Investimento imobiliário diversificado: como equilibrar a tua carteira entre crowdfunding, arrendamento e SOCIMIs
Durante anos, investir em imobiliário significava escolher entre comprar uma casa ou deixar o dinheiro no banco. Hoje, o panorama mudou: existem novas formas de acesso ao setor que permitem combinar rentabilidade, flexibilidade e liquidez, mesmo com montantes reduzidos, para alcançar um investimento imobiliário diversificado.
A chave já não está em decidir “em que investir”, mas sim como equilibrar a tua carteira imobiliária entre diferentes tipos de ativos — como o crowdfunding, o arrendamento ou as SOCIMIs — para aproveitar o melhor de cada um sem concentrar o risco.
Porque diversificar no investimento imobiliário
O imobiliário tem demonstrado historicamente ser um dos ativos mais estáveis, mas isso não significa que seja imune a ciclos. Os preços, a procura de arrendamento ou os custos de financiamento variam — e tudo isso afeta a rentabilidade.
Diversificar dentro do próprio setor imobiliário, tal como se faz na renda fixa ou variável, permite equilibrar rentabilidade, risco e liquidez. Nem todos os ativos reagem da mesma forma: enquanto o arrendamento oferece rendimentos periódicos, as SOCIMIs proporcionam liquidez em bolsa e o crowdfunding dá acesso a projetos com potenciais rendibilidades superiores a curto prazo.
Crowdfunding imobiliário: acessível, flexível e em crescimento
O crowdfunding imobiliário mudou a forma de investir no setor. Plataformas como a Urbanitae, reguladas pela CNMV, permitem participar em projetos imobiliários a partir de montantes reduzidos, dando acesso a operações anteriormente reservadas a investidores institucionais.
O interessante deste modelo é a sua versatilidade. Dentro do crowdfunding existem três grandes tipos de projetos:
- Mais-valias (equity): o investidor participa no desenvolvimento do ativo e na sua valorização.
- Dívida (crowdlending): oferece uma rentabilidade fixa a curto prazo e menor risco.
- Rendas: gera rendimentos periódicos através de arrendamentos.
Esta variedade permite adaptar cada investimento ao perfil do investidor: um perfil conservador pode optar por projetos de dívida com prazos entre 12 e 24 meses, enquanto um investidor mais dinâmico pode combinar equity e rendas para alcançar um equilíbrio entre rentabilidade e fluxo.
Além disso, o crowdfunding permite diversificar não só por tipo de projeto, mas também por localização, investindo em diferentes cidades ou segmentos do mercado (residencial, escritórios, comercial ou logístico).
Investimento em arrendamento: rendimentos recorrentes e estabilidade
O arrendamento continua a ser uma das formas mais diretas e conhecidas de investir em imobiliário. O seu atrativo está nos rendimentos periódicos e na capacidade de proteger contra a inflação, uma vez que as rendas são normalmente atualizadas anualmente.
No entanto, requer capital inicial elevado e gestão ativa: manutenção, mudanças regulatórias, etc. Por isso, muitos investidores preferem veículos que simplificam o processo, como os projetos de rendas da Urbanitae, onde a plataforma gere ativos já arrendados e distribui os lucros entre os investidores. Este modelo reúne o melhor do arrendamento tradicional — rendimentos periódicos — sem as complicações da gestão direta, funcionando como uma ponte entre o investimento tradicional e o digital.
SOCIMIs: investimento imobiliário cotado e líquido
As SOCIMIs (Sociedades Cotadas Anónimas de Investimento no Mercado Imobiliário) permitem investir em grandes carteiras de ativos imobiliários — desde escritórios até habitação para arrendamento — através da bolsa.
A sua principal vantagem é a liquidez: o investidor pode entrar ou sair facilmente comprando ou vendendo ações, algo que não acontece com o investimento direto ou com o crowdfunding. Além disso, por serem obrigadas a distribuir 80 % dos lucros sob a forma de dividendos, oferecem um fluxo estável de rendimentos. No entanto, o seu desempenho pode ser influenciado pelo mercado bolsista, pelo que devem ser vistas como uma peça complementar dentro de uma estratégia mais ampla.
Como equilibrar uma carteira entre crowdfunding, arrendamento e SOCIMIs
Não existe uma fórmula universal, mas uma combinação equilibrada pode servir de guia: destinar cerca de 40 % ao crowdfunding imobiliário — repartido entre dívida, rendas e equity —, 30 % a projetos de arrendamento com rendimentos periódicos e 30 % a SOCIMIs ou fundos cotados para ganhar liquidez e diversificação.
Esta estrutura permite combinar rentabilidade a curto, médio e longo prazo, com diferentes níveis de risco e exposição. O importante é rever a carteira regularmente e ajustá-la à evolução do mercado.
Hoje, diversificar não significa possuir vários imóveis, mas sim combinar diferentes formatos e horizontes de investimento. O crowdfunding abre o acesso ao setor, o arrendamento oferece estabilidade e as SOCIMIs acrescentam liquidez e escala.
A Urbanitae faz parte deste novo modelo, que permite criar carteiras imobiliárias modernas, rentáveis e acessíveis. Num mercado em constante mudança, diversificar não é apenas uma forma de proteção — é também a maneira mais inteligente de crescer com visão de longo prazo.