Vantagens e riscos de investir em imóveis sem ser proprietário
Last Updated on 4 Fevereiro 2026 by Equipo Urbanitae
Investir em imobiliário tem sido, historicamente, uma das formas mais sólidas de aumentar o património e sim, é possível fazê-lo sem comprar uma casa. Apesar dos altos e baixos do mercado, o setor imobiliário continua a atrair investidores pela sua estabilidade e por oferecer algo que nem todos os ativos financeiros conseguem: um bem tangível, útil e duradouro. Mas nem toda a gente está disposta — ou pode — comprar um apartamento para o arrendar. E, felizmente, hoje em dia já não é necessário.
O mercado mudou. A digitalização, a regulação e o aparecimento de novos veículos de investimento abriram a porta a outras formas de participar no setor imobiliário. Modalidades que permitem diversificar, entrar com pouco capital e fazê-lo de forma mais ágil e profissional. Neste artigo explicamos-te quais as vantagens de investir em imobiliário, que riscos deves ter em conta e que caminhos podes seguir, consoante os teus objetivos e recursos.
Benefícios de investir em imóveis
- Carteiras diversificadas e gestão profissional. Você tem acesso a conjuntos de ativos selecionados e monitorados por equipes especializadas, com políticas de investimento e controles de risco definidos. Isso reduz a dependência de um único imóvel e suaviza as oscilações do mercado.
- Valores mínimos mais baixos e processo ágil. Você pode começar com quantias moderadas e concluir a contratação em poucos passos digitais. Isso facilita testar a alternativa e ajustar a exposição à medida que ganha confiança.
- Em muitos casos, melhor liquidez do que a compra direta. Dependendo do veículo, é possível vender participações ou solicitar resgates em prazos razoáveis. Isso é útil se você quiser alinhar o investimento a metas de curto ou médio prazo.
Riscos do investimento
- Rentabilidade não garantida e valor variável. A renda de aluguéis e as avaliações dos ativos podem mudar com o ciclo. Você deve estar preparado para períodos com retornos mais modestos.
- Liquidez condicionada ao instrumento. Em veículos listados, a saída depende do mercado; em veículos não listados, normalmente existe um calendário de janelas ou prazos de resgate. Vale planejar o horizonte para não vender na hora errada.
- Custos que impactam o resultado líquido. Taxas de gestão, custódia (depositária) e plataforma reduzem a rentabilidade. Verifique o custo total em euros e compare com alternativas de risco semelhante antes de decidir.
Por que continua a ser uma boa ideia investir em imóveis
Um dos grandes atrativos do imobiliário é a sua natureza física e duradoura. Não são ações nem criptomoedas: são edifícios, terrenos, lojas, casas. Bens que têm sempre algum valor de uso, e que, em contextos de inflação ou incerteza, oferecem uma sensação de segurança.
Mas, além disso, têm potencial de rentabilidade por duas vias: o rendimento periódico do arrendamento e a possível valorização a longo prazo. Mesmo quando não são destinados ao arrendamento, o seu valor tende a crescer com o tempo — se a localização e o tipo de ativo forem bem escolhidos. Soma-se a isto um mercado local com elevada procura de arrendamento, especialmente nas grandes cidades, o que ajuda a manter o interesse dos investidores.
Além disso, hoje o mercado está mais acessível. Existem formas de investimento coletivo que permitem começar com pouco capital, com menor exposição ao risco e com a comodidade de delegar toda a gestão.
O que é importante ter em conta antes de investir
Ainda assim, investir em imobiliário não é um caminho isento de obstáculos. Tal como qualquer investimento, tem riscos. O mais evidente é que não há rentabilidade garantida: os preços podem descer, como aconteceu na crise de 2008, ou o imóvel pode ficar desocupado durante meses. Além disso, há que assumir custos de entrada (escritura, impostos, obras), de saída (mais-valias, comissões) e de manutenção (condomínio, reparações, seguros…).
Outro ponto importante: a liquidez. Um imóvel não se vende em 48 horas. Se precisares de recuperar o teu investimento rapidamente, pode não ser o caminho ideal… a menos que escolhas fórmulas mais líquidas, como participações em fundos imobiliários ou em socimis.
Por fim, há a parte operacional. Ser senhorio exige trabalho: gerir inquilinos, arranjos, contratos, impostos… e nem toda a gente quer — ou pode — assumir essa responsabilidade.
Formas de investir em imóveis
Para quem quer aproveitar as vantagens do setor imobiliário sem os compromissos de uma propriedade completa, hoje existem várias alternativas. Algumas já têm anos no mercado; outras são mais recentes, mas estão a ganhar tração rapidamente:
1. Comprar para arrendar (a clássica)
Compra-se um imóvel para o arrendar de forma estável. Gera rendimentos periódicos, mas exige gestão ativa e assumir custos de manutenção. É a via mais tradicional, mas também a que exige mais capital e responsabilidade.
2. Arrendamento turístico
Maior rentabilidade potencial, mas também maior rotatividade, esforço e dependência das normas locais. Rentável em zonas turísticas, mas com risco de sazonalidade.
3. Compra em planta
Comprar em fase de projeto ou construção permite aceder a preços inferiores ao mercado. Se for vendido após a entrega, pode gerar lucros importantes, embora o risco de execução do projeto seja mais elevado.
4. Flipping
Comprar barato, remodelar e vender com margem. Exige conhecimento, bom olho e capacidade de gerir obras. Rentabilidade potencial elevada, mas também maior exposição ao risco.
5. Fundos imobiliários
Geridos por profissionais, investem em ativos imobiliários (residenciais, comerciais…) e distribuem lucros. Exigem baixo investimento inicial, permitem diversificar e oferecem liquidez moderada.
6. Socimis
O equivalente espanhol das REITs. Investem principalmente em imóveis para arrendamento e são obrigadas a distribuir dividendos. São cotadas em bolsa e é possível entrar com pouco dinheiro, sem necessidade de gestão direta.
7. Crowdfunding imobiliário
Plataformas como a Urbanitae permitem investir a partir de 500 euros em projetos imobiliários selecionados: construção de habitações, compra de terrenos, reabilitação… Podes escolher entre projetos de dívida (com taxa de juro fixa) ou de equity (com rentabilidade ligada ao sucesso do projeto). Tudo é gerido por profissionais, sob supervisão da CNMV e com total transparência para o investidor.
8. Crowdlending
Muito semelhante ao anterior, mas centrado em empréstimos. Em vez de comprar uma parte do projeto, emprestas dinheiro ao promotor em troca de um juro acordado. Tem menor rentabilidade esperada, mas também menor risco e maior previsibilidade.
Conclusão: o imobiliário evolui, a rentabilidade também
Investir em imobiliário continua a ser uma opção sólida, mas é importante perceber que existem outras formas de o fazer, sem precisar de comprar uma casa. Hoje o mercado oferece muito mais possibilidades, adaptadas a diferentes perfis, níveis de risco e capacidades financeiras.
Conhecer as vantagens e limitações de cada modalidade é essencial para fazer uma boa escolha. E plataformas como a Urbanitae tornaram possível que, mesmo com um orçamento limitado, possas começar a investir no setor com segurança, transparência e o apoio de uma equipa profissional. Porque no fim, investir bem não é uma questão de ter muito. É uma questão de saber onde, como e com quem.
Perguntas frequentes
Qual é o investimento mínimo habitual?
- Crowdfunding e crowdlending imobiliário: valores típicos entre 100 e 500 euros.
- Fundos imobiliários para investidores de retalho: subscrições iniciais frequentes de 100 a 1.000 euros, dependendo da gestora.
- SOCIMI: você entra comprando uma ação através do corretor (bróker), então o mínimo depende do preço de mercado.
Qual opção oferece mais liquidez sem comprar um imóvel?
Se você prioriza sair rápido, as SOCIMI costumam ser as mais líquidas porque são cotadas e você pode vender no mercado. Os fundos imobiliários abertos permitem resgates dentro de prazos definidos pela gestora, normalmente de alguns dias. No crowdfunding e crowdlending, o mais comum é esperar o encerramento do projeto ou os marcos/parcelas de pagamento.
Quais custos podem reduzir o rendimento final?
- Fundos imobiliários: taxa de gestão e taxa de depositário/custódia.
- Crowdfunding e crowdlending: comissões da plataforma e despesas do veículo.
- SOCIMI: comissões do corretor (bróker) por compra, venda e custódia.
- Em todos os casos: verifique o custo total em euros e o impacto na rentabilidade prevista.