Categoria: Investimento imobiliário

Notícias sobre investimentos imobiliários.

  • O investimento hoteleiro avança nas posições imobiliárias

    O investimento hoteleiro avança nas posições imobiliárias

    O verão não poderia ter sido melhor para o investimento hoteleiro no setor imobiliário. A recuperação do turismo, que atingiu números recordes com 88 milhões de visitantes, está tendo um reflexo positivo nos resultados deste mercado, conforme constatam as análises.

    O último relatório publicado pela CBRE aponta que este setor liderou o investimento imobiliário nos primeiros nove meses do ano, com um volume de 2.200 milhões de euros, concentrando 30% do total transacionado na Espanha.

    Embora os dados reflitam uma queda de 7% em relação ao mesmo período do ano anterior, a CBRE destaca que eles evidenciam que o investidor permanece ativo e continua apostando no setor. Uma posição que ganha mais relevância, considerando o contexto econômico atual, bem como o desempenho inferior de outras tipologias de ativos.

    Durante o período analisado, foram contabilizadas um total de 86 operações. Estas incluem 11.169 quartos, em comparação com os 120 hotéis e 12.427 quartos do ano anterior. Os hotéis de maior categoria são as propriedades que mais atraem investimento. Assim, 51% do total corresponde a estabelecimentos quatro estrelas e 32% a imóveis de luxo.

    Quanto à tipologia de ativos, a consultora aponta que o segmento urbano é o que mais atrai os investidores. Este segmento representa 53% do capital investido, enquanto os 47% restantes correspondem ao setor de lazer. Barcelona e Madrid se posicionam como as principais localizações, concentrando 23% e 22,6%, respectivamente. Seguem-se dois destinos de lazer: Ilhas Baleares (19%) e Málaga (13%).

    Por outro lado, os retornos prime inclinam a balança para o lado de lazer e, mais especificamente, para as ilhas. No terceiro trimestre do ano, eles atingiram 5% em Madrid e Barcelona; enquanto nas ilhas alcançaram 6%. Em ambos os casos, reflete uma tendência de alta em linha com as principais capitais europeias.

    Investimento proveniente de países árabes

    Os fundos soberanos estão por trás de grande parte das grandes operações realizadas nos últimos meses. O GIC de Singapura adquiriu 35% da HIP (Hotel Investment Partners), que possui uma carteira de 59 ativos, com uma avaliação que poderia rondar os 1.400 milhões de euros, conforme publicado em alguns meios de comunicação como o Financial Times.

    Da mesma forma, a Autoridade de Investimento de Abu Dhabi (Adia) concretizou a compra de 17 hotéis do fundo Equity Inmuebles. Uma transação no valor que ultrapassa os 600 milhões de euros e inclui vagas de hotéis das cadeias Meliá, Tryp e Sol, juntamente com o hotel ME Madrid Reina Victoria.

    Precisamente a Arábia Saudita e os Emirados Árabes têm um peso significativo no investimento hoteleiro em nosso país. O relatório The Hotel Property Telescope elaborado pela EY calcula que metade do capital transacionado nos primeiros seis meses do ano provinha desses países. Ao mesmo tempo, o mercado nacional ocupa as primeiras posições no continente europeu, acaparando 30% do volume total.

    Previsões de crescimento para 2024

    A CBRE quantifica a oferta hoteleira atual em 1.595 mil lugares distribuídos em 14.784 estabelecimentos. As Ilhas Baleares e Madrid lideram o ranking de aberturas, concentrando 22% e 17%, respectivamente, das novas incorporações.

    Além disso, são antecipadas previsões de crescimento até 2024, com a futura abertura de 275 hotéis, o que representa 30.000 novos quartos. Aqui também parte do protagonismo é atribuída aos ativos premium, pois 23% desses lugares correspondem a hotéis de 5 estrelas e 5 estrelas de grande luxo. A Cushman & Wakefield (C&W) estima que o balanço conjunto de 2023 e 2024 resultará em um investimento de 6.000 milhões de euros, distribuídos de forma equitativa entre os dois exercícios. Essa cifra se situaria em níveis semelhantes aos de 2022, desvinculando o setor da tendência baixista do mercado global.

  • Os 5 segredos mais bem guardados dos investidores especializados

    Os 5 segredos mais bem guardados dos investidores especializados

    O crowdfunding imobiliário democratizou o investimento neste setor, permitindo que investidores de todos os níveis de experiência participem em projetos imobiliários. Ao longo dos anos, esses investidores têm aplicado uma série de estratégias para maximizar os seus retornos e minimizar os riscos ao investir em crowdfunding imobiliário. Neste artigo, exploraremos alguns dos segredos mais bem guardados dos investidores especializados que podem ajudar você a alcançar seus objetivos financeiros.

    1. Investigação detalhada do projeto

    Antes de investir em qualquer projeto de crowdfunding imobiliário, é fundamental conduzir uma pesquisa aprofundada. Isso inclui examinar o histórico do promotor, avaliar a localização e o mercado-alvo do projeto e compreender os detalhes financeiros do mesmo. Investidores especializados analisam cuidadosamente os relatórios fornecidos pela plataforma de crowdfunding para tomar decisões informadas.

    2. Diversificação inteligente

    A diversificação é uma estratégia-chave no crowdfunding imobiliário. Em vez de investir todo o seu capital em um único projeto, investidores especializados dividem os seus investimentos em vários projetos. Isso ajuda a reduzir o risco e aumentar as possibilidades de obter lucros consistentes.

    3. Acompanhamento ativo dos investimentos

    Ao contrário do investimento imobiliário tradicional, onde o investidor compra uma propriedade, o crowdfunding imobiliário requer um acompanhamento mais ativo. Os investidores monitoram regularmente o progresso dos projetos em que investiram e mantêm-se informados sobre quaisquer atualizações ou alterações na situação financeira do projeto.

    4. Participar em projetos de confiança

    Os investidores de crowdfunding imobiliário tendem a investir em projetos de promotores de confiança. Esses promotores têm um histórico comprovado de sucessos anteriores e uma sólida reputação na indústria. Investir em projetos de promotores com longa trajetória pode aumentar a probabilidade de obter retornos positivos.

    5. Avalie a plataforma de crowdfunding

    Todas as plataformas de crowdfunding imobiliário não são iguais. Investidores especializados pesquisam e escolhem cuidadosamente as plataformas em que participam. Eles consideram fatores fundamentais, como as taxas da plataforma, a transparência das informações fornecidas e a experiência da equipe.

    Em resumo, para ter sucesso nos nossos investimentos imobiliários, é fundamental conhecer as estratégias e truques certos e confiar em plataformas com um longo histórico, como a nossa. Na Urbanitae, já financiamos mais de 100 projetos no valor de mais de 180 milhões de euros e colaboramos com promotores imobiliários de alto nível para ajudar os nossos investidores a construir uma carteira de crowdfunding sólida e rentável.

  • A regra 50-30-20: guia simples para a gestão das suas finanças pessoais

    A regra 50-30-20: guia simples para a gestão das suas finanças pessoais

    A gestão eficaz das finanças pessoais é essencial para alcançar a estabilidade financeira e trabalhar nos nossos objetivos a longo prazo. Uma estratégia bem conhecida para isso é a regra 50-30-20, que oferece uma estrutura clara para dividir os nossos rendimentos mensais em três categorias principais e garantir a gestão inteligente do nosso dinheiro.

    Em que consiste a regra 50-30-20?

    A regra baseia-se na ideia de que os nossos rendimentos mensais devem ser alocados da seguinte forma:

    • 50% para necessidades básicas: Metade dos nossos rendimentos deve ser destinada a cobrir necessidades essenciais. Estas despesas incluem renda ou hipoteca, alimentos, transporte e seguro de saúde.
    • 30% para desejos: 30% dos nossos rendimentos podem ser usados para aqueles caprichos que melhoram a nossa qualidade de vida, mas que não são considerados essenciais. Isto pode incluir viagens, entretenimento e outras atividades.
    • 20% para investimento e poupança: 20% dos nossos rendimentos devem ser reservados para dois aspetos fundamentais que influenciam diretamente a nossa saúde financeira:

    Vantagens desta estratégia

    A regra 50-30-20 oferece várias vantagens:

    • Simplicidade: É uma estratégia fácil de entender e aplicar, tornando-a acessível a qualquer pessoa, independentemente do seu nível de conhecimento financeiro.
    • Equilíbrio: Ajuda a equilibrar as necessidades essenciais com o desfrute da vida, sem esquecer o planeamento para o futuro.
    • Poupança e investimento: Ao alocar 20% dos nossos rendimentos à poupança e ao investimento, podemos construir um futuro financeiro mais sólido.
    • Adaptabilidade: Pode ser ajustada às circunstâncias pessoais de cada um, permitindo-nos aumentar ou reduzir as categorias conforme as nossas necessidades.

    Em suma, esta regra é uma ferramenta útil para criar um orçamento financeiro sólido e tomar decisões financeiras informadas. Seguindo este guia, podemos estabelecer uma base para a nossa saúde financeira a longo prazo e evitar cair na armadilha do endividamento excessivo ou do gasto impulsivo. No entanto, é importante lembrar que cada situação financeira é única, pelo que é fundamental adaptá-la às nossas circunstâncias pessoais e objetivos específicos.

  • Tudo o que você precisa saber para investir em fundos imobiliários com pouco dinheiro

    Tudo o que você precisa saber para investir em fundos imobiliários com pouco dinheiro

    O setor imobiliário tem passado por transformações nos últimos anos, possibilitando o surgimento de várias alternativas para que os investidores possam ingressar neste mercado. No post de hoje, vamos contar tudo o que você precisa saber sobre os fundos imobiliários, uma alternativa para investir em imóveis com pouco dinheiro.

    O que são fundos imobiliários?

    Os fundos imobiliários, também conhecidos como Fundos de Investimento Imobiliário (FII), são veículos de investimento que captam dinheiro de vários investidores e o utilizam para comprar e gerenciar uma carteira diversificada de propriedades imobiliárias.

    Em resumo, os fundos imobiliários permitem que os investidores adquiram participações em uma carteira diversificada de ativos imobiliários. Esses fundos são criados com o propósito de investir em propriedades e outros ativos relacionados a imóveis, como edifícios comerciais, residenciais, hotéis, shoppings, terrenos e muito mais.

    Vantagens e desvantagens de investir em fundos imobiliários com pouco dinheiro

    Investir em fundos imobiliários com pouco dinheiro é uma boa maneira de acessar o mercado imobiliário sem comprometer uma grande quantidade de capital. No entanto, como em qualquer investimento, isso traz vantagens, mas também desvantagens significativas que devemos considerar.

    Aqui estão algumas das vantagens de investir em fundos imobiliários:

    • Acesso à diversificação: mesmo com um capital limitado, você pode diversificar seu investimento ao participar de uma carteira de propriedades, em vez de possuir uma única propriedade.
    • Gestão profissional: os fundos imobiliários geralmente são gerenciados por especialistas no mercado imobiliário, permitindo que os investidores aproveitem sua experiência e conhecimento.

    No entanto, esse tipo de investimento também tem duas desvantagens principais:

    • Custos de gestão: os fundos imobiliários geralmente têm custos associados, como taxas de gestão e despesas operacionais. Esses custos reduzem os retornos líquidos dos investidores.
    • Falta de controle: a gestão e as decisões de investimento estão nas mãos dos administradores do fundo, o que significa que os investidores não têm controle direto sobre seus próprios investimentos.

    Crowdfunding imobiliário, uma alternativa aos fundos imobiliários

    O crowdfunding imobiliário é um modelo de financiamento coletivo que permite que múltiplos investidores contribuam com pequenas quantias de dinheiro para financiar grandes projetos imobiliários. Este método de investimento tornou-se cada vez mais popular no setor imobiliário nos últimos anos, devido à sua acessibilidade e capacidade de democratizar o investimento em imóveis.

    Esse método permite diversificação de investimento, assim como os fundos imobiliários. No entanto, uma diferença importante a ser considerada é que o investidor decide em qual projeto deseja investir seu capital. Isso dá ao investidor mais liberdade para tomar decisões sobre os ativos que deseja incluir em sua carteira de investimento.

    Quanto aos custos de gestão, eles dependem da plataforma de investimento imobiliário pela qual você investe. No caso da Urbanitae, não aplicamos nenhum tipo de comissão ao investidor por investir em nossos projetos.

    Portanto, os fundos imobiliários são uma boa opção para investir em imóveis com pouco capital, mas cada investidor deve decidir se essa é uma estratégia que se adequa aos seus objetivos de investimento.

  • ‘Flex living’: O futuro do investimento imobiliário

    ‘Flex living’: O futuro do investimento imobiliário

    A pandemia marcou sua origem, mas a flexibilidade já é uma tendência de vida a caminho da consolidação. E, como tal, reflete-se no mercado imobiliário, tanto no mundo dos escritórios quanto no flex living.

    Mas o que queremos dizer com isso? Alguns especialistas, como Javier Caro (CBRE), consideram isso como a evolução do coliving, que já discutimos em nosso blog. Estamos falando de espaços de trabalho, espaços de vida… ou de uma combinação de ambos?

    O que é o ‘flex living’?

    Um estudo recente da Atlas Real Estate Analytics define o flex living como uma categoria imobiliária que engloba “ativos projetados para que os inquilinos residam por semanas ou meses.” Os inquilinos, neste caso, são jovens com idades entre 25 e 45 anos, “geralmente com empregos altamente qualificados, um certo poder de compra e um estilo de vida flexível.” Em outras palavras, nômades digitais não vinculados a locais específicos ou hipotecas.

    Assim, o flex living inclui três tipos de ativos. Coliving, que se baseia em uma experiência de vida compartilhada; smart living, que se inclina para a independência e conforto, e apartamentos com serviços, que são propriedades de alta qualidade para aqueles que não querem abrir mão do luxo ou flexibilidade.

    As diferenças são evidentes quando se olha para o espaço. Enquanto o coliving normalmente se refere a espaços que variam de 15 a 30 metros quadrados por unidade, com um quarto privativo e, às vezes, cozinha e banheiro compartilhados, o corporate living vai de 50 a 100 metros quadrados, com até três quartos e cozinha e banheiro privativos. No meio, o smart living, que normalmente consiste em um estúdio com um ou dois quartos, um banheiro privativo e uma cozinha privativa ou compartilhada.

    Os dados da Atlas RE pintam um quadro de um mercado em crescimento. A ocupação nesse tipo de ativos ultrapassa em média 85%. A demanda é forte nas grandes cidades e está começando a se expandir para áreas costeiras e ilhas.

    Atualmente, existem cerca de 83 ativos de coliving e smart living em operação na Espanha, equivalentes a mais de 4.300 camas. Além disso, existem 31 ativos em desenvolvimento, adicionando mais de 5.000 camas à oferta existente.

    ‘Flex living’ no investimento imobiliário

    O apelo dessas propostas se reflete no crescente interesse do ponto de vista do investimento imobiliário. Em vez de comprar uma propriedade apenas para aluguel de longo prazo, os investidores em flex living buscam propriedades que possam se adaptar a diferentes necessidades ao longo do tempo: aluguéis de curto prazo, aluguéis de longo prazo, uso pessoal e muito mais.

    Um dos exemplos mais marcantes do flex living é o investimento em propriedades turísticas por meio de plataformas como o Airbnb. Os investidores compram propriedades que podem ser alugadas de forma flexível para viajantes durante a alta temporada e, durante a baixa temporada, as usam para seu próprio uso ou aluguéis de longo prazo. Isso maximiza o potencial de renda da propriedade e a torna mais resiliente às mudanças na demanda.

    Entre as principais vantagens do investimento em flex living, destacam-se:

    1. Maior flexibilidade: Uma das principais vantagens do flex living é a flexibilidade que oferece aos investidores. Eles podem adaptar suas propriedades às mudanças nas necessidades do mercado e gerar renda consistente em diferentes momentos do ano.
    2. Diversificação de renda: Ao permitir diferentes tipos de aluguéis, como curto e longo prazo, os investidores podem diversificar suas fontes de renda, reduzindo o risco associado ao investimento imobiliário.
    3. Maior rentabilidade: A capacidade de alugar uma propriedade a curto prazo, especialmente em áreas turísticas, pode aumentar significativamente a rentabilidade em comparação com aluguéis de longo prazo.
    4. Uso pessoal: O flex living também permite que os investidores desfrutem de suas próprias propriedades em momentos específicos. Isso pode ser especialmente atraente para aqueles que desejam combinar investimentos com experiências de viagem.

    Ao investir nesse tipo de ativo, no entanto, é essencial considerar vários critérios. A localização é crucial. As grandes cidades combinam uma falta de oferta de moradias para alugar com uma atividade econômica vibrante, tornando-as atraentes para o típico usuário de flex living. Além disso, a propriedade deve ser versátil o suficiente para se adaptar às necessidades em constante mudança e ter comodidades suficientes para atrair uma ampla variedade de pessoas. E a gestão, seja por meio de uma empresa ou pelo próprio investidor, é crucial.

    Algo com o qual você não precisa se preocupar se escolher investir por meio de plataformas como a Urbanitae. Embora ainda não tenhamos financiado projetos de flex living, estudamos propostas de coliving e investimos em um espaço de escritório flexível em Barcelona, com resultados excepcionais para os investidores. O projeto, The Haus, foi encerrado em dezembro de 2022 com um retorno final de 21% e uma TIR de 29%, 17 pontos acima das expectativas. Se a tendência continuar a se consolidar, é certo que oportunidades de investimento em flex living também chegarão à Urbanitae.

  • O investimento imobiliário na Europa vai se recuperar no segundo semestre

    O investimento imobiliário na Europa vai se recuperar no segundo semestre

    Boas perspectivas para o investimento imobiliário na Europa. A consultora Savills prevê que o investimento cresça 35% em 2024, em relação ao estimado para 2023. Assim, no próximo ano, calcula um volume de transações no valor de 220.000 milhões de euros, em comparação com os 163.000 previstos para este ano.

    A empresa acredita que a recuperação ocorrerá a partir do segundo semestre de 2023. Isso acontecerá à medida que os bancos e os investidores se adaptem ao novo contexto de taxas de juros, custo da dívida e retornos mais elevados.

    Os especialistas da Savills destacam que cada vez mais investidores mostrarão interesse em aproveitar o aumento do mercado europeu de escritórios e também enfocam o varejo como outro segmento a ser considerado. Eles enfatizam que as operações realizadas em momentos complexos frequentemente oferecem retornos interessantes a longo prazo.

    Residencial, a alta demanda continua

    A agência de classificação de crédito S&P prevê um período de correção nos preços para o setor residencial europeu devido ao aumento das taxas de juros na maioria dos países. Também destaca que a necessidade de moradias no continente ainda é muito alta, o que mantém viva a demanda. No entanto, as previsões e a possível evolução para cada país são diferentes.

    No caso de Portugal, uma parte significativa das operações concentra-se em imóveis residenciais na capital. Lisboa, seguida do Porto e do Algarve, são as três áreas com maior dinamismo. Devido aos contínuos aumentos nas taxas de juros e à oferta limitada, as transações diminuíram 19% durante o primeiro semestre de 2023. No entanto, de acordo com a consultora Knight Frank, as perspectivas para 2024 são otimistas em Portugal, especialmente no mercado de luxo em Lisboa. A empresa estima que os preços das residências premium em Lisboa aumentarão 2% em 2024. Portanto, Portugal está à frente de outras grandes capitais europeias, como Londres ou Berlim.

    O residencial também é um segmento-chave na Itália. Lá, o preço das residências cresceu 6,5% em 2022, especialmente em áreas de férias com alta demanda, como a Sardenha, a região do Lago Como ou Florença. Isso se deve principalmente à demanda estrangeira que busca investir em áreas turísticas. Em 2023, ao contrário de outros países europeus, prevê-se que o preço desses ativos atinja números recordes. No entanto, é possível que em 2024 sofram uma leve queda devido ao aumento das taxas de juros, que representam uma barreira para muitos investidores privados acessarem o mercado imobiliário.

    A França é o país com mais turistas a nível mundial e Paris é a cidade mais visitada da Europa. O aluguel de férias é muito comum e, juntamente com a escassez de moradias, eleva o preço médio. Além disso, com os Jogos Olímpicos de 2024 no horizonte, espera-se uma maior pressão na demanda por habitação. Portanto, estão sendo desenvolvidos projetos urbanos para atender a essa demanda. Entre eles está a Vila dos Atletas nos três municípios de Seine-Saint-Denis, com uma extensão de 50 hectares. Esse aumento na oferta na capital francesa pode abrir oportunidades para investidores em uma das cidades com preços mais elevados.

    Por outro lado, embora a Alemanha seja um mercado de referência para investimentos imobiliários na Europa, atualmente os volumes de investimento estão em queda. Já em 2021, o Deutsche Bank alertou que o ciclo de alta do mercado imobiliário alemão, que começou em 2010, terminaria em 2024. Em 2022, observamos uma leve queda nos preços de venda, apesar da demanda continuar superior à oferta, algo que tem ocorrido desde a década passada. Também houve um aumento no interesse por aluguéis. Devido à espiral de aumento das taxas de juros dos bancos centrais, os analistas mantêm a previsão de uma contração no setor imobiliário na Alemanha a partir do próximo ano. Se os preços do mercado imobiliário continuarem a cair, isso pode representar uma oportunidade de investimento com altos retornos.

    No Reino Unido, o aumento nos preços do aluguel já não é novidade. Em março deste ano, Londres registrou o aumento mais rápido dos últimos dez anos, de 4,8%. Este país enfrenta uma situação semelhante à Espanha, com uma demanda muito superior à oferta disponível. Estima-se que existam 10 possíveis inquilinos para cada habitação vaga. Além disso, o Banco da Inglaterra aumentou as taxas de juros para 5,25%, dificultando o acesso a hipotecas e resultando em uma queda nos preços de venda.

  • Investimento imobiliário 2023: o que dizem os especialistas

    Investimento imobiliário 2023: o que dizem os especialistas

    As cifras de investimento imobiliário em 2022 não apenas apontaram para a recuperação do setor, mas também para sua boa saúde. De acordo com a empresa de consultoria Cushman & Wakefield, o mercado imobiliário, com um volume de investimento de 13,7 bilhões, cresceu 14% em comparação com 2021. Mas o que aconteceu com o investimento imobiliário em 2023?

    Nos últimos anos, apesar dos obstáculos da pandemia, o setor imobiliário manteve seu dinamismo, algo que tem sido refletido em suas possibilidades de investimento. Vimos isso não apenas em transações e números de investimento, mas também em sua flexibilidade e capacidade de adaptação. Atualmente, sujeito a incertezas, é inevitável perguntar: para onde o mercado está se dirigindo, quais caminhos seguirão os investimentos imobiliários em 2023?

    ‘Flex living’

    A necessidade de encontrar espaços flexíveis também chegou ao mercado imobiliário. Impulsionados pelas mudanças em nossas rotinas de vida e trabalho, os espaços adaptativos estão respondendo a esse crescimento na demanda. Se algum tempo atrás estávamos falando de fórmulas como o coliving, agora também estamos falando de fenômenos como o flex living. Este, que coloca o conceito de flexibilidade no centro da habitação, oferece soluções imobiliárias que se ajustam às necessidades – também mutáveis – dos cidadãos. Como aponta a CBRE, o flex living se conecta com outros segmentos, como o urban living, que tende a um coliving mais tradicional, ou o flex living suburbano, com espaços maiores.

    ‘Real Estate Tech’

    A digitalização tem estado na pauta do setor imobiliário há alguns anos e parece estar finalmente no caminho do sucesso. No entanto, a Espanha ainda está atrás de outros países europeus em termos de maturidade digital imobiliária, segundo Carlos Casado, COO da CBRE Espanha. Nessa linha, Alberto Fernández-Aller de Roda, CEO da Prinex, confirmou recentemente essa tendência em uma entrevista com a Urbanitae. “Países escandinavos, Holanda, Alemanha e Reino Unido estão na vanguarda em termos de digitalização no setor imobiliário”, embora a Espanha tenha avançado significativamente nos últimos anos. Assim, a tecnologia está transformando rapidamente o setor imobiliário, graças a ferramentas como análise de dados ou inteligência artificial, entre outras, que ao mesmo tempo estão aumentando a eficiência, transparência e rentabilidade do investimento imobiliário em 2023.

    Financiamento alternativo

    O papel do financiamento alternativo no setor imobiliário também está sendo reconhecido pelas principais empresas de consultoria. Segundo Ignacio Ruiz Gallego, Associate Capital Advisors da CBRE, “o financiamento alternativo por parte de fundos internacionais está começando a ser bem visto na Espanha”, o que apenas confirma a tendência de crescimento dos modelos de investimento colaborativo, como o promovido pela Urbanitae, que se consolidaram nos últimos anos. Outras grandes empresas de consultoria, como a KPMG, confirmaram essa tendência há algum tempo, prevendo que o financiamento alternativo poderia alcançar 50% da participação de mercado até 2025.

    Critérios ESG

    Não há dúvida de que a sustentabilidade se firmou no investimento imobiliário. De fato, é um fator-chave na tomada de decisões de investimento. Para citar apenas um exemplo, quase 90% das terras contratadas para escritórios em Madrid já são orientadas por critérios ESG, de acordo com a consultoria Savills. Para os investidores, a eficiência energética dos edifícios e sua descarbonização, práticas de governança inclusivas, atenção à diversidade e gestão responsável de recursos são fatores-chave para o sucesso a longo prazo de muitos projetos imobiliários. Sua relevância também é comprovada pelos dados. Pelo menos 93% dos entrevistados na pesquisa de tendências imobiliárias de 2023 da PwC acreditam que os critérios ESG são importantes para a transformação do setor nas próximas décadas.

    ‘Life sciences hubs’

    Os life sciences hubs são áreas que concentram empresas e organizações relacionadas à pesquisa, ciência e medicina. Eles visam oferecer um espaço especializado que promova a colaboração e a inovação, buscando sinergias entre as entidades. Embora não seja um mercado consolidado na Espanha – em comparação com os Estados Unidos ou outros países europeus -, está emergindo como um ativo alternativo. E isso acontece porque a Espanha possui “todos os ingredientes para constituir um setor de life sciences potente”, conforme explica Daniel Zubillaga, Diretor Sênior de Life Sciences da CBRE.

  • Urbanitae, patrocinador de ‘O Fantasma da Ópera’!

    Urbanitae, patrocinador de ‘O Fantasma da Ópera’!

    Estamos orgulhosos em anunciar que somos os principais patrocinadores do musical mais bem-sucedido da história: O Fantasma da Ópera.

    A nova versão de O Fantasma da Ópera estreará em 4 de outubro na Espanha. Produzida pela LetsGo Entertainment, com o apoio de Andrew Lloyd Webber e Antonio Banderas, que dirigiu o elenco. Ambos colaboradores estão envolvidos no musical através da Amigos Para Siempre (APS), uma empresa focada na criação de conteúdo teatral para o mercado de língua espanhola.

    Desde sua estreia em Londres em 1986, O Fantasma da Ópera já foi visto por mais de 145 milhões de pessoas em 186 cidades e em 21 idiomas diferentes. Além disso, recebeu mais de 70 prêmios, incluindo sete Tony Awards e quatro Olivier Awards. É considerado o musical mais bem-sucedido de todos os tempos e detém o recorde de ser o espetáculo mais longevo da Broadway. Em 2004, foi adaptado para o cinema pelo diretor Joel Schumacher, estrelado por Gerard Butler e Emmy Rossum. A nova versão incorpora inovações tecnológicas mantendo sua essência.

    Por que Urbanitae?

    Esse foco em inovação e experiência diferenciada está alinhado com o espírito da Urbanitae. Nosso objetivo não é apenas democratizar o acesso ao investimento imobiliário; também queremos oferecer oportunidades únicas aos nossos investidores. Ao apoiar O Fantasma da Ópera, quebramos os estereótipos do mundo dos investimentos e damos um passo adiante para trazer a magia do teatro para perto de vocês.

    A colaboração entre Urbanitae e O Fantasma da Ópera é reforçada pelas sinergias entre ambos os projetos, proporcionando aos usuários da comunidade de investidores da Urbanitae acesso exclusivo a descontos especiais e outras vantagens ligadas ao espetáculo.

    “Ao patrocinar este renomado espetáculo, reafirmamos nosso compromisso de oferecer oportunidades únicas tanto no mundo do investimento imobiliário quanto nas artes cênicas. E, junto com isso, nos posicionamos como agentes de mudança no cenário econômico e cultural.”

    Diego Gallego, CMO da Urbanitae

    Com esta ação, a Urbanitae reforça seu compromisso com estratégias de comunicação disruptivas, onde cultura, humor e alto impacto são as principais ferramentas para conectar-se com seu público. Um exemplo disso é Matías, um divertido pai de família que protagonizou a primeira campanha de televisão desenvolvida em conjunto com a FutureBrand. Seu sucesso foi tão grande que hoje ele é um influenciador destacado e especialista em investimentos. E na mesma linha, foi desenvolvida uma ação com o estúdio criativo PutosModernos. Com ironia e irreverência, antecipamos a crise das criptomoedas e a ação se tornou uma campanha viral.

    “Colaborações como a de nosso patrocinador Urbanitae são essenciais para que possamos levar adiante projetos tão importantes para o panorama cultural espanhol como esta nova e ambiciosa produção de ‘O Fantasma da Ópera’. Na LetsGo, estamos muito orgulhosos de contar com o apoio da Urbanitae e seu compromisso com a inovação e a cultura de nosso país.”

    Iñaki Fernández, CEO da LetsGo

    Invista conosco

    Confiamos que esta colaboração seja um sucesso e mais uma oportunidade muito especial entre as que oferecemos todas as semanas na plataforma. Com a Urbanitae, você pode investir a partir de 500 euros em projetos imobiliários com a melhor relação rentabilidade/risco do mercado. Até o momento, já financiamos mais de 90 projetos, com um volume superior a 150 milhões de euros, canalizando mais de 50.000 investimentos. Além disso, já devolvemos o investimento em 25 projetos. No total, quase 7.000 investidores receberam mais de 20 milhões de euros entre principal e juros, resultando em uma TIR de 16,5%. E você? Vai se juntar a nós e investir?

  • Investimento estrangeiro, a chave do sector imobiliário espanhol

    Investimento estrangeiro, a chave do sector imobiliário espanhol

    O investimento estrangeiro no sector imobiliário espanhol tornou-se um clássico. O capital internacional é, desde há décadas, um dos principais intervenientes no mapa do investimento imobiliário em Espanha, uma tendência que se intensificou nos últimos anos, tanto a nível individual como em grande escala.

    No primeiro trimestre de 2022, quando os sinais de recuperação do mercado já eram evidentes, o sector imobiliário surpreendeu com os números do capital estrangeiro. De acordo com os dados da consultora imobiliária Cushman & Wakefield, 91% do investimento imobiliário em Espanha provém de investidores internacionais, que têm sido fundamentais para as grandes operações do mercado.

    Os relatórios de outras empresas de consultoria confirmam igualmente a projecção internacional cada vez mais evidente da Espanha no contexto imobiliário. A Knight Frank, no seu relatório The Wealth Report, aponta a Espanha como o quarto país do mundo a atrair mais investimento estrangeiro em 2022, atrás apenas do Reino Unido, dos Estados Unidos e da Alemanha.

    Em termos gerais, o Real Estate Market Outlook 2022 da CBRE já previa que a chegada de players internacionais e outros agentes ao mercado espanhol dispostos a adquirir activos continuaria ao longo do ano, em linha com o apetite investidor que se desenvolveu após a pandemia. A injecção de capitais internacionais, nomeadamente através de joint-ventures, deverá impulsionar os sectores da logística e de living, bem como sectores alternativos como a hotelaria e senior living. Em suma, todos estes factores contribuíram para que a Espanha se tornasse um destino muito atractivo para os grandes fundos e investidores imobiliários internacionais.

    Zonas más dinámicas

    Por outro lado, a cultura, as praias e o sol do nosso país, entre outros factores, têm-se consolidado ao longo dos anos como alguns dos principais incentivos ao investimento estrangeiro no sector imobiliário. Neste contexto, e de acordo com os dados da Associação Espanhola de Notários, 2021 foi um ano de valores recorde para a procura estrangeira de compra e venda de habitação: 16,5% das transacções foram efectuadas por compradores estrangeiros. No entanto, as transacções estão muito concentradas geograficamente, uma vez que el 90% de ellas se reparten en solo 9 de las 50 provincias españolas.

    A Comunidade Valenciana é a região com a maior concentração de compradores estrangeiros, 29.019 indivíduos e 26% da quota de mercado. Segue-se a Andaluzia, com 22.625 compradores e uma quota de 20%, e a Catalunha, com 17.493 compradores e 16%. Enquanto os estrangeiros não residentes optam por províncias costeiras como Málaga e Alicante, os residentes continuam a preferir Madrid e Barcelona como as suas cidades preferidas para viver.

    Por perfil de investidor, é importante notar que os estrangeiros não residentes são os que mais investem por metro quadrado. Assim, pagaram 2.481 euros por metro quadrado no segundo semestre de 2021. Os residentes estrangeiros pagaram 1.567 euros, contra os 1.503 euros investidos pelos nacionais, ainda de acordo com os dados do Conselho Geral dos Notários. Como é habitual, os britânicos, os alemães e os americanos continuam a liderar as vendas por nacionalidade, com os marroquinos e os romenos a registarem também um crescimento particular.

    España, entre los países que más inversión ‘proptech’ atraen

    A atractividade da Espanha como foco de capitais internacionais está a aumentar, pelo menos no que diz respeito ao sector imobiliário. Um factor que reafirma uma vez mais a posição da Espanha no panorama internacional é o volume do seu mercado de proptech. Assim, o barómetro 2022 PropTech Global Trends previu que a Espanha arrecadaria cerca de 990 milhões de dólares em 2023 em startups que operam no sector imobiliário.

    Este volume de transacções elevaria a Espanha ao quinto lugar no mercado mundial de proptech, atrás de países como os Estados Unidos, o Reino Unido e a Índia. Mesmo assim, o aumento seria bastante significativo – 240% – uma vez que em 2022 o mercado espanhol apenas atraiu 290 milhões de euros em investimento proptech, um valor que lhe valeu o oitavo lugar no ranking desse ano.

  • Pagar a hipoteca ou investir: o que é melhor?

    Pagar a hipoteca ou investir: o que é melhor?

    Decidir pagar a hipoteca mais cedo ou manter o dinheiro investido é um problema bastante comum entre os proprietários. Não é uma escolha fácil, porque você tem que pesar os prós e contras de cada opção. Neste artigo, vamos ajudá-lo a entender os fatores que você precisa considerar ao tomar essa decisão, para que você possa fazer o melhor movimento para o seu futuro financeiro.

    Taxas de juro: comparar e contrastar

    A primeira coisa a considerar são as taxas de juro. Tem de comparar a taxa de juro da sua hipoteca com o retorno que obtém dos seus investimentos. Em geral, se o retorno do seu investimento após impostos for maior do que a taxa de juros após impostos da sua hipoteca, pode ser uma ideia melhor manter o seu dinheiro investido.

    Por exemplo, digamos que a sua hipoteca tem uma taxa de juro fixa de 3,5% e os seus investimentos estão a produzir um rendimento de 12%. Neste caso, faria mais sentido manter o seu dinheiro investido porque o rendimento dos seus investimentos é mais elevado do que os juros que paga sobre a sua hipoteca.

    Implicações fiscais

    Não se esqueça dos impostos! Tanto os juros hipotecários como os rendimentos dos investimentos podem ser afectados pelos impostos. Por exemplo, se puder deduzir os juros da hipoteca, a taxa de juro efectiva da hipoteca será inferior depois de ter em conta esta poupança fiscal. Do mesmo modo, os rendimentos do seu investimento podem estar sujeitos ao imposto sobre as mais-valias ou ao imposto sobre os dividendos, o que afectará os seus rendimentos após impostos.

    Ao comparar as taxas, certifique-se de usar os números líquidos de impostos para juros de hipotecas e retornos de investimento para obter uma imagem precisa.

    Tolerância ao risco

    Outro fator crucial a considerar é a sua tolerância ao risco. Os investimentos têm diferentes graus de risco, e você deve estar confortável com o nível de risco associado aos seus investimentos atuais. Se você tem um perfil conservador ou uma carteira de investimentos está fortemente inclinada para ativos de alto risco, você pode estar inclinado a pagar a hipoteca para reduzir seu risco financeiro geral.

    Objetivos financeiros pessoais

    Os objectivos financeiros pessoais também devem desempenhar um papel no processo de decisão. Se a sua prioridade é estar livre de dívidas e desfrutar da paz de espírito que advém da propriedade de uma casa, pode preferir pagar a sua hipoteca mais cedo. Por outro lado, se o seu objectivo é acumular riqueza e maximizar os rendimentos, investir pode ser a melhor opção.

    Preocupações com a liquidez

    Outro aspecto a ter em conta é a liquidez. Pagar a hipoteca significa converter um activo líquido (dinheiro) num activo ilíquido (capital próprio). Embora estar livre de hipotecas possa proporcionar segurança financeira, é essencial continuar a ter activos líquidos suficientes para cobrir emergências ou outras despesas inesperadas.

    Procure aconselhamento especializado

    Não há uma decisão certa para todos. A sua situação financeira específica, a tolerância ao risco e os objetivos financeiros futuros influenciam a melhor forma de proceder. A sua situação financeira particular, a tolerância ao risco e os objetivos financeiros futuros influenciam na tomada da melhor decisão. É uma boa ideia consultar um consultor financeiro para rever as suas circunstâncias específicas e orientá-lo para a melhor decisão para o seu bem-estar financeiro.

    Em resumo, a decisão de pagar antecipadamente a hipoteca ou manter o dinheiro investido depende de vários fatores, como taxas de juros, implicações fiscais, tolerância ao risco, objetivos financeiros pessoais e problemas de liquidez. Se tiver estes fatores em mente e procurar aconselhamento especializado, será capaz de tomar uma decisão bem informada que se adapte aos seus objetivos financeiros a longo prazo.

  • O investimento de luxo ganha terreno no sector imobiliário

    O investimento de luxo ganha terreno no sector imobiliário

    A habitação de luxo viveu o seu momento de glória no nosso país em 2022. O nível de transacções, que corrobora as previsões optimistas para 2021, indica que o mercado de luxo se estabeleceu como uma tendência entre os investidores imobiliários. A sua boa saúde também confirma que, como valor de investimento, é muito estável face às contingências económicas e políticas.

    Parte do interesse dos investidores por imóveis de luxo reside na oferta espanhola. Nos últimos anos, muitos investidores estrangeiros têm-se aproximado de propriedades de alto nível no nosso país. Segundo dados da empresa de consultoria CBRE, Madrid foi a segunda cidade que mais atraiu investimento estrangeiro na Europa em 2022, impulsionada pelas operações prime e apenas atrás de Berlim.

    Esta tendência é também confirmada pela Knight Frank no seu The Wealth Report. A empresa de consultoria afirma que Espanha é o segundo destino do mundo que mais atrai capital internacional em termos de imobiliário de luxo, apenas atrás de França. No ranking das cidades, Madrid posiciona-se como a quinta mais exclusiva da Europa e a décima sétima do mundo.

    Na capital, os preços aumentaram 6% em 2022 para quase atingir os 3.000 euros por metro quadrado. O ritmo de crescimento foi mais intenso, de quase 7%, em cidades como Barcelona e Marbella. Estes são destinos que também se destacaram como focos de atenção e investimento para a habitação de luxo.

    O capital estrangeiro, protagonista do investimento de luxo

    O cliente internacional tem sido fundamental para o impulso do mercado imobiliário de luxo no nosso país e em Andorra. A baixa volatilidade da habitação de luxo, a sua rentabilidade potencial e a diversificação geográfica são algumas das suas características mais atractivas. É o que explica a Engel & Völkers, uma empresa imobiliária alemã especializada em imóveis de luxo que opera em Espanha.

    A consultora apercebeu-se desta pressão sobretudo na Costa del Sol, a zona mais procurada pelos compradores estrangeiros na sua carteira de imóveis. Salientam que praticamente todos os municípios da zona costeira da Andaluzia registaram um crescimento significativo dos preços ao longo de 2022.

    No entanto, o investimento estrangeiro tem sido muito importante noutras comunidades autónomas, entre as quais se destacam também as Ilhas Baleares e Canárias. A Engel & Völkers assinala as diferenças significativas na procura internacional consoante a região, bem como o crescimento de novos perfis, como o cliente norte-americano e australiano. Em Madrid, foco dos grandes compradores estrangeiros, a presença do cliente internacional – sobretudo latino-americano – cresceu de 16% para 23%.

    Em números e dados, a empresa imobiliária alcançou um volume de corretagem em 2022 de 3.402 milhões de euros. Através de 8.495 transações, a Engels & Völkers aumentou em 8% a sua atividade no nosso país em 2022. Destas, 4.404 transações foram de venda e compra e 4.091 de arrendamento.

    É neste último segmento que o luxo tem tido um crescimento especial: 30% no último ano, de acordo com os números da empresa de consultoria. Assim, durante 2022, o aluguer foi a linha de negócio que mais cresceu, até um volume de corretagem de 122,6 milhões de euros. Da Engel & Völkers atribuem este aumento principalmente ao aumento do preço médio das operações, que atingiu 2.497 euros.

    Democratização do investimento em activos de primeira linha

    Se historicamente o investimento em imóveis de luxo era restrito a muito poucos, hoje isso mudou. O surgimento do crowdfunding como sistema de financiamento do mercado imobiliário abriu as portas para que pequenos e médios investidores incorporassem esse tipo de ativo em suas carteiras. Um bom exemplo disso são os projetos de financiamento participativo que a Urbanitae tem realizado no setor residencial desde 2020 e que se intensificaram nos últimos meses.

    Só no passado mês de março, a Urbanitae fechou quatro transações em localizações de destaque como La Moraleja, Baqueira Beret ou Barrio de Salamanca, juntamente com promotores como Kai Homes, Grupo Avintia ou VG Investment. O volume financiado ascendeu a 11,7 milhões de euros, com a participação de mais de 4.000 investimentos.

  • Investir em habitação hoje mais lucrativo do que há 10 anos

    Investir em habitação hoje mais lucrativo do que há 10 anos

    A lucratividade de investir em habitação aumentou consideravelmente em quase toda a Espanha na última década. Isso é indicado pelos dados da idealista, que sugerem que comprar um imóvel para alugá-lo é mais lucrativo hoje do que era há 10 anos. A lucratividade bruta da habitação em nosso país está em 7,1%, acima dos 5,3% de uma década atrás.

    Como mencionado, o aumento na lucratividade foi generalizado: ocorreu na maioria das capitais provinciais. O aumento mais notável foi em Múrcia. Lá, passou de 5,4% no terceiro trimestre de 2012 para 8,8% no mesmo período deste ano. A idealista também destaca os aumentos em Huelva (de 4,8% para 7,7%); Lugo (de 3,3% para 6,2%); Almeria (de 4,3% para 7,1%) e Cuenca (de 4,6% para 7,4%).

    As principais exceções estão em Madri e Palma de Maiorca, capitais onde a lucratividade do investimento imobiliário diminuiu. Isso é surpreendente considerando que são dois mercados de aluguel particularmente restritos. Em Palma, o rendimento do aluguel diminuiu de 4,8% para 4,4%; em Madri, caiu de 5% para 4,9%. Nas demais capitais principais, o crescimento na última década foi mais modesto. Por outro lado, em Málaga, o rendimento aumentou de 4,8% para 5,7%; em Bilbao, de 4,3% para 5%; e em Barcelona, de 4,5% para 5,2%.

    Evolução da Lucratividade desde 2017

    Apesar do aumento generalizado, se olharmos para os últimos cinco anos, há mais cidades que perderam lucratividade. Esse é o caso de Las Palmas de Gran Canaria, onde o rendimento era de 2,6% em 2017, e em Palma de Maiorca, com 5,6% no mesmo ano. Ambas as cidades perderam 1,2 pontos. Elas são seguidas por Madri (de 5,8% para 4,9%), San Sebastián (de 4,1% para 3,7%) ou Girona (de 5,9% para 5,6%). Pelo contrário, outras cidades como Múrcia (de 6,7% para 8,8%), Cuenca (de 5,5% para 7,4%) ou Barcelona (de 4,7% para 5,2%) aumentaram seus rendimentos nos últimos cinco anos.

    Os dados da idealista coincidem com os do portal imobiliário Fotocasa, que indicaram que o rendimento do imóvel, até meados de 2022, estava em 6,9%. Com esses números, comprar um imóvel em junho de 2022 era um ponto percentual mais lucrativo do que há cinco anos e 2,4 pontos percentuais mais lucrativo do que há uma década. A Fotocasa também destaca Múrcia, Cuenca, Almeria, Huelva e Lérida como as cidades com os melhores rendimentos, todas acima de 7%.

    Invertir en vivienda es hoy más rentable que hace 10 años

    Opções de Investimento

    Muitas pessoas consideram comprar um imóvel para alugá-lo e garantir uma renda adicional. É uma boa opção para aqueles que buscam investir dinheiro em ativos de baixo risco e, especialmente, em contextos inflacionários. No entanto, assim como em qualquer outro investimento, muitos fatores precisam ser levados em consideração. Nesse caso, eles vão desde o tempo necessário para recuperar o investimento até a localização específica do imóvel.

    Além disso, as opções para visualizar um imóvel como investimento vão além do simples aluguel. Um exemplo disso, na verdade, cada vez mais estabelecido em nosso país, é o “flipping” de casas, que discutimos no blog. Assim como em muitos outros investimentos, o elemento central aqui é o potencial, para o qual é necessário identificar boas oportunidades.

    Se a opção de comprar um imóvel para aluguel posterior está além do nosso alcance financeiro, fórmulas como o crowdfunding imobiliário podem ser interessantes. Através de investimento colaborativo, é possível investir em um projeto gerador de renda com pequenas quantias de dinheiro.