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Os ativos refúgio são os mais valorizados pelos investidores conservadores porque tendem a proteger melhor o valor neles depositado do que outros.
Quando os mercados ficam agitados, nem tudo se move da mesma forma. Alguns investimentos tendem a resistir melhor e ajudam a proteger a poupança: os chamados ativos de refúgio como o ouro, os títulos do Estado, a liquidez e o imobiliário. Neste artigo, explicamos de forma direta o que são, quando acrescentam valor e como os incorporar.
Pode-se dizer que existem tantos investidores quanto níveis de tolerância ao risco. Os mais conservadores valorizam o atrativo dos ativos de refúgio, assim chamados porque tendem a proteger melhor o valor investido neles, especialmente quando as coisas ficam complicadas nos mercados. Você conhece?
Ativos de refúgio são um tipo de investimento que se espera conservar ou aumentar seu valor em tempos de volatilidade de mercado. Em outras palavras, eles não estão correlacionados ou têm baixa correlação com o mercado. Isso acontece, por exemplo, com o setor imobiliário: quando o mercado de ações cai ou as perspectivas econômicas pioram, ativos como imóveis geralmente permanecem à margem.
Por todas essas razões, os ativos de refúgio representam uma estratégia para reduzir o risco em seus investimentos. Eles são considerados seguros e confiáveis, oferecendo aos investidores estabilidade e proteção durante crises. Além do setor imobiliário, exemplos comuns de ativos de refúgio incluem metais preciosos como ouro, títulos do governo, ações de setores específicos e até mesmo algumas moedas.
Mais especificamente, entre as razões para considerar investir em ativos de refúgio estão as seguintes:
Você pode se surpreender ao saber que dinheiro em espécie é considerado um ativo de refúgio. Na verdade, o “dinheiro embaixo do colchão” estará sempre lá, mesmo que o mercado de ações despenque. No entanto, não gera retorno nem oferece proteção contra a inflação.
As chamadas ações defensivas são consideradas um refúgio por causa do setor econômico que representam. A ideia é que, por pior que as coisas estejam, as pessoas sempre demandarão certos produtos ou serviços, como alimentos ou produtos de saúde. As ações das empresas desse setor são consideradas não cíclicas, pois resistem melhor à incerteza.
| Ativo | Liquidez | Risco percebido | Proteção contra a inflação | Correlação com ações | Ticket típico |
|---|---|---|---|---|---|
| Liquidez (dinheiro) | Muito alta | Baixo; perda por inflação | Baixa | Muito baixa | € |
| Obrigações do Estado AAA/AA | Alta | Baixo–médio (risco de taxa de juro) | Média; depende do cupão | Baixa–média | €€ |
| Ouro | Média | Médio | Média–alta no longo prazo | Baixa | €€€ |
| Ações defensivas | Alta | Médio | Média | Média | €€ |
| Imobiliário direto | Baixa–média | Médio | Média–alta; rendas + valorização | Baixa–média | €€€€ |
| Crowdfunding imobiliário | Média | Médio | Média–alta* | Baixa–média | A partir de 500 € |
O setor imobiliário historicamente tem sido considerado um ativo de refúgio devido à sua estabilidade e capacidade de gerar renda passiva por meio do aluguel. As propriedades imobiliárias tendem a manter seu valor e, em muitos casos, se valorizar ao longo do tempo, especialmente em localizações estratégicas ou de alta demanda. O financiamento coletivo imobiliário, por exemplo, por meio da Urbanitae, combina as principais vantagens do investimento imobiliário e multiplica a capacidade de diversificação, pois apenas 500 euros são necessários para investir em um projeto. Você já experimentou?
Faz sentido manter liquidez?
Sim, desde que tenha um objetivo concreto. A liquidez serve para a reserva de emergência e para aproveitar oportunidades sem vender investimentos no momento errado. Como guia prático, cobrir entre três e seis meses de despesas costuma ser suficiente para a maioria; acima desse “colchão”, normalmente compensa investir, porque o dinheiro parado perde poder de compra com a inflação.
O imobiliário protege contra a inflação?
Pode ajudar, embora não seja automático nem garantido. As rendas (aluguéis) costumam ser revistas periodicamente, o que pode transferir parte da inflação para os rendimentos, enquanto o valor dos ativos tende a ajustar-se ao longo do tempo conforme a procura e o custo de reposição. A proteção depende muito da localização, da qualidade do ativo, da gestão e do nível de endividamento; diversificar por cidades e tipologias reduz riscos.
Qual é o melhor ativo de refúgio?
Não existe um “melhor” universal. Em vez de procurar “o melhor”, o mais sensato é combinar vários conforme o teu perfil e horizonte: um colchão razoável de liquidez, obrigações de alta qualidade para estabilidade, algum ouro como diversificador e exposição ao imobiliário para potencial de rendas e valorização. Mantém pesos-alvo e faz rebalanceamentos periódicos para que a carteira não se desvie do teu plano.