Técnicas para ahorrar: 8 métodos para ser constante. Saving techniques: 8 methods to stay consistent. Techniques pour économiser : 8 méthodes pour être constant. Tecniche per risparmiare: 8 metodi per essere costanti. Técnicas para poupar: 8 métodos para ser constante. Spartechniken: 8 Methoden für mehr Konstanz.

8 técnicas para poupar de forma mais constante

As técnicas para poupar ajudam a que o hábito não dependa apenas da força de vontade. Automatizar, atribuir funções ao dinheiro, definir metas, rever despesas e medir progressos permite poupar com mais constância.

Poupar não depende apenas de quanto ganhamos. Também influencia a forma como organizamos o dinheiro, que despesas revemos e que decisões deixamos automatizadas.

Quando a poupança fica relegada para “o que sobrar” no final do mês, é fácil que nunca chegue a acontecer. Por isso, mais do que confiar na força de vontade, costuma ser mais útil construir um sistema simples e sustentável.

Nem todos os métodos servem para o mesmo. Alguns ajudam a planear o orçamento, outros controlam as despesas variáveis e outros simplesmente reforçam o hábito. Estas oito técnicas podem ser combinadas e adaptadas à situação de cada pessoa.

1. Automatiza a poupança

Uma das formas mais simples de tornar a poupança constante é reservá-la antes de começar a gastar.

A ideia consiste em programar uma transferência automática da conta habitual para outra destinada à poupança. Pode ser feita depois de receber o salário ou os principais rendimentos do mês.

O objetivo é inverter a ordem habitual:

Rendimentos → poupança → despesas, em vez de rendimentos → despesas → o que sobrar para poupar.

O montante deve ser realista. É preferível começar com um valor que possa ser mantido todos os meses e aumentá-lo progressivamente do que definir uma quantia demasiado ambiciosa e ter depois de recorrer a esse dinheiro.

Se os rendimentos forem variáveis, pode ser mais prático reservar uma percentagem de cada recebimento em vez de um montante fixo.

2. Atribui uma função a cada euro

O orçamento de base zero consiste em decidir antecipadamente que função terá todo o dinheiro que entra durante o mês.

Não significa gastar até deixar a conta a zero. Significa que cada parte dos rendimentos tem um destino:

  • habitação;
  • alimentação;
  • transporte;
  • lazer;
  • poupança;
  • despesas futuras;
  • ou investimento, quando aplicável.

Este método ajuda a detetar despesas que passam despercebidas e obriga a incluir a poupança dentro do orçamento, em vez de esperar pelo final do mês.

Também convém incorporar as despesas que não chegam todos os meses. Se um seguro custa 600 euros por ano, por exemplo, reservar 50 euros mensais evita que a prestação se transforme num imprevisto quando chegar.

3. Poupa com um objetivo e uma data

Poupar torna-se mais fácil de medir quando o dinheiro tem uma finalidade concreta.

Em vez de definir simplesmente o objetivo de “poupar mais”, podem separar-se metas como:

Depois de definido o objetivo, pode calcular-se quanto é necessário reservar periodicamente.

Se quiseres reunir 3.000 euros em doze meses, por exemplo, o objetivo pode traduzir-se numa contribuição mensal de 250 euros.

Separar a poupança por objetivos também evita misturar o dinheiro destinado a imprevistos com aquele que pode ser utilizado para despesas discricionárias.

4. Revê as despesas que mais pesam

Poupar não consiste necessariamente em eliminar todos os pequenos caprichos.

Em muitos casos, rever despesas recorrentes pode ter mais impacto do que reduzir uma grande quantidade de pequenas compras. Convém verificar periodicamente:

  • seguros;
  • comissões bancárias;
  • tarifas de telemóvel e internet;
  • serviços essenciais;
  • subscrições;
  • serviços digitais;
  • e outros pagamentos recorrentes.

Algumas despesas estruturais, como habitação ou transporte, são mais difíceis de modificar. Outras podem ser renegociadas, transferidas para outro fornecedor ou eliminadas.

Conseguir uma pequena redução mensal em várias despesas recorrentes pode gerar uma poupança considerável quando se acumula ao longo de todo o ano.

5. Define limites para as despesas variáveis

O método dos envelopes nasceu quando grande parte do orçamento era gerida em dinheiro físico, mas a sua lógica continua válida em formato digital.

Consiste em atribuir um limite a categorias em que é fácil gastar acima do previsto, por exemplo:

  • restaurantes;
  • lazer;
  • compras pessoais;
  • supermercado;
  • ou pequenas despesas do dia a dia.

Pode ser feito através de subcontas, categorias dentro da aplicação do banco ou simplesmente com um orçamento semanal.

Quando se atinge o limite, é preciso tomar uma decisão consciente: deixar de gastar nessa categoria ou realocar dinheiro de outra rubrica.

O objetivo não é transformar o orçamento numa regra rígida, mas tornar visível quanto está a ser gasto antes de o mês terminar.

6. Introduz uma pausa antes de comprar

Muitas decisões de compra são tomadas por impulso.

A regra das 24 ou 48 horas consiste em deixar passar algum tempo antes de realizar uma compra discricionária. Em aquisições de maior valor, a espera pode ser até de vários dias.

A utilidade desta técnica não está em cumprir exatamente um número de horas, mas em introduzir uma pausa entre o desejo e a decisão de compra.

Durante esse tempo, convém perguntar:

  • preciso mesmo disto?
  • já tenho algo que cumpre a mesma função?
  • encaixa no orçamento?
  • continuaria a querer isto daqui a alguns dias?

Em muitos casos, deixar a decisão assentar ajuda a separar uma necessidade real de um impulso momentâneo.

7. Utiliza a micropoupança como complemento

Algumas entidades permitem arredondar automaticamente cada compra e transferir a diferença para uma conta de poupança.

Se uma compra custa 3,40 euros, por exemplo, o sistema pode arredondá-la para 4 euros e reservar os 60 cêntimos restantes.

Estas pequenas quantias podem ajudar a reforçar o hábito e tornar visível que mesmo valores reduzidos se acumulam com o tempo.

Mas a micropoupança deve ser entendida como um complemento, não como a base de um plano financeiro. Dificilmente substituirá uma contribuição periódica se o objetivo for construir um fundo de emergência ou reunir uma quantia relevante.

8. Torna o progresso visível

Medir o avanço ajuda a manter a motivação.

Pode ser feito através de objetivos intermédios:

  • primeiros 500 euros;
  • depois 1.000;
  • mais tarde 2.000.

Outra opção é transformar a poupança num desafio. O conhecido desafio das 52 semanas propõe poupar 1 euro na primeira semana, 2 na segunda, e assim sucessivamente até chegar a 52 euros na última. Se for concluído, o total acumulado é de 1.378 euros.

No entanto, este sistema concentra as contribuições mais elevadas no final do ano. Para algumas pessoas será mais simples reservar a mesma quantia todas as semanas.

Também podem ser utilizadas pequenas recompensas ao atingir determinados marcos, desde que estejam previstas dentro do orçamento e não saiam do próprio dinheiro reservado para o objetivo.

Primeiro poupar, depois investir

Poupar e investir não cumprem a mesma função.

A poupança deve primeiro cobrir necessidades próximas e criar uma almofada para imprevistos. Esse dinheiro precisa de estar disponível e não deve depender da evolução de um investimento.

Depois de cobertas essas necessidades, o capital que não venha a ser necessário durante mais tempo pode ser destinado a investimento, sempre de acordo com os objetivos, o prazo e a capacidade para assumir risco.

Também convém rever as dívidas existentes antes de começar a investir, especialmente aquelas com custos elevados.

No final, os métodos de poupança mais úteis não são necessariamente os mais sofisticados, mas aqueles que podem ser mantidos ao longo do tempo. A chave está em construir um sistema em que poupar deixe de depender do que sobra e passe a fazer parte da rotina financeira.

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *