Que plataforma imobiliária combina com você? Guia rápido por perfil de investidor
O investimento imobiliário coletivo, sobretudo através de modelos como crowdfunding ou crowdlending, tornou-se uma alternativa consolidada para aceder ao mercado imobiliário sem comprar um imóvel inteiro. Graças a estas plataformas, cada vez mais investidores particulares conseguem participar em projetos de promoção, reabilitação ou arrendamento com capital reduzido e diversificado. Neste artigo, reunimos as plataformas mais populares e representativas em Espanha e na Europa, explicando o que oferecem, como funcionam e que perfil de investidor pode beneficiar mais.
Plataformas de referência em Espanha
Antes de entrar em nomes concretos, vale lembrar o que estas plataformas fazem: permitem que vários investidores aportem capital a um projeto imobiliário e partilhem o retorno — seja em forma de juros (dívida) ou como participação em mais-valias e rendas (equity). O processo é digital e, em muitos casos, com montantes mínimos baixos, o que facilita o acesso ao setor.
Urbanitae
A Urbanitae consolidou-se como uma das principais plataformas de crowdfunding imobiliário em Espanha e na Europa. Permite investir a partir de valores relativamente acessíveis (desde 500 €) em projetos residenciais, comerciais e de promoção, tanto na modalidade de equity como de dívida. Está autorizada e registada na CNMV, o que acrescenta um nível de supervisão e transparência ao seu funcionamento. O volume de operações coloca-a entre as opções mais dinâmicas do mercado espanhol, com projetos de diferentes tipologias e, por vezes, acesso a oportunidades internacionais.
Housers
A Housers foi uma das plataformas pioneiras em Espanha neste segmento e continua a ser popular entre investidores que procuram projetos imobiliários de dívida ou equity com um investimento mínimo acessível. Embora tenha passado por diferentes mudanças operacionais, é frequentemente mencionada entre as plataformas que marcaram o mercado pela sua antiguidade e base de utilizadores.
Civislend
A Civislend é uma plataforma espanhola focada em crowdlending imobiliário, ou seja, ligar promotores a financiamento através de empréstimos subscritos por vários investidores. Oferece investimento a partir de montantes baixos (desde 250 €) e concentra-se tipicamente em projetos residenciais. A supervisão pela CNMV dá-lhe um enquadramento regulatório semelhante ao de outras plataformas, ainda que a variedade de projetos possa ser mais limitada em determinados períodos.
ClubFunding
De origem francesa, a ClubFunding tem vindo a ganhar presença em Espanha e na Europa. É especializada em projetos de dívida — financiamento para promotores — e costuma apresentar rentabilidades estimadas atrativas, com prazos que variam conforme a operação. Os investidores atuam como credores em projetos imobiliários estruturados, recebendo juros periódicos ou no vencimento.
Domoblock
A Domoblock destaca-se por uma abordagem diferente: baseia-se na tokenização de projetos imobiliários, permitindo investir com montantes reduzidos em operações de desenvolvimento, muitas vezes focadas em “house flipping” (comprar, renovar e vender). Embora opere num enquadramento regulatório distinto (não estritamente como crowdfunding tradicional), o seu modelo tecnológico e os tickets baixos tornam-na uma opção interessante para investidores que procuram prazos mais curtos e formatos inovadores.
Raizers
A Raizers opera em vários países europeus (incluindo Espanha) e permite investir principalmente em dívida de projetos imobiliários. Apresenta rentabilidades na ordem dos dois dígitos e projetos diversificados por tipologia. A presença em vários mercados europeus torna-a uma alternativa relevante para quem pretende diversificar geograficamente dentro do mesmo modelo de financiamento coletivo.
Como escolher entre as plataformas
Escolher uma plataforma de investimento imobiliário coletivo não deve basear-se apenas na popularidade ou na rentabilidade anunciada. É importante confirmar em que enquadramento regulatório opera, que tipo de projetos disponibiliza — dívida ou equity — e se prazos e riscos estão alinhados com os seus objetivos.
Também vale a pena analisar o nível de informação e transparência fornecido sobre cada projeto e sobre o promotor. No fim, a plataforma é o intermediário chave entre o investidor e o investimento: os seus critérios de seleção e a forma como apresenta dados e riscos influenciam diretamente a decisão.