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O retalho imobiliário 2025 em Espanha vive um momento de expansão, com investimento recorde e uma transformação digital que está a mudar o modo como marcas e consumidores se relacionam
Até setembro de 2025, o investimento direto em ativos imobiliários do segmento de retalho atingiu 1.919 mil milhões de euros, segundo o relatório Retail em Espanha da consultora Savills. Se as previsões se confirmarem, o ano encerrará com um volume de investimento recorde desde 2019, ultrapassando os 2.700 mil milhões de euros, acima da média histórica.
Uma tendência confirmada pela CBRE, que estima o investimento em 1.935 mil milhões até setembro, um aumento de 15% face ao mesmo período de 2024. O retalho representa já 15% do total do capital investido em imobiliário, que ascende a 12.900 mil milhões de euros, consolidando-se como um dos três segmentos mais ativos, juntamente com Living e Hotéis.
O aumento do capital destinado ao retalho explica-se, em grande parte, pelo crescimento das operações em centros comerciais e pelo crescente interesse do capital internacional, aliado a um aumento do tamanho médio das transações. Segundo a CBRE, o perfil core consolida-se, e as socimis lideram o investimento com 41% do volume total, seguidas pelas SCPI francesas e pelos fundos anglo-saxónicos. Ao mesmo tempo, o investimento privado torna-se mais profissional, através de veículos especializados em centros comerciais, enquanto o investidor institucional volta a olhar com interesse para os lojas de rua.
De acordo com a Savills, os centros comerciais concentram 57% do total do investimento, mantendo-se como o principal foco de interesse. As médias superfícies representam 9%, os supermercados 10% e as lojas 24%.
Excluindo as lojas, o investimento em retalho atinge 1.448 mil milhões de euros, dos quais 1.080 mil milhões correspondem a centros comerciais – em linha com a tendência iniciada no ano anterior e com níveis pré-pandemia. Por sua vez, o investimento em lojas já supera em mais de 15% o total de 2024 (409 milhões), e a Savills prevê que alcance 800 milhões de euros até ao final do exercício.
O retalho não evolui apenas do ponto de vista do investimento, mas também no seu modelo operativo. As mudanças tecnológicas, sociais e demográficas estão a redefinir a relação entre marca, espaço e consumidor. O livro Revolução Retail (ESIC Editorial) analisa alguns dos paradigmas tecnológicos que estão a moldar este novo cenário.
O relatório Retail Trends 2025, da Savills, destaca que a próxima grande transformação será cultural e experiencial. O consumidor já não compra apenas produtos: procura identidade, coerência e emoção.
O retalho imobiliário vive um momento de transição empolgante. O investimento cresce, os intervenientes diversificam-se e as lojas transformam-se em cenários onde a experiência é protagonista. Os espaços físicos já não são apenas pontos de venda: são plataformas de ligação emocional e cultural entre marca e consumidor.
É neste cruzamento entre capital, tecnologia e criatividade que se escreve o novo roteiro do comércio em Espanha.