tempo.

    Urbanitae Academy é a nova plataforma formativa da Urbanitae, pensada para te ajudar a aprender ao teu ritmo e investir à tua maneira. Já disponível em fase beta, esta academia oferece conteúdos em espanhol e inglês, através da Kwantic, uma plataforma de aprendizagem de última geração. Por agora, recomendamos o acesso através de computador para uma melhor experiência.

    O que vais aprender neste módulo sobre o risco ao investir na Urbanitae Academy?

    O Módulo 2 da Urbanitae Academy, intitulado “Gestão do risco”, foi desenhado para te ajudar a compreender em profundidade os diferentes tipos de risco existentes no mundo dos investimentos e como geri-los de forma inteligente. Aqui ficam alguns pontos-chave:

    1. Que tipos de riscos existem?

    Vais aprender a distinguir entre riscos sistémicos (como uma crise económica) e não sistémicos (como os que afetam uma empresa específica). Também vais explorar conceitos importantes como a volatilidade ou o risco de crédito, explicados de forma clara.

    💬 Spoiler: não investir também acarreta riscos. Deixar o teu dinheiro parado pode fazê-lo perder valor devido à inflação.

    2. Estratégias para te protegeres

    Diversificar os teus investimentos, manter a calma quando o mercado sobe ou desce, evitar decisões impulsivas… Todas estas práticas fazem parte de uma boa gestão do risco, e este módulo oferece-te ferramentas práticas para as aplicares.

    3. Quem te protege?

    Também te explicamos como funciona a regulação do mercado e que entidades protegem os interesses do investidor, como a CNMV, a ESMA ou o Fundo de Garantia de Investimentos (Fogain).

    🛡️ Investir com conhecimento também significa saber quais são os teus direitos e onde podes informar-te corretamente.

    4. E tu, que tipo de investidor és?

    Para tomar boas decisões, precisas de te conhecer. Este módulo ajuda-te a descobrir o teu perfil de risco – conservador, moderado ou agressivo – e a perceber como ajustá-lo à tua situação pessoal, aos teus objetivos e ao teu horizonte temporal.

    Aprende ao teu ritmo. Investe à tua maneira.

    Saber gerir o risco é essencial para investir com consciência. Não se trata de eliminar o risco ao investir (isso é impossível), mas sim de compreendê-lo, aceitá-lo de forma razoável e agir com estratégia. Este módulo da Urbanitae Academy dá-te as bases para o fazeres, com uma abordagem didática e aplicável desde o primeiro momento.

    Lembra-te: a Urbanitae Academy já está disponível em fase beta para todos os investidores registados. Só precisas do teu email e de uma palavra-passe para aceder. Está alojada na plataforma Kwantic e, por agora, recomendamos o acesso via computador.

  • Fundos de investimento imobiliário: vantagens, riscos e alternativas

    Fundos de investimento imobiliário: vantagens, riscos e alternativas

    Os fundos de investimento imobiliário consolidaram-se como uma alternativa acessível para participar no setor sem necessidade de comprar diretamente um imóvel. O mercado imobiliário continua a ser um dos destinos preferidos para quem procura investir a longo prazo. A estabilidade dos ativos, o potencial de valorização e a possibilidade de gerar rendimentos recorrentes mantêm o setor imobiliário atrativo, mesmo em contextos de incerteza. No entanto, nem todos os investidores estão em condições de adquirir um imóvel ou de gerir um arrendamento.

    O que são fundos de investimento imobiliário?

    Os fundos de investimento imobiliário são um veículo financeiro coletivo que reúne o capital de diferentes investidores para o aplicar na compra, gestão e exploração de ativos imobiliários. Estes ativos podem ser habitações, escritórios, centros logísticos, espaços comerciais, hotéis ou até terrenos para o desenvolvimento de novos projetos. O investidor não compra diretamente um imóvel, mas sim participações no fundo, o que lhe confere o direito a uma parte proporcional dos lucros gerados por esses ativos, quer através de rendas, quer por valorização no momento da venda.

    A principal vantagem é que estes fundos são geridos por profissionais, permitindo ao investidor delegar totalmente a tomada de decisões e a gestão operacional. A equipa gestora seleciona os imóveis, analisa-os, adquire-os, arrenda-os, mantém-nos e pode até vendê-los no momento mais oportuno, tudo com o objetivo de maximizar a rentabilidade. Para o investidor, isto representa uma forma cómoda de participar no setor sem ter de lidar diretamente com os trâmites e responsabilidades associadas à gestão imobiliária.

    Outra característica importante é que os lucros costumam ser distribuídos periodicamente entre os participantes, consoante os rendimentos gerados pelas rendas ou pelas mais-valias, o que torna estes fundos uma potencial fonte de rendimento passivo. Contudo, como qualquer produto financeiro, também envolvem custos de gestão, comissões e um determinado nível de risco.

    Como funcionam os fundos de investimento?

    Estes fundos reúnem o capital de numerosos investidores para destiná-lo à compra e gestão de ativos imobiliários: edifícios de escritórios, residências, centros comerciais, hotéis… O investidor adquire cotas do fundo, o que lhe dá direito a uma parte proporcional dos lucros gerados por esses imóveis, tanto através de rendimentos de aluguer como de mais-valias em caso de venda. A grande vantagem é que tudo está nas mãos de uma equipa profissional responsável por analisar oportunidades, comprar, gerir e vender os ativos com um único objetivo: maximizar a rentabilidade para os participantes.

    Tipos de fundos de investimento imobiliário

    Uma das principais distinções é entre fundos abertos e fundos fechados. Os primeiros permitem ao investidor entrar ou sair do fundo com alguma flexibilidade, enquanto os segundos impõem um período de permanência definido durante o qual não é possível recuperar o investimento, implicando um compromisso a médio ou longo prazo.

    Outra classificação relevante diz respeito ao tipo de ativo imobiliário em que o fundo investe. Alguns focam-se exclusivamente em habitações residenciais, outros em imóveis comerciais, armazéns logísticos, edifícios de escritórios ou unidades hoteleiras. Existem também fundos especializados em desenvolvimentos imobiliários, ou seja, na compra de terrenos e construção de novos imóveis com vista à sua venda posterior. Este tipo de estratégia tende a implicar maior risco, mas também maior rentabilidade potencial.

    Por outro lado, existem os conhecidos REITs (Real Estate Investment Trusts), que funcionam de forma semelhante a um fundo, mas cujas participações são negociadas em bolsa. Isto confere-lhes uma liquidez muito superior à dos fundos tradicionais, permitindo comprar ou vender participações em qualquer momento, como se fossem ações. Os REITs são particularmente populares em mercados como o norte-americano ou o britânico, embora também existam em Espanha sob a figura das SOCIMI.

    Em todos os casos, estes fundos oferecem uma forma eficiente de diversificar o investimento imobiliário, repartindo o capital entre diferentes ativos e localizações. Mas é igualmente importante ter em conta que costumam exigir um investimento mínimo elevado, aplicar comissões que podem reduzir a rentabilidade e oferecer pouca transparência sobre as decisões da equipa gestora. Além disso, sendo produtos complexos, nem sempre é fácil compreender em que se está realmente a investir nem qual será o retorno esperado.

    Uma alternativa mais acessível: o crowdfunding imobiliário

    Nos últimos anos surgiu com força uma nova forma de investir em imóveis que resolve muitas das limitações dos fundos tradicionais: o crowdfunding imobiliário. Graças a plataformas como a Urbanitae, qualquer pessoa pode participar em projetos reais do setor a partir de apenas 500 euros, com total visibilidade sobre o destino do seu dinheiro e com a possibilidade de escolher em que operações pretende participar.

    Ao contrário dos fundos, o crowdfunding permite ao investidor selecionar cada projeto individualmente, conhecendo todos os detalhes desde o início: localização, tipo de ativo, promotor envolvido, prazos estimados, rentabilidade prevista e estratégia de saída. A Urbanitae, além disso, estrutura cada operação de forma independente, através de sociedades veículo, e está regulada pela CNMV, o que acrescenta segurança e proteção adicional para o investidor.

    A plataforma oferece três tipos de projetos para se adaptar a diferentes perfis. Por um lado, os projetos de mais-valia, em que se participa em promoções imobiliárias com o objetivo de gerar lucro após a venda dos ativos. Existem também os projetos de dívida, nos quais o investidor atua como credor do promotor, recebendo juros fixos em prazos curtos e com menor exposição ao mercado. Por fim, os projetos de rendimentos permitem investir em imóveis já arrendados para obter rendimentos passivos recorrentes, sem as complicações da gestão direta.

    O modelo da Urbanitae não só democratiza o acesso a investimentos anteriormente reservados a grandes patrimónios, como também permite diversificar com facilidade, escolher o nível de risco pretendido e ter uma participação ativa — embora passiva na gestão — no processo. É uma opção que combina o melhor do setor imobiliário com as vantagens da tecnologia e do investimento colaborativo.

  • Investe com confiança: assim é o primeiro módulo da Urbanitae Academy

    Investe com confiança: assim é o primeiro módulo da Urbanitae Academy

    Desde há apenas alguns dias, a Urbanitae Academy já está disponível. Trata-se da nossa nova plataforma de aprendizagem, pensada para te ajudar a melhorar a tua educação financeira e a tomar decisões de investimento mais informadas. Sob o lema “Aprende ao teu ritmo. Investe à tua maneira”, a Urbanitae Academy é lançada em fase beta, com acesso preferencial para os utilizadores registados da Urbanitae, e com conteúdos já disponíveis em espanhol e inglês.

    O acesso a esta versão beta é feito através da Kwantic, uma plataforma de formação de última geração onde poderás personalizar o teu percurso de aprendizagem. Se és investidor, só precisas de te registar na Kwantic com o teu e-mail e uma palavra-passe para começar. Recomendamos o acesso através de um computador para uma experiência mais fluida e completa.

    Fundamentos do investimento

    O Módulo 1 da Urbanitae Academy, intitulado “Fundamentos do Investimento”, é um guia claro e prático para quem quer começar a investir ou reforçar os seus conhecimentos financeiros de base.

    Este primeiro módulo tem um objetivo claro: ajudar-te a identificar estratégias de investimento que te permitam alcançar o sucesso a longo prazo. Para isso, combina explicações simples, exemplos interativos, exercícios práticos e materiais didáticos dinâmicos.

    Entre os principais conteúdos que irás encontrar:

    • Como construir uma base financeira sólida, começando pela poupança, a criação de um fundo de emergência e a elaboração de um orçamento realista.
    • A diferença entre poupar e investir, e porque é importante ter os teus objetivos bem definidos antes de começares a investir.
    • Como gerir bem as tuas dívidas, para que não se tornem um obstáculo ao teu progresso financeiro.
    • O poder do juro composto, explicado com ferramentas como a Regra dos 72, que te ajuda a calcular em quanto tempo o teu dinheiro duplicará consoante a taxa de juro.
    • Comparação entre produtos de investimento tradicionais e alternativos, incluindo o papel do crowdfunding imobiliário como uma via de acesso para pequenos investidores.
    • Diversificação, o chamado “santo graal” do investimento segundo Ray Dalio, e como a aplicar na tua carteira.
    • Como medir a rentabilidade, distinguindo entre rentabilidade estimada e real, e aprendendo a interpretar conceitos como ROI, CoC ou TIR.

    Ao longo do módulo, encontrarás pequenos testes para verificares o teu progresso e reveres os pontos-chave de cada tema.

    Um curso para todos os perfis

    Quer estejas a dar os teus primeiros passos no mundo do investimento, quer já tenhas alguma experiência, este primeiro módulo vai ajudar-te a:

    • Compreender os conceitos-chave que todo o investidor deve conhecer.
    • Identificar a tua tolerância ao risco e os teus objetivos pessoais.
    • Começar a planear o teu caminho como investidor com confiança e critério.

    Além disso, sendo um conteúdo 100% online e sob demanda, poderás seguir o curso ao teu ritmo, rever conceitos quando precisares e utilizar infografias, cronologias, cartões didáticos e testes de autoavaliação.

    Se já és investidor na Urbanitae, podes aceder diretamente à versão beta da Urbanitae Academy através desta landing page.

    Lembra-te: o melhor investimento começa com uma boa formação. E na Urbanitae queremos acompanhar-te desde o início.

  • Proteção do investidor: a CNMV atua face aos criptoativos

    Proteção do investidor: a CNMV atua face aos criptoativos

    A Maria estava interessada em investir, mas não tinha conhecimentos de finanças e isso impedia-a de dar qualquer passo. Um dia, viu no TikTok um vídeo de uma influencer, que seguia há algum tempo, a recomendar uma nova criptomoeda com a qual podia ganhar muito dinheiro. Sem hesitar, investiu nesse ativo, que acabou por ser uma burla e lhe fez perder as poupanças. A nossa Maria não é uma personagem real, mas tal como ela, milhares de consumidores são afetados por situações semelhantes por não terem educação financeira suficiente.

    A proliferação de fininfluencers — como são conhecidos estes criadores de conteúdo — com milhares de seguidores focados em educação financeira, multiplicou a exposição (e o acesso) a produtos de investimento para os investidores de retalho. Isto não seria um problema se não fosse acompanhado por um aumento no número de pessoas expostas a burlas, investimentos de elevado risco e consequente perda de capital, como vimos no exemplo.

    Com o objetivo de se adaptar a uma nova configuração do sistema financeiro, a Comissão Nacional do Mercado de Valores (CNMV) desenhou um Plano de Atividades para 2025 com várias linhas estratégicas destinadas a continuar a melhorar os serviços financeiros nacionais, adaptando-se a mudanças como a inteligência artificial ou o surgimento de novos ativos como as criptomoedas, que requerem uma regulamentação específica, sendo o regulamento MiCa o primeiro documento nesse sentido. As medidas adotadas pela CNMV pretendem reforçar a supervisão e a educação financeira, promovendo um mercado mais seguro e transparente para o investidor de retalho, por vezes com poucos conhecimentos nesta área. Estas ações são essenciais para fomentar a confiança dos investidores e garantir um desenvolvimento sustentável do sistema financeiro.

    Criptoativos e influencers no foco da proteção do investidor de retalho

    No âmbito deste plano estratégico do regulador, os criptoativos e os fininfluencers começam a ser regulados e reconhecidos como agentes do mundo do investimento, com todas as implicações que isso acarreta. Já em 2022, a CNMV supervisionou as atividades destes criadores de conteúdo para evitar a difusão de mensagens que violassem as regras em vigor. Em 2025, a CNMV voltará a fiscalizar o cumprimento das normas relativas às recomendações de investimento, com o objetivo de proteger o consumidor final.

    No que diz respeito à informação disponível sobre este novo tipo de conteúdos, será publicada uma guia sobre fininfluencers com o objetivo de explicar a sua natureza, o papel que desempenham, o seu impacto nas decisões financeiras e a importância da educação financeira. Assim, espera-se que os investidores de retalho possam identificar riscos potenciais e agir de forma informada.

    Outro dos pontos onde a CNMV pretende reforçar a sua atuação é na educação financeira e no combate à fraude financeira. Nesse sentido, destaca-se o esforço de supervisão das estratégias de comercialização de produtos e serviços destinados aos investidores de retalho, especialmente no que diz respeito aos novos produtos regulados como os criptoativos.

    A educação financeira, pilar fundamental para a proteção do investidor de retalho

    Cada vez mais, tanto as entidades como os organismos públicos sublinham a importância da educação financeira para o investidor de retalho, como parte essencial do equilíbrio do ecossistema financeiro. A digitalização provocou mudanças em todos os níveis: desde a oferta de produtos, à forma como investimos e, naturalmente, ao acesso a diferentes ativos. Um consumidor informado tomará melhores decisões e estará mais protegido perante os riscos decorrentes destas transformações.

    Quando falamos de educação financeira, não se trata apenas da capacidade de investir, mas de saber discernir em cada momento qual o passo a dar e ter um plano a longo prazo que nos facilite a vida: ajustar as estratégias de investimento ao nosso perfil, definir objetivos adaptados às nossas reais possibilidades, evitar o sobre-endividamento ou estabelecer um plano de investimento que nos assegure um futuro mais tranquilo.

    Que impacto terão estas medidas para os investidores?

    A implementação destas medidas por parte da CNMV implicará, sem dúvida, um efeito de amadurecimento do mercado, com reforço da confiança dos investidores de retalho e com a oportunidade para as entidades financeiras se adaptarem a um consumidor mais consciente e melhor informado. No entanto, é importante ter em conta que o ambiente digital continua em constante mudança (a inteligência artificial parece ser o grande fator de disrupção nos próximos anos) e que a adaptação contínua destas estratégias será fundamental para a sua eficácia.

    Para os investidores, as implicações destas alterações são significativas. Por um lado, estarão desde já mais protegidos face à volatilidade e complexidade de muitos produtos não regulados, que atualmente são promovidos de forma enganosa e impedem o investidor de atuar com garantias. Por outro lado, haverá maior regulação e mais barreiras de entrada para aceder a certos ativos como as criptomoedas. Ainda assim, a oferta de produtos regulados que não exigem grandes montantes, como os projetos de financiamento coletivo — no caso concreto da Urbanitae —, continuará a destacar-se no investimento em ativos alternativos com enfoque no investidor de retalho.

    Que outras mudanças podemos esperar?

    Também muda a forma como recebemos e assimilamos a informação. Os fininfluencers serão obrigados a declarar se as suas recomendações são patrocinadas e a cumprir as normas regulamentares, o que aumentará a segurança dos consumidores e ajudará a formar um juízo crítico, distinguindo o conteúdo imparcial e útil daquele que não o é.

    A nível de mercado, também se sentirão mudanças, com um maior equilíbrio no ecossistema digital e, previsivelmente, mais atividade de investidores de retalho. Se olharmos para os fundos de investimento, segundo dados da Inverco, o número de participantes de retalho cresceu 6,57% no que vai de ano, tendo duplicado em relação a há dez anos. Esse apetite por investir poderá estender-se a outros ativos, acompanhando a tendência de maior proteção do investidor de retalho e o desejo de investir e fazer crescer o seu dinheiro.

  • Vantagens e riscos de investir em imóveis sem ser proprietário

    Vantagens e riscos de investir em imóveis sem ser proprietário

    Investir em imobiliário tem sido, historicamente, uma das formas mais sólidas de aumentar o património e sim, é possível fazê-lo sem comprar uma casa. Apesar dos altos e baixos do mercado, o setor imobiliário continua a atrair investidores pela sua estabilidade e por oferecer algo que nem todos os ativos financeiros conseguem: um bem tangível, útil e duradouro. Mas nem toda a gente está disposta — ou pode — comprar um apartamento para o arrendar. E, felizmente, hoje em dia já não é necessário.

    O mercado mudou. A digitalização, a regulação e o aparecimento de novos veículos de investimento abriram a porta a outras formas de participar no setor imobiliário. Modalidades que permitem diversificar, entrar com pouco capital e fazê-lo de forma mais ágil e profissional. Neste artigo explicamos-te quais as vantagens de investir em imobiliário, que riscos deves ter em conta e que caminhos podes seguir, consoante os teus objetivos e recursos.

    Benefícios de investir em imóveis

    • Carteiras diversificadas e gestão profissional. Você tem acesso a conjuntos de ativos selecionados e monitorados por equipes especializadas, com políticas de investimento e controles de risco definidos. Isso reduz a dependência de um único imóvel e suaviza as oscilações do mercado.
    • Valores mínimos mais baixos e processo ágil. Você pode começar com quantias moderadas e concluir a contratação em poucos passos digitais. Isso facilita testar a alternativa e ajustar a exposição à medida que ganha confiança.
    • Em muitos casos, melhor liquidez do que a compra direta. Dependendo do veículo, é possível vender participações ou solicitar resgates em prazos razoáveis. Isso é útil se você quiser alinhar o investimento a metas de curto ou médio prazo.

    Riscos do investimento

    • Rentabilidade não garantida e valor variável. A renda de aluguéis e as avaliações dos ativos podem mudar com o ciclo. Você deve estar preparado para períodos com retornos mais modestos.
    • Liquidez condicionada ao instrumento. Em veículos listados, a saída depende do mercado; em veículos não listados, normalmente existe um calendário de janelas ou prazos de resgate. Vale planejar o horizonte para não vender na hora errada.
    • Custos que impactam o resultado líquido. Taxas de gestão, custódia (depositária) e plataforma reduzem a rentabilidade. Verifique o custo total em euros e compare com alternativas de risco semelhante antes de decidir.

    Por que continua a ser uma boa ideia investir em imóveis

    Um dos grandes atrativos do imobiliário é a sua natureza física e duradoura. Não são ações nem criptomoedas: são edifícios, terrenos, lojas, casas. Bens que têm sempre algum valor de uso, e que, em contextos de inflação ou incerteza, oferecem uma sensação de segurança.

    Mas, além disso, têm potencial de rentabilidade por duas vias: o rendimento periódico do arrendamento e a possível valorização a longo prazo. Mesmo quando não são destinados ao arrendamento, o seu valor tende a crescer com o tempo — se a localização e o tipo de ativo forem bem escolhidos. Soma-se a isto um mercado local com elevada procura de arrendamento, especialmente nas grandes cidades, o que ajuda a manter o interesse dos investidores.

    Além disso, hoje o mercado está mais acessível. Existem formas de investimento coletivo que permitem começar com pouco capital, com menor exposição ao risco e com a comodidade de delegar toda a gestão.

    O que é importante ter em conta antes de investir

    Ainda assim, investir em imobiliário não é um caminho isento de obstáculos. Tal como qualquer investimento, tem riscos. O mais evidente é que não há rentabilidade garantida: os preços podem descer, como aconteceu na crise de 2008, ou o imóvel pode ficar desocupado durante meses. Além disso, há que assumir custos de entrada (escritura, impostos, obras), de saída (mais-valias, comissões) e de manutenção (condomínio, reparações, seguros…).

    Outro ponto importante: a liquidez. Um imóvel não se vende em 48 horas. Se precisares de recuperar o teu investimento rapidamente, pode não ser o caminho ideal… a menos que escolhas fórmulas mais líquidas, como participações em fundos imobiliários ou em socimis.

    Por fim, há a parte operacional. Ser senhorio exige trabalho: gerir inquilinos, arranjos, contratos, impostos… e nem toda a gente quer — ou pode — assumir essa responsabilidade.

    Formas de investir em imóveis

    Para quem quer aproveitar as vantagens do setor imobiliário sem os compromissos de uma propriedade completa, hoje existem várias alternativas. Algumas já têm anos no mercado; outras são mais recentes, mas estão a ganhar tração rapidamente:

    1. Comprar para arrendar (a clássica)
    Compra-se um imóvel para o arrendar de forma estável. Gera rendimentos periódicos, mas exige gestão ativa e assumir custos de manutenção. É a via mais tradicional, mas também a que exige mais capital e responsabilidade.

    2. Arrendamento turístico
    Maior rentabilidade potencial, mas também maior rotatividade, esforço e dependência das normas locais. Rentável em zonas turísticas, mas com risco de sazonalidade.

    3. Compra em planta
    Comprar em fase de projeto ou construção permite aceder a preços inferiores ao mercado. Se for vendido após a entrega, pode gerar lucros importantes, embora o risco de execução do projeto seja mais elevado.

    4. Flipping
    Comprar barato, remodelar e vender com margem. Exige conhecimento, bom olho e capacidade de gerir obras. Rentabilidade potencial elevada, mas também maior exposição ao risco.

    5. Fundos imobiliários
    Geridos por profissionais, investem em ativos imobiliários (residenciais, comerciais…) e distribuem lucros. Exigem baixo investimento inicial, permitem diversificar e oferecem liquidez moderada.

    6. Socimis
    O equivalente espanhol das REITs. Investem principalmente em imóveis para arrendamento e são obrigadas a distribuir dividendos. São cotadas em bolsa e é possível entrar com pouco dinheiro, sem necessidade de gestão direta.

    7. Crowdfunding imobiliário
    Plataformas como a Urbanitae permitem investir a partir de 500 euros em projetos imobiliários selecionados: construção de habitações, compra de terrenos, reabilitação… Podes escolher entre projetos de dívida (com taxa de juro fixa) ou de equity (com rentabilidade ligada ao sucesso do projeto). Tudo é gerido por profissionais, sob supervisão da CNMV e com total transparência para o investidor.

    8. Crowdlending
    Muito semelhante ao anterior, mas centrado em empréstimos. Em vez de comprar uma parte do projeto, emprestas dinheiro ao promotor em troca de um juro acordado. Tem menor rentabilidade esperada, mas também menor risco e maior previsibilidade.

    Conclusão: o imobiliário evolui, a rentabilidade também

    Investir em imobiliário continua a ser uma opção sólida, mas é importante perceber que existem outras formas de o fazer, sem precisar de comprar uma casa. Hoje o mercado oferece muito mais possibilidades, adaptadas a diferentes perfis, níveis de risco e capacidades financeiras.

    Conhecer as vantagens e limitações de cada modalidade é essencial para fazer uma boa escolha. E plataformas como a Urbanitae tornaram possível que, mesmo com um orçamento limitado, possas começar a investir no setor com segurança, transparência e o apoio de uma equipa profissional. Porque no fim, investir bem não é uma questão de ter muito. É uma questão de saber onde, como e com quem.

    Perguntas frequentes

    Qual é o investimento mínimo habitual?

    • Crowdfunding e crowdlending imobiliário: valores típicos entre 100 e 500 euros.
    • Fundos imobiliários para investidores de retalho: subscrições iniciais frequentes de 100 a 1.000 euros, dependendo da gestora.
    • SOCIMI: você entra comprando uma ação através do corretor (bróker), então o mínimo depende do preço de mercado.

    Qual opção oferece mais liquidez sem comprar um imóvel?

    Se você prioriza sair rápido, as SOCIMI costumam ser as mais líquidas porque são cotadas e você pode vender no mercado. Os fundos imobiliários abertos permitem resgates dentro de prazos definidos pela gestora, normalmente de alguns dias. No crowdfunding e crowdlending, o mais comum é esperar o encerramento do projeto ou os marcos/parcelas de pagamento.

    Quais custos podem reduzir o rendimento final?

    • Fundos imobiliários: taxa de gestão e taxa de depositário/custódia.
    • Crowdfunding e crowdlending: comissões da plataforma e despesas do veículo.
    • SOCIMI: comissões do corretor (bróker) por compra, venda e custódia.
    • Em todos os casos: verifique o custo total em euros e o impacto na rentabilidade prevista.

  • Imobiliário ou bolsa: onde compensa investir em 2025

    Imobiliário ou bolsa: onde compensa investir em 2025

    O contexto económico atual, marcado pela tempestade tarifária e uma política monetária de cortes nas taxas de juro, deixa aos investidores de retalho um cenário onde não é fácil decidir se investir em habitação ou na bolsa para obter rendibilidades atrativas minimizando o risco. E é que, apesar da incerteza, ativos como o ouro ou o bitcoin atravessam um momento de preços máximos que podem representar uma barreira de entrada para este tipo de investidores.

    Entre todos os tipos de ativos, existem dois (muito diferentes entre si) que gozam de popularidade entre os investidores de retalho: o investimento imobiliário, por um lado, e o investimento em rendimento variável, através da compra e venda de ações em bolsa. Sendo este ano um período de muitas mudanças, vejamos se algum dos dois se revela mais adequado para investir em 2025.

    O setor imobiliário vive uma contínua subida de preços num cenário em que a procura está perto de triplicar a oferta na compra e venda de imóveis, segundo a Fotocasa. Apesar de já existirem planos estatais para abordar a crise da habitação, não parece que estejam a oferecer uma solução eficaz no curto prazo.

    O investimento na bolsa, por outro lado, é uma opção cada vez mais popular devido ao maior acesso aos mercados graças à digitalização e ao aumento do volume de informação. Está a viver uma primeira metade do ano com rendibilidades históricas, com o SP500 a atingir máximos históricos e o Ibex 35 a registar as suas melhores valorizações em 20 anos.

    Investir em habitação, um valor refúgio

    A habitação tem sido tradicionalmente, em Espanha, o investimento mais recorrente entre os investidores de retalho. Segundo dados da Eurostat, no final de 2024, a percentagem da população em Espanha proprietária do imóvel onde vive era de 73,6%, a mais alta da União Europeia. No entanto, a procura está cada vez maior devido ao aumento da população, enquanto a oferta diminui por vários motivos, incluindo a falta de construção de nova habitação e o encarecimento do solo nas grandes cidades.

    Mas quais são os motivos da popularidade do investimento em habitação no nosso país? O investimento imobiliário está associado a um ativo tangível, o que transmite segurança. É também visto como de menor risco porque o seu valor não depende tanto de acontecimentos geopolíticos concretos nem sofre tanto com a volatilidade dos mercados financeiros. A propriedade está associada à segurança, estabilidade e ganhos a longo prazo.

    Investir na bolsa, cada vez mais relevante

    Por sua vez, o investimento nos mercados financeiros sempre esteve mais ligado ao conceito de volatilidade e risco, embora o histórico demonstre o contrário: nos últimos vinte anos, a rendibilidade anualizada do Ibex foi de 7,95%, o que demonstra a boa saúde dos mercados financeiros.

    Além disso, a digitalização facilitou enormemente o acesso do grande público aos mercados. Com um clique é possível comprar ações ou fundos através do nosso banco ou de brokers online, que oferecem uma enorme variedade de opções de investimento. Isto, aliado ao crescente interesse da população e ao esforço das instituições financeiras para promover a literacia financeira, tem feito com que cada vez mais particulares entrem neste mercado. Outra vantagem a ter em conta é que são ativos com alta liquidez, ou seja, podemos aceder ao dinheiro com relativa rapidez.

    Então, o que é melhor: investir em habitação ou na bolsa?

    Embora investir em habitação ou na bolsa tenha como objetivo obter rendibilidade a médio/longo prazo, a verdade é que o nível de envolvimento, os custos associados e os riscos diferem bastante. Com uma comparação dos principais elementos, podemos ver as suas características e perceber qual se adapta melhor aos diferentes perfis de investimento. Ambos funcionam, portanto, com mecanismos, prazos, riscos e níveis de compromisso bastante distintos.

    • Acessibilidade: a bolsa, como vimos, tem como vantagem uma liquidez praticamente imediata, permitindo comprar e vender ações facilmente durante o horário do mercado. Em contraste, o investimento imobiliário tradicional é mais ilíquido, com um retorno muito mais a longo prazo. No entanto, com o aparecimento de novas modalidades de investimento alternativas como o crowdfunding imobiliário promovido pela Urbanitae, a acessibilidade melhorou, com barreiras de entrada muito baixas, um ticket mínimo de apenas 500 euros e prazos curtos de retorno do investimento.
    • Fiscalidade e custos: a fiscalidade sobre o imobiliário é complexa e complica a compra e venda de imóveis, além de prejudicar a sua rendibilidade. Para além do Imposto sobre Imóveis, existe uma crescente carga fiscal sobre segundas residências, heranças, etc. Por outro lado, o investimento em bolsa, quando feito diretamente, apenas envolve os custos relacionados com as comissões do broker e os impostos sobre as mais-valias, se existirem. Quanto à burocracia, o investimento imobiliário tradicional é mais pesado: tem custos fixos de manutenção, seguros, pagamento de impostos anuais, além de toda a burocracia associada à compra e venda de imóveis ou à gestão de um arrendamento. No entanto, as novas formas de investimento imobiliário como o crowdfunding ou crowdlending tendem para um sistema sem custos adicionais, pois os benefícios das plataformas são retirados do montante total do projeto (do que realmente arrecadam) e estão incluídos no objetivo de financiamento.
    • Risco: o investimento imobiliário, embora não isento de risco, é um dos mais estáveis, assegurando rendimentos periódicos através do arrendamento e um grande lucro pontual na venda. Operações mais a curto prazo, como as realizadas na bolsa, são mais voláteis e extremamente sensíveis a novidades económicas, políticas e resultados empresariais, o que as faz oscilar diariamente. Isto contrasta com a estabilidade dos projetos imobiliários de financiamento coletivo promovidos pela Urbanitae, que estão quase isentos destes riscos, graças à seleção minuciosa dos projetos por um comité consultivo.
    • Gestão: o nível de envolvimento é bastante diferente, pois o investimento imobiliário tradicional exige uma gestão ativa para cuidar do dia a dia do ativo, manutenção, resposta a incidentes… Na bolsa, uma vez adquirida a ação, não é necessário preocupar-se até ao momento da venda. Existem até plataformas que permitem vender automaticamente quando a ação atinge um determinado valor. Se nos centrarmos nos projetos de financiamento coletivo em imobiliário, a dedicação por parte do investidor é mínima, pois uma vez fechada a operação, só é necessário esperar que o projeto seja concluído para receber automaticamente os lucros.

    A diversificação como estratégia vencedora

    Num ambiente em constante mudança, o mais importante é não colocar todos os ovos no mesmo cesto e apostar na diversificação para proteger o capital. Com a combinação de diferentes ativos que não estão correlacionados entre si, é possível enfrentar situações imprevistas: o rendimento variável é mais vulnerável a tensões políticas e ciclos económicos, e o comportamento do setor imobiliário depende de outros fatores como a legislação, a oferta e a procura, etc. Assim, o ideal é controlar um leque amplo de ativos que se complementem, podendo diversificar a carteira para investir em habitação ou na bolsa e posicionar o capital em diferentes mercados e setores, com pouco risco e rendibilidades interessantes. É aqui que fórmulas como o crowdfunding imobiliário começam a ter maior protagonismo como investimento alternativo no setor, com menor risco e rendimentos atrativos.